domingo, 15 de dezembro de 2019

LÉO LINS TRAZ HUMOR ESCRACHADO A GARANHUNS



Leonardo de Lima Borges, o Léo Lins, do SBT, estará em Garanhuns no próximo dia 20, com seu humor escrachado.

Artista está divulgando um vídeo com a história do município, que funciona como uma prévia de como será sua apresentação na cidade.

Léo pega pesado com os vereadores, o prefeito e a própria história da Suíça Pernambucana, que na sua versão já pertenceu a Caetés, mas resolveu se desligar por conta do “ex-presidiário” Luiz Inácio de Silva.

Humorista “tira sarro” com a Cohab III, o Hospital Dom Moura e o Parque Euclides Dourado, que no seu vídeo trocou o cheiro dos eucaliptos pelo odor da maconha.

Humor negro de Léo Lins pode até desagradar os mais sensíveis e bairristas, contudo onde ele se apresenta é casa cheia e em Garanhuns não deve ser diferente.

CAPOEIRAS VENDE GASOLINA MAIS BARATA QUE GARANHUNS


Em Capoeiras, a 26 km de Garanhuns, a gasolina está um pouco mais barata.

Na cidade vizinha um dos postos de combustível está comercializando o produto a R$ 4,38, enquanto aqui custa atualmente de R$ 4,55 a 4,59.

Há pouco tempo atrás a gasosa em Garanhuns era vendida por quatros reais ou um pouco mais.

Em dezembro, contudo, a magia do Natal parece que animou os proprietários dos postos a combinarem os preços e agora não há muito alternativa.

Para conseguir abastecer por menos o garanhuense tem de aproveitar uma viagem a uma das cidades da região. Em Capoeiras, no povoado Neves, em Lajedo ou Cachoeirinha gasolina, álcool e óleo diesel estão por um preço melhor.

ZAQUEU COMEMORA 19 ANOS DE VIDA PÚBLICA


Vereador Zaqueu Lins, pré-candidato a prefeito de Garanhuns pelo PP, com apoio dos deputados Eduardo da Fonte e Claudiano Filho, está comemorando 19 anos de vida pública.

Ele é atualmente o único vereador com cinco mandatos na Casa Raimundo e Moraes, com forte ligação junto aos setores mais carentes da população local.
Zaqueu tem consciência que nessas quase duas décadas deu o melhor de si para melhorar a vida do povo de Garanhuns. Daí o seu projeto de disputar a prefeitura, para poder fazer mais pela cidade.

Vereador aparece bem nas pesquisas de opinião pública, rivalizando com o deputado Sivaldo Albino na primeira colocação.

Alguns ainda acreditam que o parlamentar estadual e o vereador podem estar juntos numa chapa no próximo ano e que esta união poderia levar um dos dois à vitória contra o candidato de Izaías, o vice-prefeito Haroldo Vicente.

POVOADO DE PALMEIRINA PODE VOLTAR A TER ÁGUA


No município de Palmeirina, no povoado do Riachão, 300 pessoas, incluindo homens e mulheres de meia idade, idosos e crianças estavam sem água há seis meses, por conta do corte de energia da bomba d´água que abastece a localidade.

O descaso fazia com que a população passasse dificuldades, sem conseguir sequer manter as condições mínimas de dignidade.

Perante a omissão do poder público, a vice-prefeita Verônica Castor e o ex-prefeito Carlos Timóteo (Carlinhos), rompidos há três anos com o atual gestor do município, decidiram bancar com seus próprios recursos o pagamento integral de todo o débito (quase um ano de contas acumuladas) e solicitaram a religação imediata da energia para abastecer o povoado.

Isso foi feito para que a população volte a ter acesso aos seus direitos essenciais da pessoa humana e a religação está prevista para a próxima terça-feira (17). 

*Na ilustração o comprovante de uma das contas pagas pela vice-prefeita e o ex-prefeito.

BALANÇO DO FESTIVAL DE CINEMA DE PERNAMBUCO



Depois de uma semana intensa de debates, oficinas e exibições de curtas pernambucanos, a 21ª edição do Festival de Curtas de Pernambuco (FestCine) chegou, neste sábado (14), à sua noite de encerramento no Cinema São Luiz, o templo do cinema pernambucano. O panorama desta edição – que contou com um público de quatro mil pessoas em todas as sessões - foi composto por 49 filmes, exibindo uma grande diversidade de temas, estéticas, narrativas e processos de realização. Ficções, videoartes, documentários, animações e videoclipes integraram as programações de duas mostras competitivas, a Mostra geral e a de Formação. Os vencedores receberam um total de R$ 58,5 mil em premiações, além do Troféu Fernando Spencer para os filmes que concorreram na Mostra Competitiva Geral.  Confira AQUI as fotos do festival. 

A sessão de encerramento contou com exibição inédita e gratuita de “Bacurau”, dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, com os três recursos de acessibilidade comunicacional (Libras – língua brasileira de sinais, LSE – legenda para surdos e ensurdecidos, e audiodescrição), numa parceria com a COM Acessibilidade Comunicacional. Em seguida, foi exibida uma mostra com documentários produzidos pelo projeto "Documentando", do cineasta Marlom Meirelles, que este ano completou 10 anos de existência e realizou a última edição da oficina desta temporada durante o 21º FestCine.

Realizado pelo Governo de Pernambuco e a Prefeitura do Recife, o FestCine tem o objetivo de incentivar a produção audiovisual pernambucana. Para o secretário de Cultura de Pernambuco, Gilberto Freyre Neto, existe uma cadeia de valor que se estabelece a partir da academia, por meio de uma base técnica difundida e qualificada, com o mercado do audiovisual em Pernambuco durante o festival. "É no FestCine, a base da nossa estrutura do desenvolvimento do audiovisual do nosso estado, que a gente consegue atingir voos mais altos. 21 anos é algo pra ser celebrado. Todos os grandes pernambucanos do audiovisual, em algum momento, passaram por esse festival”, destacou Gilberto Freyre Neto.

Luciana Poncioni, coordenadora do Audiovisual da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE) e do FestCine, pontuou que “nesta edição, tivemos mais de 150 curtas enviados à curadoria, o que ajuda a revelar a intensa produção audiovisual pernambucana dos últimos anos. Destaco também as duas oficinas de formação, a “Formatos viáveis e midiativismo” e “Documentando”, e os debates com os realizadores no Hall do São Luiz, que trouxera aprimoramentos técnicos e criativos para os participantes”.
21º FestCine - Dos 49 selecionados, participam realizadores do litoral ao sertão, representando cidades como Arcoverde, Buíque, Carpina, Caruaru, Igarassu, Jaboatão dos Guararapes, Jatobá, Olinda, Orobó, Petrolândia, Petrolina, Recife e Tacaratu.

Os selecionados receberam um total de R$ 58,5 mil em premiações, divididas na Mostra Competitiva Geral e na Mostra Competitiva de Formação, além do Troféu Fernando Spencer para os filmes que concorrem na Mostra Competitiva Geral.

CONFIRA A LISTA DOS VENCEDORES DA 21ª EDIÇÃO DO FESTCINE:

MOSTRA COMPETITIVA FORMAÇÃO   
Categoria: Ficção
1° Lugar – Filme: O Menino Que Tinha Medo do Rio
Direção: Coletiva – Cinema no Interior
Premiação: R$ 2.000,00 (dois mil reais)

2° Lugar – Filme: AA-
Direção: Pedro Bandeira
Premiação: R$ 1.000,00 (mil reais)

Categoria: Documentário
1° Lugar – Filme: Legado e Resistência
Direção: Coletiva
Premiação: R$ 2.000,00 (dois mil reais)

2° Lugar – Filme: A Última Feira
Direção: Tharsiele Santiago
Premiação: R$ 1.000,00 (mil reais)

MOSTRA COMPETITIVA GERAL         

MELHOR ATRIZ: Laís Vieira, pelo filme Rosário
MELHOR ATOR: Everaldo Pontes, pelo filme Naticoda
MELHOR SOM: Nicolas Mallet e Simone Dourado, pelo filme Ex-Humanos
MELHOR TRILHA SONORA: Guga Rocha, pelo filme Mansão do Amor
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE: Chia Beloto, pelo filme Um Peixe Para Dois
MELHOR PRODUÇÃO: Fernanda Régis, pelo filme Atrofia
MELHOR MONTAGEM: Chico Lacerda, pelo filme Piu Piu
MELHOR FOTOGRAFIA: Ernesto Carvalho, pelo filme Ex-Humano
MELHOR ROTEIRO: Leo Tabosa, pelo filme Marie
MELHOR DIREÇÃO: Mariana Porto, pelo filme Ex-Humanos

Categoria: Ficção
1° Lugar – Filme: Ex-Humano
Direção: Mariana Porto
Premiação: R$ 4.500,00 (quatro mil e quinhentos reais)

2° Lugar – Filme: Rosário
Direção: Juliana Soares e Igor Travassos
Premiação: R$ 3.500,00 (três mil e quinhentos reais)
3° Lugar – Filme: Marie
Direção: Leo Tabosa
Premiação: R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais)

Categoria: Documentário
1° Lugar – Filme: Nome de Batismo – Frances
Direção: Tila Chitunda
Premiação: R$ 4.500,00 (quatro mil e quinhentos reais)

2° Lugar – Filme: Piu Piu
Direção: Alexandre Figueirôa
Premiação: R$ 3.500,00 (três mil e quinhentos reais)
3° Lugar – Filme: Deus te dê boa sorte
Direção: Jaqueline Farias
Premiação: R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais)

Categoria: Animação
1° Lugar – Filme: Eu não moro mais aqui
Direção: Lara de Araújo
Premiação: R$ 4.500,00 (quatro mil e quinhentos reais)

2° Lugar – Filme: Um peixe pra dois
Direção: Chia Beloto, Marila Cantuária
Premiação: R$ 3.500,00 (três mil e quinhentos reais)
3° Lugar – Filme: Barbas de molho
Direção: Eduardo Padrão e Leandro Amorim
Premiação: R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais)

Categoria: Experimental/Videoarte
1° Lugar – Filme: Naticoda
Direção: Taciano Valério
Premiação: R$ 4.500,00 (quatro mil e quinhentos reais)

2° Lugar – Filme: Corpo Monumento
Direção: Alexandre Salomão
Premiação: R$ 3.500,00 (três mil e quinhentos reais)

3° Lugar – Filme: Banzo
Direção: Rafael Nascimento
Premiação: R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais)

Categoria: Videoclipe
1° Lugar – Filme: Brega Protesto
Direção: Direção coletiva
Premiação: R$ 4.500,00 (quatro mil e quinhentos reais)

2° Lugar – Filme: Una – Faz ideia
Direção: Chico Ludemir
Premiação: R$ 3.500,00 (três mil e quinhentos reais)
3° Lugar – Filme: Desumanize o Humano
Direção: Sérgio Dantas
Premiação: R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais)

Prêmio CIARIO/CONNE:
EX-HUMANOS, de Mariana Porto

(Da Assessoria de Imprensa da Secretaria de Cultura de Pernambuco).

A PONTE DO RIO KWAY - Por Altamir Pinheiro



Pessoalmente,  confesso que,  detesto e tenho pavor a filme de guerra, mas A PONTE DO RIO KWAI é um marco do cinema nessa modalidade. Uma obra prima do genial David Lean, onde inclusive lhe rendeu o Oscar de melhor diretor, destaque ainda para o elenco  espetacular, começando pelo ganhador do Oscar de melhor ator Alec Guinness, ainda tendo William Holden e Sessue Hayakawa aqui indicado a coadjuvante. O roteiro é muito bom, com o seu desenvolvimento bem construído com excelentes diálogos. No total foi agraciado com sete estatuetas, incluindo o filme. A Ponte do Rio Kwai é um grande filme na história da cinematografia da luta armada entre nações que é ou são ou foram as famigeradas duas grandes guerras mundiais.

Nessa película cinematográfica do ano de 1957 tem muitas curiosidades e rumores, entre tantos, destaca-se o disse me disse ou boato sobre o elenco do filme, mas a maioria das fontes afirma que Charles Laughton era a escolha original para o papel do coronel Nicholson em "A Ponte do Rio Kwai". Laughton recusou o papel, pois ele não sabia como interpretá-lo de maneira convincente por não entender as motivações do personagem. Ele disse que só entendeu o personagem depois de ver o filme completo e o desempenho de Alec Guinness como o Coronel Nicholson. Alec Guinness inicialmente recusou o papel do coronel Nicholson, mas logo após foi convencido e resolveu encarar o personagem  que lhe reservava e terminou abocanhando o Oscar de melhor ator.

O filme se compõe de dois trabalhos: um para construir e outro para destruir. Conforme nos contam os escritos, realmente,  a tal da guerra  é como disse o medico Clipton: LOUCURA, LOUCURA!!! Durante a Segunda Guerra Mundial, prisioneiros britânicos recebem o encargo dos japoneses de construir em plena selva uma ponte de transporte ferroviário sobre o rio Kwai, na Tailândia. O coronel Nicholson, que está à frente dos prisioneiros, é o oficial britânico que procura uma forma de elevar o moral de seus homens. Vê a ponte como uma forma de consegui-lo, tendo-os ocupados na construção e fazendo-os sentirem-se orgulhosos da obra. Por sua vez, o major americano Shears, prisioneiro no mesmo campo, só pensa em fugir. Ao final, ele o consegue e, contra a sua vontade, volta algumas semanas depois, guiando um comando inglês, cuja missão é destruir a ponte no instante em que passasse o primeiro trem, para anular a rota de transporte de armas dos japoneses, que pretendiam utilizá-la para invadir a Índia.

A história desse filme nos conta que  é baseado em  pura  ficção, mas a história real de Kanchanaburi (oeste da Tailândia), durante a Segunda Guerra Mundial, começou no início de 1942, após o país ter declarado guerra à Grã Bretanha e aos EUA e permitido que tropas do Japão ocupassem seu território. Os japoneses planejaram construir, em cinco ou seis anos, uma ferrovia para ligar a Tailândia à  Birmânia, incluindo uma ponte sobre o rio Kwai. A obra terminou em menos de três anos e provocou a morte por maus-tratos ou doenças de cerca de 16 mil prisioneiros de guerra, além de 240 mil asiáticos, empregados na construção.

Quem assiste ao filme há de perceber que aconteceu uma verdadeira aula de princípios humanos, da parte do Coronel Nicholson, e uma verdadeira demonstração de tenacidade do soldado Shears.  O modo de pensar do Shears é absolutamente coerente, saindo um pouco do tradicional código de honra dos britânicos. Ele dá valor à vida, enquanto Nicholson dá valor à honra, e no final os dois acabam sofrendo o mesmo fim. Mesmo nas condições de prisioneiros, o Coronel quis demonstrar sua superioridade para os captores, mas um brilho de luz o fez perceber a burrada que fez, e o final era o esperado, finalmente. Obra-prima do cinema, sem dúvidas. E a história por trás das cenas finais é fascinante. Graças ao incrível empenho do diretor David Lean.

Como nas antigas tragédias gregas, todos os principais personagens morrem. No final, quando um grupo de comandos destrói a ponte, um dos sobreviventes murmura: “É Loucura!!! Pura loucura!!!”. Vencedor de 7 Oscars, marcou como a consolidação dos filmes épicos que se estabeleceram em meados dos anos 50 até os anos 60 em Hollywood, com  Alec Guiness em uma  interpretação perfeita. Uma das trilhas sonoras mais marcantes da história do cinema, impossível assistir e não tentar assobiar junto. Além disso, é um grande filme e um dos épicos de guerra mais clássicos. Parodiando o excelente comentarista Andries Voljoen  não se pode terminar esta narração  se não dessa maneira: "Fiu fiu, fiu fiu fiu fiu fiu fiiiiu, fiu fiu, fiu fiu fiu fiu fiu fiiiiiiu "...

Dublagem, atores, trilha sonora, cenário, tudo é encantador nas filmagens de A PONTE DO RIO KWAI, além de excelente áudio e imagem que são de primeira grandeza. Assista a seguir, na íntegra, um filme encantador de quase 3 horas de projeção que chegou às telas dos cinemas no mundo inteiro  há mais de 60 anos. Nele, quase que não existe  efeitos especiais. Uns dos filmes clássicos, de guerra, do embate de ingleses contra japoneses que marcou a minha geração como obra prima de filme de guerra!!!

sábado, 14 de dezembro de 2019

PT MOSTRA FORÇA NA POSSE DO NOVO DIRETÓRIO



Ana Célia Floriano

Em ato marcado por símbolos  de luta e resistência, a posse do novo Diretório  Estadual do PT em Pernambuco, bem como do presidente eleito,  Doriel Barros, aconteceu nesta sexta-feira (13/12),na Assembleia Legislativa, com o Auditório Senador Sérgio Guerra lotado.

Doriel Barros tem a missão de comandar e fortalecer ainda mais a legenda no estado pelos próximos quatro anos, conduzindo o Partido para as eleições municipais de 2020, na perspectiva de contribuir  com a luta pela retomada dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras, pela democracia e, também, para provar a inocência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

A solenidade contou com a presença do Diretório Estadual, de diretórios municipais de todas as regiões,  prefeitos,  parlamentares nos níveis municipais, estadual e federal do partido, além de  movimentos sociais e sindicais e representantes de outros partidos de esquerda, como PSB, PSOL, PCdoB e PDT.

Durante as falas, foi destacada a importância de um trabalho coletivo no combate aos  retrocessos impostos pelo governo Bolsonaro e seus partidos aliados. Na ocasião, a presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e a ex-presidenta da República Dilma Rousseff mandaram vídeos desejando sucesso à gestão de Doriel Barros. 

Em seu discurso, o novo presidente afirmou que tem  clareza dos enormes desafios que tem pela frente para contribuir na defesa da democracia e no combate à destruição do Estado e das políticas públicas que promovem igualdade de direitos. “Recebo essa missão com humildade, entusiasmo e coragem. A minha confiança está apoiada na certeza de que não estou tomando posse sozinho, mas de que tenho homens e mulheres de força comigo", destacou. 

SIVALDO ASSUME CARGO DE CONSELHEIRO NA ARPE


Deputado estadual Sivaldo Albino (PSB) tomou posse, nesta sexta-feira, dia 13, como conselheiro, representando a Assembleia Legislativa na Agência de Regulação de Pernambuco, ARPE.

Papel da ARPE é regular, fiscalizar e zelar pela qualidade dos serviços públicos delegados ao Estado, ou por ele diretamente prestado, a exemplo da oferta de energia elétrica, água e esgoto, gás canalizado, dentre outros.

Agência atua como mediadora entre as empresas de serviços, seus usuários e o Estado como poder concedente, no encaminhamento de soluções para os problemas identificados. 

Como um dos oito membros que integram seu Conselho Consultivo,  Sivaldo terá agora, além dos encargos já assumidos na Alepe, a tarefa de discutir e opinar quanto aos critérios para fixação, revisão e reajuste de tarifas; examinar críticas, denúncias e sugestões feitas pelos usuários, bem como formular proposições à Diretoria da Agência.

“Peço a Deus que nos dê sabedoria, serenidade e humildade para exercer com muita responsabilidade essa nova atribuição que nos foi tão honrosamente confiada pela Assembleia Legislativa do nosso Estado”, comentou o deputado garanhuense após ter tomado posse como conselheiro da ARPE.

SAI O RESULTADO DO CONCURSO DE DECORAÇÃO NATALINA


Saiu o resultado dos vencedores do Concurso de Fachadas da Magia do Natal.

De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento  Econômico os vencedores foram:  Shopping Center Brasil na categoria Comércio; Hotel Real,  na categoria Hospedagem; Restaurante O Relojoeiro,  na categoria Bebidas e Alimentos; Clínica de Dr. José Walter,  na categoria Serviços e a casa de Antônia Simões de Oliveira,  na categoria Residencial.

A premiação será entregue neste sábado (14) no Palco Prefeitura,  às 20h30,  no intervalo de shows da Magia do Natal.

O prêmio será ofertado pela empresa Bello Bella Cosméticos.  Os primeiros colocados em cada segmento receberão um mil reais.

Concurso de decoração dos estabelecimentos comerciais de Garanhuns foi um projeto da vereadora Betânia da Ação Social, encampado pela Prefeitura do Município.

ETNICIDADE E GÊNERO NA HISTÓRIA BRASILEIRA: O RISCO DO DISCURSO CELEBRATIVO DA ANCESTRALIDADE - Michel Zaidan


Estudar a história social através da literatura, do cinema ou do teatro é uma experiência fascinante, mas se constitui numa opção metodológica exigente e sofisticada, que muitas vezes é identificada à chamada Nova História Cultural, um ramo muito cultivado pela terceira geração  da Escola dos Annales, também  designada como "nouvelle histoire".

Mas é preciso antes de falar sobre a História Cultural e suas direções, fazer uma menção a Frederico Nietzsche, o filósofo alemão também conhecido pelo seu nominalismo e a concepção retórica da História (A  Genealogia da  Moral e A verdade e a mentira no sentido extra-moral) .

Foi Nietzsche quem destruiu - na época moderna - as pretensões de validade moral, cognoscitiva ou estética de qualquer enunciado sobre o passado, equiparando todos os enunciados a proferimentos e sentenças a serviço de uma vontade de poder (ou de potencia, como gostam de falar os  nietzschianos) A  historiografia nietzschiana (genealógica) é uma historiografia  em perspectiva: nem falsa nem verdadeira, mas situada em lugar do discurso. O seu conceito de tempo é o que se chama de "transtemporalidade" (ou atualização): atualizar o passado no presente e projetar o presente no passado. A rigor, não haveria um passado: apenas versões diferentes do passado. nenhuma melhor ou mais verdadeira do que outra.

Entre os autores que cultivam esse ramos da história, há os que defendem uma história cultural abertamente inspirada no pensamento de Frederico Nietzsche, como Michel Foucault e Hayden White. Um tipo de história do discurso sobre a história, perfeitamente cientes da descontinuidade, do acaso e da ausência de teleologia no processo histórico,  tudo conforme a genealogia de nosso filósofo. Mas há outras formas de história cultural:a de Robert Darton, influenciada pela antropologia de Clifford Geertz, e a de Carlo Ginzburg e seu paradigma indiciário, que se situa a meio caminho entre positivismo e nominalismo. E que toma distância dos franceses e sua "história das mentalidades", acercando-se do conceito de circularidade da cultura, de Mikhail Bakhtine e Gramsci.

As escolhas de Simone Garcia Almeida, em sua tentativa de analisar a história dos ex-escravos africanos no Brasil, a partir do romance "Água de barrela", tornaram-se mais complexas pela adição das categoria de "raça" e "gênero", obrigando-a a se definir em face desses conceitos. Neste ponto, a primeira providência seria "dessubstancializar" ou dessencializar" esses conceitos. Raça e gênero não são essenciais ou substancias. São construções históricas e culturais e por isso precisam ser  "desconsconstruidas". Neste aspecto, aproximamo-nos do pós-estruturalismo e nos afastamos do marxismo. As feministas contemporâneas tendem a opor o feminismo - como discurso de emancipação do gênero - aos clássicos da modernidade (Freud, Marx, Durkheim e de contemporâneos como J. Habermas) e  se acercar dos pós-estruturalistas. É preciso, aqui, evitar uma perspectiva essencialista ou substancialista nos estudos de gênero e raça. Os atuais estudos sobre etnicidade e gênero estão hoje numa disciplina chamada de "decolonialismo" ou "estudos culturais" (Babba, Hall, Fanon, Canclini Said).

As tentativas da autora em analisar o romance ("Água de Barrela") pelas categorias da "literatura negra" ou literatura "afrobrasileira" que implicam 'um sujeito negro da enunciação romanesca' ou uma união  virtuosa entre "experiencia da negritude e escrita", e não apenas aqueles sujeitos que fala em da negritude, sofre também algumas limitações. Primeiro, temos uma intertextualidade de um discurso que fala sobre outro discurso que fala de uma narrativa oral sobre opassado da escravidão. Ora, há os filtros da memória e os silêncios sobre determinados temas. O passado assim resgatado se apresenta ruinoso e fragmentário. Mas também tem a questão da posição da narradora do romance (neta da biografada) Será que ela se encaixa perfeitamente naquelas condições  ideais de uma autora de uma literatu ra negra ou afro -brasileira? Ou não seria este mais um discurso militante  ou empenhado sobre a negritude? Não haveria por dela um tom celebrativo nietzschiano sobre a ancestralidade africana no presente da autora?

Depois vem o discurso da autora da tese sobre o romance. Parece haver aí uma tendencia descritiva, convalidatório, acrítica, entrecortado de citações e  trechos da obra, sem nenhum distanciamento crítico, quase como que aderindo tacitamente ao trabalho da escritora.

Longe de mim negar a importância do resgate desses relatos e narrativas para a construção de uma identidade social, coletiva da mulher, da mulher negra, escrava ou ex-escrava no Brasil, ainda hoje submetida  à dominação sexista de machos brancos ou pardos, ricos ou pobres. Mas, a menos que desejemos adotar conscientemente a visão nieztschiana do passado, numa versão militante e celebrativa da escravidão africana, terminaríamos por endossar simplesmente uma visão ingênua e pouco crítica da história.

É preciso não fazer da necessidade virtude metodológica ou construir uma nova mitologia positiva do genocídio ou do massacre do povo africano (aliás, povo não imune a contradições internas, de  violentas lutas tribais e de clãs e nações distintas, como bem mostrou a dificuldade de construção de Estados nacionais ou do socialismo no continente africano).

*Michel Zaidan Filho é professor aposentado da UFPE e cientista político.

BAILE DO MENINO DEUS: 36 ANOS DE ESPETÁCULO!



Por Luma Araújo

O Baile do Menino Deus é o verdadeiro natal pernambucano, capaz de levar turistas de todo o Brasil para Recife, a fim de assistirem, em meio a mais de 70 mil pessoas, o espetáculo dirigido por Ronaldo Correia de Brito e produzido por Carla Valença, da Relicário Produções. A edição de 2019, que acontecerá entre os dias 23 e 25 de dezembro, será a 36ª apresentação do grupo, sendo que há 16 anos a encenação é realizada, gratuitamente, no Marco Zero. O evento é uma tradição lúdica de final de ano, sendo que a cada nova montagem, são reveladas surpresas. Este ano, por exemplo, será a estreia do grupo Bongar, na peça dos Santos Reis, e também subirá ao palco o cantor Carlos Filho que interpretará a música Ciganinha. O corpo de baile, composto por onze bailarinos, também está renovado, bem como o figurino e a cenografia.

Dentre todas as mudanças, a grande novidade é a estreia do Bongar, grupo de percussionistas e cantores do terreiro Xambá, que apresentará um percussionista de apenas cinco anos, o Guilherme, um talento precoce. Guitinho de Xambá, integrante do grupo originado em Olinda, comenta sobre a participação do artista mirim e a presença desta representatividade negra que vem do Quilombo Urbano do Portão do Gelo: “Para nós, da cultura negra, estar presente no Baile é muito simbólico e desafiador. E estamos levando conosco Guilherme, uma criança de apenas 5 anos, que toca os tambores da Xambá com muita propriedade, responsabilidade e respeito. Vai ser um momento lindo.” Quanto a expectativa para a apresentação, ele conta: “Participar do Baile do Menino Deus é uma honra e uma experiência ímpar, pois trata-se de uma das maiores produções cênicas de Pernambuco, que envolve também música, literatura, memória, com mais de três décadas de existência. O que mostra quão importante é o Baile para a população não só do Recife, mas de Pernambuco”.

Ao longo dos seus 36 anos, a peça vem incorporando cada vez mais elementos da linguagem popular nacional na celebração do Natal, justamente uma data marcada por tantos símbolos de cultura estrangeira. A ressignificação que o Baile promove à data aproxima o público ainda mais da celebração. Carlos Filho, que em 2019 terá um novo papel ao cantar o solo da Cigana, ressalta a importância do evento para Recife e também para o desenvolvimento pessoal e convívio dos artistas: "A grande importância do Baile é sua potência de atingir um público de todas as idades e proporcionar o acesso a um espetáculo ao ar livre, num espaço público tão simbólico para o Recife. Internamente, o Baile também funciona como uma grande ‘companhia’ que seleciona artistas de diversas áreas. É bem rico esse convívio, mesmo que provisório, com parceiros tão diversos que, apesar de morarem na mesma cidade/região, não têm uma outra boa oportunidade de fazer arte juntos".

Estas interações entre linguagens artísticas são ressaltadas por Carlos, que também comenta sobre sua experiência de amadurecimento pessoal ao longo dos anos de espetáculo: “É um processo bem intenso pra mim. A direção de Ronaldo é bem criteriosa e ele sabe o que quer. Eu venho do universo da música e ter que dialogar com dança e teatro me coloca numa zona de fricção desconfortável, mas muito instigante. Tanto que ando bem viciado nisso de querer estar nesse lugar o tempo inteiro. Eu atuo em mais de um personagem, ora masculino (anjo), ora feminino (pastora), ora bicho (borboleta) e agora a novidade da cigana/cigano, tudo isso tem me exposto de uma forma que só com o tempo terei precisão para avaliar o crescimento. A sensação é que o Baile aqui não termina, o Baile aqui principia. Sempre". Para a construção de seu novo personagem, o artista está em pleno processo de criação: “Farei um cigano/cigana que canta uma música belíssima que já estou apaixonado desde o momento que eu a ouvi. Estou em processo de desenvolvimento com Ronaldo para encontrar, no palco o sentido desta criatura, respeitando o texto, mas revelando ao público algo novo, como acontece a cada ano."

Dentre os solos da peça, outro destaque também é Silvério Pessoa, que estará em quatro atos, sendo que há 15 anos integra a rede de artistas do Baile: “Me sinto feliz e orgulhoso por fazer parte desta grande montagem, desta superestrutura e, ao mesmo tempo, por fortalecer e representar essa história lírica, milenar, que emociona”. Sobre fazer parte do evento há tantos anos, ele pontua: “É uma grande responsabilidade, convivemos com músicos eruditos dialogando com o popular, não deixa de ser uma experiência emocional, tem que estar bem para passar a emoção que o Baile exige, no sentido de ser algo marcante nas vidas das pessoas”.

O dramaturgo Ronaldo Correia de Brito, que está em ritmo de preparação, destaca o coro infantil deste ano, dizendo que talvez seja o melhor que já tiveram. Depois de tantas histórias e montagens, Brito acredita que, apesar do Baile ter se atualizado bastante nos últimos dois anos, sempre houve um respeito para que jamais se afaste da sua dramaturgia original, que lhe dá unidade. Esta observação é corroborada pela Leda Alves (Secretária de Cultura de Recife). “Este é o milagre da encenação. A produção de Carla Valença, da Relicário Produções, transformou o Baile no acontecimento mais importante das festas natalinas do Recife. Como linguagem cênica, não existe nada comparável a este espetáculo, pois trata-se da mescla de várias culturas do nosso estado, numa força única de Pernambuco. Podemos ser vistos por qualquer público, em qualquer espaço do mundo. Pela qualidade de encenação que alcançamos, ganhamos reconhecimento e, hoje, pessoas dos mais diversos lugares do país e do mundo vêm ao Recife assistir ao Baile. Ainda assim, precisamos de um investimento maior para atrair mais turistas, como acontece no Carnaval e na festa de São João. Estamos na campanha e na luta por isso”, finaliza.


 SERVIÇO
BAILE DO MENINO DEUS – UMA BRINCADEIRA DE NATAL
Datas: 23, 24 e 25 de dezembro de 2019
Horário:sempre às 20h
Local:Praça do Marco Zero
Acesso gratuito
Classificação livre
Outras informações:www.bailedomeninodeus.com.br
ACESSIBILIDADE PARA AUDIODESCRIÇÃO E TRADUÇÃO EM LIBRAS". 
Envie sua mensagem de solicitação pelo Email: acessibilidade@bailedomeninodeus.com.br