Pequenas ou grandes, as casas se renovam, ficam mais apresentáveis, mais bonitas.
Até crianças bem pequenas observam a mudança e expressam o encantamento com o novo aspecto da moradia dos pais ou avós.
A sala e os quartos ficam parecendo mais espaçosos, mais claros, causando um efeito psicológico que melhora a autoestima das pessoas.
Quem não se sente bem num lugar bem cuidado, limpo, arejado?
Hoje pela manhã Garanhuns amanheceu como uma casa que recebeu nova pintura.
O ar parecendo mais limpo e saudável.
A chuva do dia anterior deu novas cores às plantas, às árvores. Estranhamente até a terra, molhada, parece diferente, como que "revitalizada" pela natureza.
Será que a chuva é a intervenção de Deus nas cidades, para renová-las e torná-las melhor?
A chuva que caiu na Suíça Pernambucana, neste sábado 21 de fevereiro, não foi demorada.
Mas foi intensa, tanto que em pouco tempo tinham sido registrados mais de 30 milímetros.
Causou estragos em algumas ruas, como é comum acontecer.
Chuvas por aqui sempre deram problemas porque a cidade tem características físicas diferenciadas.
A rua XV de Novembro, que liga o centro a Heliópolis, 50 anos atrás já sofria com enchentes.
Hoje o sofrimento se concentra na chamada Rua da Tábua, próxima à Serra Branca.
Já fizeram de tudo lá, na atual gestão realizaram um serviço de drenagem completo, mas a obra de engenharia deve ser bem complicada mesmo, porque o problema persiste.
Após a chuva, alguns sabichões de internet até culparam o prefeito pelos efeitos do temporal, reclamaram que ele tinha ido a um casamento enquanto chovia.
Como se os governantes tivessem o poder de adivinhar quando e quanto vai chover. Por isso obrigados a ficar de plantão, inclusive sábados e domingos.
Mas a chuva, no geral, foi benéfica. Se a Rua da Tábua amanheceu mais feia, o mesmo não se pode dizer da Avenida Rui Barbosa, da Santo Antônio, da Simoa Gomes, da São Miguel, da Duque de Caxias, Djalma Dutra ou Deolinda Silvestre Valença.
A impressão que se tem, neste domingo de manhã, é que Garanhuns está de vestido de noiva.
Tão bonita e feliz quanto estava Tábata ontem, quando teve o seu dia de Lady Di.
Se fosse escolher uma música para a trilha sonora deste domingo, pós casamento em Tamandaré e chuva em Garanhuns, ficaria com "Galo, Noite e Quintais", a canção de Belchior que Chico Anysio confessou, num programa de TV, que gostaria de ter feito.
Quando eu não tinha o olhar lacrimoso
Que hoje eu trago e tenho
Quando adoçava o meu pranto e meu sono
No bagaço de cana do engenho
Quando eu ganhava esse mundo de meu Deus
Fazendo eu mesmo o meu caminho
Por entre as fileiras do milho verde
Que ondeia, com saudade do verde marinho
Eu era alegre como um rio
Um bicho, um bando de pardais
Como um galo, quando havia
Quando havia galos, noites e quintais...
*Ilustração: Reproduzida do Blog do Bollog

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