FERNANDO RODOLFO ADMITE CONVERSAÇÕES COM O PP


Jornalista, natural de Garanhuns, mas com domicílio eleitoral em Caruaru, Fernando Rodolfo vai tentar emplacar este ano seu terceiro mandato consecutivo na Câmara Federal.

Foi eleito pela primeira vez pelo PHS, hoje está no PL, porém pode se filiar ao PP.

O parlamentar foi entrevistado pelo jornalista Marcos Moura, do município de Angelim e falou abertamente sobre as suas opções políticas em 2026, a situação eleitoral em Garanhuns e Caruaru.

Rodolfo disse que muitos não acreditaram na sua eleição em 2018 e 2022, tendo "quebrado a cara". Ele acredita que pode surpreender novamente.

MARCOS MOURA - O noticiário procede quanto à sua saída do PL para o PP?

FERNANDO RODOLFO -Tenho conversado com diversas representantes de diversas legendas e analisado com responsabilidade os cenários colocados para a próxima disputa eleitoral. O PP é uma dessas possibilidades, assim como outras.

MARCOS- Outras agremiações lhe fizeram algum convite?

RODOLFO - Sim, vários partidos têm dialogado comigo

MARCOS - Como é sua proximidade com o Senador Ciro Nogueira,  presidente nacional do PP?

RODOLFO - Muito boa. O senador Ciro Nogueira tem sido um grande baluarte no Senado Federal na defesa das pautas do Nordeste e do desenvolvimento regional.

MARCOS - Considera que estando no PP sua Candidatura à reeleição terá maior possibilidade de vitória?

RODOLFO - Essa é uma avaliação que ainda está sendo feita com cautela. Quem tem prazo não tem pressa. Decisões dessa natureza precisam ser tomadas com serenidade e responsabilidade.

MARCOS - Hoje no PL sua densidade eleitoral é duvidosa?

RODOLFO - Não penso dessa forma. A cada eleição os cenários mudam: alguns nomes chegam, outros saem, e isso obriga todo parlamentar que disputa a reeleição a analisar com cuidado sua situação. É exatamente isso que estou fazendo neste momento, com muita tranquilidade.

MARCOS - Alguns acham que pelo PL o deputado não se reelege. No PP,  se tiver boa votação, pode entrar pelas sobras?

RODOLFO - Segundo esses mesmos críticos, eu sequer teria sido eleito em 2018. Quebraram a cara. Fui eleito, reeleito e serei novamente. 

MARCOS - Em Garanhuns, sua votação será pequena? O que acha?

RODOLFO - As urnas serão abertas em outubro. É nelas que o povo se manifesta.

MARCOS - Analistas políticos acreditam que a disputa em Garanhuns vai ser entre Felipe Carreras e Izaías Régis,   ficando o senhor em terceiro. Quais suas consideração a respeito?

RODOLFO - Ouvi previsões parecidas nas eleições anteriores. Se dependesse desses analistas, eu nunca teria sido eleito deputado federal. Infelizmente para eles, quebraram a cara duas vezes e vão quebrar pela terceira.

MARCOS - Em Garanhuns a previsão é de que Carreras pode chegar a 20 mil votos, Izaías a 15 mil e o senhor entre 4 a 5 mil. Já em Caruaru o quadro se apresenta outro, o Sr. deverá ter mais votos que na eleição passada, pelo recall da disputa da prefeitura. Qual sua probabilidade desses resultados se confirmarem?

RODOLFO - Não comento prognósticos eleitorais. Prefiro investir meu tempo trabalhando pelo povo, como tenho feito desde o primeiro mandato, como o único deputado federal do Agreste Meridional.

ANGELIM

MARCOS - No município de Angelim, onde sua esposa disputou como candidata a vice, na eleição passada,  Marco Calado e Marquinhos estão divididos em lhe apoiar? 

RODOLFO - Marco Calado é uma liderança política consolidada, com história, serviços prestados e reconhecimento popular. É ele quem exerce, de fato, a liderança da oposição no município e quem tem voto, portanto, o apoio dele tem muito valor na nossa caminhada em Angelim. 

Agora, é importante deixar claro que esta não é uma eleição municipal. Não se trata de uma disputa local nem de grupos políticos. Estamos falando de uma eleição para deputado federal, que vai definir quem tem capacidade de representar Angelim em Brasília, garantir recursos, destravar projetos e estar presente quando a cidade precisa.

Por isso, meu compromisso é com o povo. E, a partir disso, dialogo com todos: oposição, situação e todas as correntes políticas. Quero o voto de quem me conhece, de quem sabe que eu chego junto, que estou presente e trabalho. Esse é um voto sério, de responsabilidade com o futuro da cidade.

MARCOS - Pensa em disputar a prefeitura de Angelim?

RODOLFO - Nunca cogitei essa possibilidade.

MARCOS - É melhor enfrentar Caíque no PL ou no PP?

RODOLFO - Não tenho conhecimento de que o prefeito Caíque vá disputar algum cargo comigo. 

MARCOS - Somos sabedores que o Sr. destinou um milhão de reais para a saúde de Angelim, que o prefeito poderá usar como bem entender. Deputado, é bom colocar, que ele nada pediu ao Sr. Não se dá nada de graça a ninguém, que gesto foi esse? Político, social, humanitário, defina por favor.

RODOLFO - A saúde de Angelim enfrenta muitas dificuldades, conforme relatos que recebo diariamente da população. Não é a primeira vez que destino recursos para o município. Já o fiz em gestões anteriores, tanto para a saúde quanto para a educação, e agora novamente. Espero que esses recursos sejam bem aplicados e revertidos em ações concretas para melhorar a vida das pessoas.

MARCOS - Algo mais que queira acrescentar? Fique à vontade.

RODOLFO - Apenas agradecer a oportunidade e reafirmar meu compromisso de continuar trabalhando pelo Agreste e por Pernambuco.

CAÍQUE DISTRIBUI KITS ESCOLARES E CONFIRMA AUMENTO DOS PROFESSORES


O prefeito e o vice-prefeito de Angelim, Caíque e Oliveira estiveram presentes na abertura do ano letivo no município, evento realizado nesta quarta-feira, dia 4 de fevereiro.

Na oportunidade, Caíque e a equipe da Secretaria de Educação distribuíram os kits escolares para os alunos da rede municipal de ensino.

Prefeito de Angelim também aproveitou e garantiu o aumento salarial de 5,4%, seguindo o que foi estabelecido pelo governo do presidente Lula.

Na foto Caíque está numa cadeira de rodas, por conta de uma cirurgia no joelho.

Logo ele poderá voltar a se movimentar normalmente.


*Fotos: Fagner Mendes

EMPRESÁRIA BOLSONARISTA DO MATO GROSSO É PRESA DEPOIS DE DOIS ANOS


Depois de dois anos fugindo da justiça, a empresária Rosemar Dellalibera, do estado do Mato Grosso,  foi presa esta semana, no interior do Paraná, quando tentava tirar uma nova carteira de identidade.

A prisão foi realizada pela Polícia Civil, que constatou que Rosemar estava foragida desde 2023, quando rompeu a tornozeleira eletrônica e foi para a Argentina.

Quando estava no país vizinho, Rosemar deu uma entrevista e criticou as condições em que ficou, quando foi detida após o 8 de janeiro.

Ela acredita que é vítima de perseguição política e disse que a única arma que usou, quando dos episódios de 2023, foi uma bandeira do Brasil.

"Sou uma presa política e perseguida no Brasil, atualmente asilada na Argentina", disse ela quando da entrevista.

Empresária foi condenada no Supremo Tribunal Federal por cinco crimes e deve ficar muito tempo na cadeia.

CAPOEIRAS AVANÇA COM OBRAS NA CIDADE E NOS POVOADOS


A Prefeitura de Capoeiras atua em várias frentes, com investimentos na educação, na saúde e na área de infraestrutura.

Na foto a Escola Gedeão Rodrigues, no povoado Riacho do Mel, que passa por ampla reforma e está ficando top, como informado.

O Governo de Nêgo do Mercado também está recuperando o açougue público e a quadra do queijo, já entregou requalificados postos de saúde e está construindo a Praça da Jaqueira.

No povoado Maniçoba a Escola Cônego João Rodrigues que tinha uma caixa d´água sem condições de atender a demandas dos estudantes, recebeu uma nova caixa, com padrão do FNDE.

Nunca se fez tanto em tão pouco tempo, como acontece em Capoeiras no momento.

BIOGRAFIA CENSURADA POR ROBERTO CARLOS COMPLETA 20 ANOS

Escritor Paulo César Araújo

Há 20 anos o jornalista, escritor e professor universitário Paulo César Araújo lançou o livro "Roberto Carlos em Detalhes".

Biografia não autorizada do cantor e compositor de Cachoeiro de Itapemirim fez sucesso de imediato.

Depressa entrou na lista dos livros mais vendidos do Brasil.

Paulo César, natural de Vitória da Conquista, na Bahia, não escreveu um livro crítico.

É mais uma obra de um fã, com páginas em que exalta o ídolo popular, rejeitado pelas elites intelectuais.

Apesar dos elogios, do reconhecimento do talento do artista, Roberto comprou uma verdadeira briga com o autor.

Foi à justiça, conseguiu tirar o livro de circulação e os exemplares apreendidos foram para uma fogueira, como nos tempos da inquisição.

Esse capítulo negro da história de música popular e da literatura brasileira teve tal impacto que a questão das biografias não autorizadas foi parar no STF.

E o Supremo Tribunal Federal proibiu que obras como "Roberto Carlos em Detalhes" fossem censuradas.

Paulo César, porém, não relançou seu livro. Preferiu escrever outro, intitulado "Roberto Carlos Outra Vez", que não repetiu o sucesso da obra censurada.

Tanto que um segundo volume previsto para o ano seguinte, 2022, ainda hoje não foi publicado.

Os tempos mudaram. Roberto envelheceu, perdeu um pouco (ou muito) do prestígio conquistado ao longo de décadas e não despertou o mesmo interesse de antes.

Mas o que desagradou tanto o artista e o levou a censurar um livro cheio de elogios a sua obra?

Roberto Carlos, como revela Paulo César em seu livros, é um cara cheio de manias, sem formação universitária, conservador e praticamente carola de igreja.

Algumas revelações do escritor baiano devem ter irritado o cantor, embora ele provavelmente não tenha lido o livro.

Mas aí entraram os bajuladores, que mais realistas de que o rei, fizeram  a cabeça do Roberto.

Alguém pode ter dito que tinha muito fofoca, como a informação de que o artista já tinha para a cama com famosas como Sônia Braga, Maysa e Maria Stella Splendore (mulher do costureiro Dener).

Outros podem ter passado para o artista que Paulo César revelou muitos detalhes sobre os casamentos com Nice, Myriam Rios e Maria Rita.

Inclusive todo o sofrimento porque passou a última esposa do rei, até morrer, vítima de câncer, é narrado no livro proibido.

Paulo César Araújo tinha esse direito? Sim.

Roberto Carlos é uma figura pública, os fatos narrados são verdadeiros, alguns já eram de conhecimento da população, censurar a obra foi uma atitude burra e autoritária.

E o cantor só conseguiu vencer a batalha na justiça porque tem muito dinheiro e prestígio.

O juiz que julgou a questão foi totalmente parcial e chegou a pedir autógrafo a Roberto, durante uma das audiências.

Passados 20 anos é de se lamentar que esse livro tenha sido tirado de circulação, porque é uma das melhores biografias publicadas no Brasil nas últimas décadas e merece ser conhecida pelo maior número de pessoas possível.

Roberto, que se manteve no topo durante mais de seis décadas, perto de completar 85 anos começa a perder fôlego.

Perdeu o parceiro Erasmo, compõe cada vez menos, anda perdendo a paciência nos shows.

O certo seria parar, como fez Pelé, quando ainda é amado por milhões de pessoas.

É um cantor e compositor com uma obra riquíssima, com muitas canções que viraram clássicos e não pode correr o risco de ter um fim melancólico.

Uma ironia e tanto que o primeiro intelectual a dar o devido valor a Roberto, o escritor Paulo César Araújo, tenha sido vítima de um infeliz ato de censura.

O livro censurado

MINISTRO RENAN FILHO ANUNCIA AVANÇOS NA DUPLICAÇÃO DA BR-423


O ministro dos Transportes, Renan Filho, recebeu em Brasília a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD).

Os dois conversaram sobre algumas obras em andamento no estado, com investimentos do Governo Federal.

Um dos pontos abordados foi a duplicação da BR-423.

Segundo Renan, agora vai começar a ser colocada a camada de asfalto no trecho entre São Caetano e Lajedo.

Ministro disse que em poucos dias será divulgada a licitação para o restante da obra, contemplando o trecho Lajedo/Garanhuns.

De acordo com Renan Filho, a duplicação da 423 é uma das prioridades do presidente Lula.

UMA FOTO HISTÓRICA DE LULA COM LIDERANÇAS DE ESQUERDA


Foto histórica divulgadas no Facebook. Da esquerda para a direita:

Darcy Ribeiro, escritor, sociólogo e ex-ministro da Educação.

Luiz Inácio Lula da Silva, líder sindicalista, deputado federal constituinte, único brasileiro eleito três vezes presidente da república.

Franco Montoro, que foi governador de São Paulo pelo antigo MDB, partido que fazia oposição à ditadura.

Mário Soares, socialista, foi primeiro ministro em Portugal.

Leonel Brizola, engenheiro, foi governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro (duas vezes).

O único que permanece entre nós é o presidente Lula.

PORQUE EDUARDO CAMPOS NÃO RECEBEU O SOBRENOME ARRAES


Quando do golpe militar de 1964 no Brasil, o governador Miguel Arraes foi deposto.

O político ficou preso um tempo, na ilha de Fernando de Noronha e depois se exilou na Argélia, país da África.

Sua mulher, Magdalena, o acompanhou e depois os filhos.

Ana Arraes foi a única que permaneceu em Pernambuco.

Foi morar com o filho pequeno, Eduardo, em Vitória de Santo Antão, passando lá mais ou menos três anos.

A criança não recebeu o sobrenome da mãe, Arraes, para evitar perseguições.

Esse fato, relacionado com a ditadura, foi comentado pela primeira vez publicamente pelo prefeito João Campos, durante a solenidade de inauguração de uma creche, no Recife.

O regime militar deixou feridas difíceis de cicatrizar, atingindo filhos, netos e bisnetos.

Miguel Arraes ainda pôde retornar ao Brasil e reconstruir sua vida.

Outros foram assassinados nos porões do regime, como o estudante pernambucano Fernando Santa Cruz e o ex-deputado paulista Rubens Paiva.

A vida de Fernando foi retratada em livro, assim como a luta de sua mãe, Elzita, que tentou a vida inteira saber o que aconteceu com o filho.

História de Rubens Paiva foi contada no livro "Ainda Estou Aqui", escrito pelo filho Marcelo. 

O livro deu origem ao filme do mesmo nome, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2025.

VEREADOR JEFFETON MONTEIRO ANUNCIA ADESÃO À PREFEITA DE JUPI

O vereador Jeffeton Monteiro anunciou oficialmente, durante sessão da Câmara Municipal de Jupi, sua adesão à base do governo da prefeita Rivanda. 

Parlamentar se pronunciou  da tribuna, lembrando sua trajetória marcada  "pela firmeza política, a coerência histórica e a defesa do diálogo institucional como instrumento da democracia".

Em sua fala, Jeffeton destacou que sempre se pautou pela independência, pela responsabilidade e pelo compromisso com o interesse público. 

Segundo o vereador, a decisão de integrar a base governista não representa mudança de lado, mas o reforço de um posicionamento histórico em favor do povo de Jupi.

“Não estou mudando de lado. Meu lado sempre foi e continua sendo o lado do povo”, afirmou o Jeffeton Monteiro.

Ele relembrou o histórico político de sua família no município, citando a trajetória de seu avô, Zé Monteiro.

Falou sobre a relação com gestões passadas, ressaltando que sempre atuou com coerência, mesmo quando esteve em posição de enfrentamento político.

No discurso, o vereador fez críticas ao modelo de gestão anterior, apontando a falta de diálogo, de transparência e a responsabilidade institucional como razões que o levaram a adotar uma postura combativa em seu primeiro mandato. 

Em contraste, afirmou enxergar na atual gestão uma postura diferente, baseada na escuta, no respeito à Câmara e na autonomia política.

“O que vejo hoje é uma prefeita que não se curva a pressões, que governa com autoridade própria e entende que dialogar não é concessão, é dever”, frisou.

BIOGRAFIA DE MIRÓ DA MURIBECA SERÁ LANÇADA NO SESC GARANHUNS

O livro "Estou Quase Pronto: uma biografia de Miró da Muribeca, do escritor Wellington de Melo, publicado pela Cepe Editora, será lançado no Sesc Garanhuns, nesta quinta-feira dia 5 de fevereiro, às 19h, 

Lançamento será acompanhado de roda de conversa com o autor e recital com a participação dos artistas e poetas Revoredo, Nathalia Tenório,  David Biriguy  e Lanna Pinheiro.

A biografia explora a infância, a vida pessoal, as viagens, os encontros poéticos, os problemas com o alcoolismo e o reconhecimento nacional do homem que traduziu em poemas o cotidiano das ruas. 

Miró nasceu João Flávio Cordeiro da Silva, em 6 de agosto de 1960, no Recife. 

Negro, pobre e vítima de racismo, saiu da periferia da capital de Pernambuco e rodou o país com a sua arte. 

Quando morreu, em 31 de julho de 2022, ele era uma referência na poesia urbana brasileira. 

O autor apresenta Miró com todos os seus defeitos, com todas as suas virtudes.  "Isso é uma coisa interessante porque humaniza a figura biografada”, salientou Wellington de Melo. 

Romancista, editor e amigo do poeta, ele acompanhou a luta de Miró contra o câncer nos dois últimos anos de vida.  

O fato de ser amigo, diz ele, tanto ajudou quanto dificultou na hora de escrever a biografia, que traz informações inéditas para os admiradores da poesia de Miró. 

“Ajudou porque eu pude ter acesso direto ao processo de enfrentamento da doença e a questões muito íntimas que Miró não tinha revelado até então. Ele teve essa abertura para falar coisas de maneira franca, coisas que muitas pessoas que conviveram com ele talvez não saibam e, comigo, ele pôde revelar”, destacou.

A parte difícil foi definir quais informações poderiam ser publicadas. 

“Eu precisava tomar decisões sobre o que revelar e o que não revelar, que eu acho que para um biógrafo são coisas mais objetivas, mas o fato subjetivo de ser amigo me colocava numa situação delicada, então isso em alguns momentos dificultou. Não acho que o fato de ser amigo influenciou no sentido de ser uma biografia chapa branca”, acrescentou.

O livro tem 392 páginas, com fotos raras de Miró em diferentes períodos da vida do poeta. Além das fotos pouco conhecidas, entre o material inédito há cartas de namoradas. 

Sobre o autor - Wellington de Melo é escritor, editor e autor dos romances Emilio (Cepe Editora), Estrangeiro no Labirinto (Confraria do Vento) e Felicidade (Patuá) e do poema O Caçador de Mariposas (Mariposa Cartonera). É tradutor do poeta Miguel Hernández no Brasil e editou o livro de poemas Solo para Vialejo (Cida Pedrosa/Cepe Editora), vencedor do Livro do Ano do Prêmio Jabuti de 2020.

O GÁS DO POVO E O DISCURSO DA DIREITA


Esta semana a Câmara dos Deputados aprovou o projeto do Gás do Povo.

A estimativa é que 15 milhões de famílias brasileiras serão beneficiadas pela medida, que irá possibilitar que os mais vulneráveis recebam botijões de gás gratuitamente.

Apenas 29 deputados votaram contra a proposta do governo, todos eles da extrema-direita.

O argumento básico deles para se posicionar contra o benefício é que foi uma iniciativa do presidente Lula.

Nikolas Ferreira chegou a dizer que a proposta, tal como foi apresentada, complica a entrega do botijão de gás.

Isso porque existem regras, normas para que o cidadão ou cidadã tenha direito.

É lógico, se não for assim vai ter gente recebendo sem precisar e outros que precisam fora do programa.

Na verdade só querem uma desculpa, porque defendem seus próprios interesses ou dos ricos e não dos mais pobres.

Triste é ver pobres de direita endossando o discurso dos espertalhões do PL, Novo e União Brasil.

"Se Lula tirou o povo da pobreza por que dar botijão de gás? O governo dá tudo e não querem trabalhar. É errado e vicia a população".

Argumentos toscos como esses são lidos nas redes antissociais.

Criticam o bolsa família e todos os programas sociais do governo.

Ora, será que esse néscios não sabem que os deputados ganham altos salários e têm auxílio moradia, auxílio paletó e todo tipo de penduricalho.

Não sabem que existem subsídios para os empresários, os ricos, os representantes do agronegócio?

Nem os bancos dispensam uma ajudinha do governo.

E mesmo assim os desinformados e alienados jogam contra a própria classe, desejando, na sua burrice que os pobres sejam abandonados.

Querem, talvez, que voltem ao mapa da fome, à fila do osso, a miséria de antes.

Sim, o governo que aí está tirou milhões da miséria, baixou o preço dos alimentos, aumentou o nível de emprego, ampliou o programa de moradias, fortaleceu o mais médico, investiu no bolsa família.

Mas o Brasil, meus caros, tem atualmente perto de 215 milhões de habitantes.

É um país imenso, com desigualdades históricas e uma elite de mentalidade escravocrata.

Impossível transformar nosso país, do dia pra noite, numa Suécia ou Dinamarca, países pequenos, em relação ao Brasil,  que ficam em regiões ricas.

Lógico que a vida melhorou nos últimos três anos. Mesmo assim, ainda têm muitas pessoas ganhando pouco, vivendo de subemprego e na informalidade.

Moradores da periferia das grandes cidades, dos grotões do Norte e do Nordeste.

Se um governo não pensa neles, a miséria de perpetua.

Alguém acredita que os empresários vão ajudar os indigentes? Que a caridade de verdadeiros ou falsos cristãos resolve o problema da fome?

O dinheiro do pé de meia para os estudantes do ensino médio, os recursos para garantir universidade ao filho do pobre, o bolsa família, o gás do povo, tudo isso é necessário.

É justiça e reparação.

Não dá para fazer um país em que só os ricos têm direito.

Os pobres são maioria e governo de verdade pensa neles.

Quem não tem riqueza e mesmo assim defende os que têm, sem argumentos, seguindo políticos pilantras como gado,  é o lastimável pobre de direita.

Que é pobre duas vezes.

CRÔNICA - GARANHUNS 147 ANOS DE HISTÓRIA


Garanhuns é a Avenida Santo Antônio, com a Catedral e a Igreja Presbiteriana se olhando de frente, à distância.

É a cidade que vai em direção a Heliópolis, passando pela Dr. José Mariano, que os mais antigos chamavam de Rua do Recife.

É a Avenida Rui Barbosa, que o jornalista Jodeval Duarte um dia definiu como a mais bonita do interior pernambucano.

É a Suíça Pernambucana, de clima europeu, do Festival de Inverno, do jazz, dos sons regionais e do verdadeiro encanto do Natal.

Garanhuns é o comércio de ontem e de hoje, bem no centro: S. Moraes, o Mão Aberta, o Pérola que deixou saudades e Ferreira Costa que continua firme, uma loja que tem quase a idade da cidade.

É a terra das sete colinas, das palmeiras e anuns, cantados no hino, de João e de Luís, o Jardim.

A cidade que recebeu bem os que vieram de outros municípios e aqui eles construíram sonhos,  até se tornaram governantes: Ivo Amaral, Luiz Carlos, Izaías Régis, Silvino Duarte.

Sobretudo a Garanhuns dos seus filhos: Luís Souto Dourado, Humberto de Moraes, Pedro Veloso, Eraldo Ferreira, Sivaldo Albino.

Uma cidade que cresce para todos os lados, dando origem a bairros têm vida própria: Cohab I, Manoel Chéu, Várzea, Cohab II, Parque Fênix, Massaranduba, Cohab III, Viana e Moura.

E os bairros mais antigos, que acompanharam todo crescimento da cidade: Santo Antônio, Aloísio Pinto, Boa Vista, Mundaú, Magano, Indiano e o Arraial, que virou Heliópolis.

Garanhuns que é São Pedro, Iratama e Miracica.

Cidade das flores, cidade jardim, cidade dos amores sem fim.

Cantada por Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Quinteto Violado.

Terra da garoa, dos colégios centenários, dos cinemas que deram lugar a novos empreendimentos e dos seresteiros que marcaram o nome de Augusto Calheiros.

Garanhuns da Praça Dom Moura, da Fonte Luminosa, do Relógio de Flores, da nova Praça Tiradentes, do Pau Pombo, Parque Euclides Dourado, Parque Luiz Carlos de Oliveira...

Cidade do chocolate quente, da boa comida regional,  do charme do Relojoeiro.

Terra da religiosidade: a Igreja do Timbó (uma das mais antigas do Brasil), a Catedral de Santo Antônio, a Igreja do Perpétuo Socorro, o Mosteiro de São Bento e o Seminário São José.

Garanhuns do Colégio Diocesano, do Quinze, o Santa Sofia, o estadual Jerônimo Gueiros e o Monsenhor Adelmar.

Terra de  escritores: Luís Jardim, Luzinette Laporte, Mário Márcio Santos,  Nivaldo Tenório, Cláudio Gonçalves, Carlos Janduy, Mário Magalhães, Paulo Gervais, Luzilá Gonçalves, Helder Herick e Igor Cardoso. 

E não esquecer o cordelista Gonzaga de Garanhuns, um homem do povo, apaixonado pela poesia, cheio de amores pelo seu lugar.

Garanhuns da Difusora, da Meridional, da FM Sete Colinas e da Marano.

E os grandes comunicadores: Aluízio Alves, Ivo de Souza, Rosa Maria, Roberto Sampaio, Eduardo Peixoto, Ariston Brito, Gláucio Costa, Zezinho de Garanhuns, Rossine Moura, Rocir Santiago, Tony Duran, Edson Miranda, Aninha Marques, Samara Pontes, Marcelo Jorge, Ed Carlos, Fernandinho DJ.

E ainda Luciano Andrade, Zé Inácio (que foi também prefeito), Pajeú,  Dalton Monteiro, Zé Cardoso (também vereador e deputado), Glácio Dória e Zé Marcolino.

Escreveria mais e mais, páginas e páginas. E mesmo assim seria pouco e esqueceria pessoas, vultos, personalidades, que merecem ser lembradas.

Mas 147 anos não são 147 dias. É muita história para registrar assim, usando apenas a memória, que muitas vezes nos trai.

O que importa mesmo, porém,  neste 4 de fevereiro, é saudar, parabenizar, Garanhuns criança, Garanhuns adolescente, Garanhuns em sua maturidade.

Salve a terra das sete colinas, sua beleza, seu povo, sua história, o passado, o presente e o futuro promissor!

CAÍQUE E JESSIER QUIRINO ABREM O ANO LETIVO EM ANGELIM


Jessier Quirino, poeta e músico paraibano, estará nesta quarta-feira pela manhã, em Angelim, participando da abertura do ano letivo na cidade.

Ele foi convidado pelo prefeito Caíque, que dá um verdadeiro presente aos professores. Jessier é um nome que dispensa apresentações.

Para Marcos Moura, jornalista angelinense, o poeta e escritor de Campina Grande é tão importante para o Nordeste quanto o foi Ariano Suassuna.

Ariano,  também natural da Paraíba,  viveu a maior parte da vida no Recife.

AULA SHOW

Em Angelim, Jessier Quirino irá  promover uma aula show interativa, abordando a poesia matuta e contando causos bem-humorados, no que ele é craque.

Caíque comemora que o ano letivo 2026 começa em grande estilo, com o esforço do governo municipal em oferecer o melhor aos professores.

"Cada novo começo carrega sonhos, desafios e a certeza de que a educação é o caminho mais seguro para transformar vidas e construir um futuro melhor para nossa cidade", disse o prefeito de Angelim.

Jessier é autor de vários livros, participa com frequência de programas de televisão e rádio, além de manter página no Instagram.

Ao levar o artista da Paraíba para Angelim, num evento que merece ser prestigiado até por pessoas de outras cidades, Caíque marca um "golaço".

NÊGO DO MERCADO CONSEGUE DOIS NOVOS VEÍCULOS PARA CAPOEIRAS

As conquistas do prefeito Nêgo do Mercado para Capoeiras são constantes.

Hoje mesmo o gestor recebeu dois novos veículos para o município.

Com o apoio da governadora Raquel Lyra e do deputado estadual Aglailson Victor, a cidade foi contemplada com um ônibus, novo modelo,  com 44 lugares.

Junto veio um modelo Marruá 4 x 4, ideal para atender locais de difícil acesso.

"Agradecemos ao deputado e à governadora pelo compromisso e atenção com a educação de Capoeiras", disse Nêgo, que assegurou continuar firme trabalhando pelo município.

VEREADORES DO RECIFE REJEITAM PEDIDO DE IMPEACHMENT DE JOÃO CAMPOS


A Câmara Municipal do Recife rejeitou, na manhã desta terça-feira (3), por ampla maioria, o pedido de impeachment contra o prefeito João Campos (PSB). 

Após uma sessão marcada por galerias lotadas e muita confusão, o plenário decidiu rejeitar o pedido, por 25 a 9, além de uma abstenção.

Desde as primeiras horas do dia, apoiadores do prefeito formaram fila em frente à Casa de José Mariano para acompanhar a votação. 

O presidente do Legislativo,  Romerinho Jatobá (PSB) reforçou o esquema de segurança, com controle de acesso às galerias e presença de agentes a Guarda Municipal, Polícia Militar e socorristas, para o caso de algum incidente.

Pedido de impeachment foi formulado por causa do caso de um suposto beneficiamento do filho de um juíza num concurso para a Procuradoria do município. 

O jovem teria sido supostamente favorecido em detrimento de um candidato aprovado em primeiro lugar para a vaga de PCD, sigla para Pessoa com Deficiência.

A situação foi solucionada jurídica e administrativamente, com a nomeação e posse do candidato “original”, mas a polêmica permaneceu, resultando na denúncia por crime de responsabilidade contra o gestor.

O autor do pedido, o vereador Eduardo Moura (Novo) não participou da votação por impedimento regimental, sendo substituído pelo suplente George Bastos (Novo). 

Apoiadores de João Campos mobilizaram militantes para ocupar as galerias, que registraram momentos de tensão, apelidos e xingamentos aos parlamentares de oposição. 

Durante o discurso de Eduardo Moura, houve várias interrupções, fazendo com que o líder da oposição, Felipe Alecrim (Novo), solicitasse o esvaziamento das galerias, o que foi negado pelo presidente. 

Os líderes do governo e do partido do prefeito, Samuel Salazar (MDB) e Ronaldo Júnior (PSB), precisaram pedir insistentemente por silêncio.

Moura teve 10 minutos para a defesa, citando alguns colegas nominalmente e perguntando se seria “justo” o que ocorreu. 

Ele defendeu que a votação de hoje não se tratava diretamente da cassação do prefeito, mas da abertura da investigação.

Vereador Samuel Salazar também falou durante 10 minutos e explicou todo o caso, apontando ter sido uma denúncia vazia e defendendo que o prefeito não pode ser responsabilizado, por receber as nomeações já prontas para assinatura. 

“Isso aqui não é um estúdio de televisão”, disse, se voltando para Eduardo. 

Depois, reproduziu um áudio do recém-empossado George Bastos chamando as pessoas da galeria de “mundiça”, o que gerou revolta da população e de parlamentares.

Para que fosse aprovada, a matéria precisava de maioria simples a favor do andamento interno. 

Com a rejeição o pedido de impeachment será arquivado, encerrando o processo ainda na fase inicial, sem a abertura de comissão especial.

Causou estranheza a posição dos vereadores Agora é Rubem (PSB) e Flávia de Nadegi (PV), que recentemente migraram para a oposição, ao aderirem à base da governadora Raquel Lyra, mas se retiraram do plenário da Casa José Mariano no momento da votação.

*Fonte: Blog Cenário