JORNALISTAS DESOBEDECEM DETERMINAÇÃO DA JUSTIÇA ELEITORAL.


Os jornalistas responsáveis pelo portal bastidor.pe,  Rodrigo Santos Ambrósio e Fillipe Carlus Francisco Villar Jardim não atenderam à determinação da juíza eleitoral Anamaria de Farias Borba Lima e Silva que os obrigava a entregar à Polícia Federal em até 48 horas, o arquivo digital original da fotografia publicada em 30 de agosto, em formato nativo e sem conversão, compressão ou qualquer alteração adicional.

Pela decisão da juíza, os jornalistas também teriam de fornecer metade dos dados existentes, data e horário de criação, equipamento utilizado, coordenadas geográficas, histórico de modificações e software empregado, dentre outras determinações.

Mas os responsáveis pelo portal ingressaram com pedido de Habeas Corpus no TRE. 

Como não cumpriram a decisão judicial, querem evitar medidas mais duras, como mandado de busca e apreensão, ou novas medidas contra aparelhos eletrônicos. 

A petição, assinada pelo advogado Thomas Crisóstomo, alega que as decisões poderiam produzir dano irreversível à proteção do sigilo das fontes e ao acesso a comunicações protegidas.

Ao noticiar o fato, o jornalista Magno Martins questionou:  "O que há na origem dessa fotografia que os responsáveis por sua publicação não querem revelar?".

E completou:

Foi justamente para buscar essas respostas que a Justiça Eleitoral determinou a prestação das informações e a atuação da Polícia Federal na investigação. Agora, em vez de simplesmente apresentar os dados solicitados, os responsáveis pelo perfil escolheram a via judicial para tentar afastar essa obrigação.

*Imagens reproduzidas do Blog de Ricardo Antunes. 

LINCOLN CARDOSO É SUBMETIDO A CONSTRANGIMENTO EM GARANHUNS


O professor Lincoln Cardoso, homem amplamente conhecido em Garanhuns, casado, pai de dois filhos, foi submetido a um constrangimento inaceitável na cidade, no último final de semana.

Ele estava numa lanchonete, na companhia de um amigo e de repente, sem mais nem menos, o proprietário do estabelecimento o acusou de ter passado pelo local, no dia anterior, saindo sem pagar a conta.

Para completar um segurança começou a fotografá-lo.

O comerciante disse que ele tinha sido identificado pela camisa que usava.

Depois da acusação irresponsável, sem provas, a esposa e a filha do dono da lanchonete olharam as imagens e chegaram a conclusão ter sido um engano.

Mas aí Lincoln, juntamente com o amigo, já tinham sido submetidos à humilhação, na frente de outros clientes.

O professor gravou um depoimento no Instagram, contando toda a história e disse que vai acionar a justiça em busca de uma reparação.

Lincoln é filho de José Cardoso, que foi vereador em Garanhuns e deputado estadual.

Sua mãe, Margarida Cardoso, foi a primeira mulher em Garanhuns a conquistar um mandato de vereadora na Câmara Municipal.

*Na foto de arquivo do blog, Lincoln com a mãe, Margarida Cardoso.

O DIA EM QUE A JORNALISTA MÍRIAM LEITÃO FOI PRESA E TORTURADA


Aos 19 anos, grávida, a jornalista Míriam Leitão foi presa, em dezembro de 1972 e levada para o quartel do exército de Vila Velha, cidade próxima à Vitória, no Espírito Santo.
Levou tapas, chutes, golpes na cabeça,  passou pelo constrangimento de ficar nua na frente de 10 soldados e três agentes da repressão.
Ficou horas trancada numa sala escura, tendo como companhia uma cobra jiboia. 
No caminho por um pátio escuro, os torturadores avisaram a Míriam  que seria último passeio,  como se a estivessem conduzindo para um pelotão de fuzilamento.

"Vi minha sombra refletida na parede branca do forte, a sombra de um corpo mirrado, uma menina de apenas 19 anos. Vi minha sombra projetada cercada de cães e fuzis, e pensei: “Eu sou muito nova para morrer. Quero viver",  lembrou na entrevista.

No depoimento à imprensa, Míriam Leitão revelou o nome do chefe da equipe de torturadores: Pablo. Mesmo codinome usado pelo tenente-coronel Paulo Magalhães, que foi agente do Centro de Informações do Exército.

Esse militar disse ao Globo, anos antes da entrevista da jornalista, que usava, nos interrogatórios uma cobra apelidada de Míriam.

DEPOIMENTO

Abaixo, trecho do depoimento da analista política ao jornal O Globo.

“Eu morava numa favela de Vitória, o Morro da Fonte Grande. Num domingo, 3 de dezembro de 1972, eu e meu companheiro na época, Marcelo Netto, estudante de Medicina, acordamos cedo para ir à praia do Canto, próxima ao centro da capital. Acordei para ir à praia e acabei presa na Prainha. 

Eu tinha dado quatro plantões seguidos na redação da rádio Espírito Santo e já tinha quase um ano de profissão. Eu vestia uma camisa branca larga, de homem, sobre o biquíni vermelho. Caminhando pela Rua Sete em direção à praia, alguém gritou de repente:

– Ei, Marcelo?

Nos viramos e vimos dois homens correndo em nossa direção com armas. Eu reconheci um rosto que vira em frente à Polícia Federal. Meu ônibus sempre passava em frente à sede da PF e eu tentava guardar os rostos.

– É a Polícia Federal – avisei ao Marcelo

Em instantes estávamos cercados. Apareceram mais homens, mais um carro. Voltei a perguntar:

– O que está acontecendo?

Eles nos algemaram e empurraram o Marcelo para o camburão. Era uma camionete Veraneio, sem identificação. Eu tive uma reação curiosa: antes que me empurrassem sentei no chão da calçada e comecei a gritar, a berrar como louca, queria chamar a atenção das pessoas na rua. 

– Moço, cadê a ordem de prisão?

O homem botou a metralhadora no meu peito e respondeu com outra pergunta:

– Esta serve?

As algemas eram diferentes, eram de plástico, e estavam muito apertadas, doíam no pulso. Viajamos sem capuz, eu e Marcelo, em direção a Vila Velha, onde fica o quartel do Exército. Eu ainda achava que não era nada comigo, que o alvo era o Marcelo. 

Ele estava no quarto ano de Medicina e tinha acabado de liderar a única greve de estudantes do país daquele ano, que trancou por dois dias as aulas na universidade de Vitória e paralisou os trabalhos no Hospital de Clínicas. Achei que estava presa só porque estava indo à praia com o Marcelo.

A Veraneio entrou no pátio do quartel, o batalhão de infantaria. Nos levaram por um corredor e nos separaram. Marcelo foi viver seu inferno, que durou 13 meses, e eu o meu. Sobre mim jogaram cães pastores babando de raiva. Eles ficavam ainda mais enfurecidos quando os soldados gritavam: “Terrorista, terrorista!”. 

Pareciam treinados para ficar mais bravos quando eram incitados pela palavra maldita. De repente, os soldados que me cercavam começaram a cantar aquela música do Ataulfo Alves: “Amélia não tinha a menor vaidade/ Amélia é que era mulher de verdade”. 

Só então percebi que minha prisão não era um engano. “Amélia” era o codinome que o meu chefe de ala no PCdoB tinha escolhido pra mim: “Você, a partir de agora, vai se chamar Amélia”. Quis reagir na hora, afinal não tenho nada de Amélia, mas não quis discordar logo na primeira reunião com o dirigente.

O comandante do batalhão era o coronel Sequeira [tenente-coronel Geraldo Cândido Sequeira, que exerceu o comando do 38º BI entre 10 de março de 1971 a 13 de março de 1973], que fingia que mandava, mas não via nada do que acontecia por lá. O homem que de fato mandava naquele lugar, naquele tempo, era o capitão Guilherme, o único nome que se conhecia dele. Ele era o chefe do S-2, o setor de inteligência do batalhão. Todos os interrogatórios e torturas estavam sob a coordenação dele. Ele pessoalmente nada fazia, mas a ele tudo era comunicado. Nesse primeiro dia me deu um bofetão só porque eu o encarei.

– Nunca mais me olhe assim! – avisou.

Fui levada para uma grande sala vazia, sem móveis, com as janelas cobertas por um plástico preto. Com a luz acesa na sala, vi um pequeno palco elevado, onde me colocaram de pé e me mandaram não recostar na parede. 

Chegaram três homens à paisana, um com muito cabelo, preto e liso, um outro ruivo e um descendente de japonês. Mandaram eu tirar a roupa. Uma peça a cada cinco minutos. Tirei o chinelo. O de cabelo preto me bateu:

– A roupa! Tire toda a roupa.

Fui tirando, constrangida, cada peça. Quando estava nua, eles mandaram entrar uns 10 soldados na sala. Eu tentava esconder minha nudez com as mãos. O homem de cabelo preto falou:

– Posso dizer a todos eles para irem pra cima de você, menina. E aqui não tem volta. Quando começamos, vamos até o fim.

Os soldados ficaram me olhando e os três homens à paisana gritavam, ameaçando me atacar, um clima de estupro iminente. O tempo nessas horas é relativo, não sei quanto tempo durou essa primeira ameaça. Viriam outras.

Eles saíram e o homem de cabelo preto, que alguém chamou de Dr. Pablo, voltou trazendo uma cobra grande, assustadora, que ele botou no chão da sala, e antes que eu a visse direito apagaram a luz, saíram e me deixaram ali, sozinha com a cobra. 

JOÃO, CAYO E MARÍLIA FAZEM CAMPANHA EM CORRENTES


O candidato da Frente Popular ao governo, João Campos (PSB), fez campanha em Correntes, neste sábado, dia 5.

Socialista, ao lado de Marília Arraes (PDT), foi recebido pelo prefeito Edmilson da Bahia.

O deputado estadual Cayo Albino também esteve presente.

Durante o ato político, João Campos reafirmou os "Estamos aqui para reafirmar os nossos compromissos. Eu não estou aqui para pensar em mim, estou aqui para dar a minha vida pelo povo de Pernambuco e trabalhar para fazer muito mais pelo nosso estado”,  salientou.

João também defendeu a retomada dos investimentos em educação profissional e a realização de grandes obras de infraestrutura, além de destacar a importância da parceria com o Governo Federal para ampliar os investimentos no Estado.

“Pernambuco precisa ter um governador que tenha tamanho, que tenha dimensão do Brasil e que possa entrar nesse país e trazer os grandes investimentos para Pernambuco”, ressaltou.

NÊGO DO MERCADO PRESTIGIA CAMINHADA EM GARANHUNS

O prefeito Nêgo do Mercado, a primeira dama, Chisleide Teixeira, vereadores e aliados de Capoeiras estiveram neste sábado (5), em Garanhuns, participando da caminhada da governadora Raquel Lyra.
Nêgo é entusiasta da reeleição da atual governante, que tem dado muito apoio a sua gestão em Capoeiras.
Ele apoia Raquel, os senadores Túlio e Eduardo da Fonte, além da candidatura do presidente Lula.
O deputado estadual do prefeito é Aglailson Victor.  Para federal Nêgo do Mercado está fechado como Silvio Costa Filho.

CRÔNICA - ODE À ESCRITORA LUZINETTE LAPORTE


Conheci Luzinette Laporte em 1973, quando fui estudar o primeiro ano colegial,  no Diocesano.

Logo se tornou minha professora preferida. Não somente desse aspirante a jornalista, mas de toda a turma.

Era uma mulher bonita, de voz agradável, que falava de literatura com amor e paixão.

Nós, a maioria com 17, 18 ou 19 anos, tínhamos a impressão (ou certeza) de que ela já tinha lido tudo.

Falava com desenvoltura de Graciliano Ramos, José Lins do Rego, Fernando Pessoa ou Herman Hesse.

Um jovem matuto como eu, de Capoeiras, que já gostava de romances, tomou ainda mais gosto pela literatura.

Fui para o Recife e na capital morei mais de 15 anos.

Quando voltei a Garanhuns, reencontrei Luzinette Laporte aposentada, morando numa casa antiga, simples, na Rua Quinze de Novembro.

Estive lá algumas vezes e tivemos boas conversas. Era uma mulher fina, educada, uma cristã autêntica, não desses tipos de hoje, que usam o nome de Deus e espumam ódio.

A professora lia todos os números do jornal Correio Sete Colinas e sempre era generosa na avaliação dos meus textos.

Gostou também de dois livros que publiquei no início dos anos 2000: "Um Repórter na Cidade das Flores" e "Na Terra do Presidente".

Prestigiou, inclusive os lançamentos, no Sesc, quando Graça Carneiro era a diretora da unidade.

Luzinette Laporte lecionou no Diocesano, no Santa Sofria, creio que também no CMA e numa escola da rede pública.

Foi Secretária de Educação do prefeito Luís Souto Dourado e diretora da GRE, que na época era chamada de Dere.

Publicou quase uma dezena de livros, dentre eles Um amor de Mulher, A Menina que Falava com as Coisas, Os Caminhos de Isabela e O Homem com Girassóis no Olhar

Natural de Catende, na Zona da Mata, tinha  Garanhuns na alma e no coração.

Estive no Mosteiro de São Bento, na missa que celebrou os 90 anos da professora. Um ano depois ela nos deixou. 

Não tinha posses, nunca carregou muitas bagagens. Amava os livros, Deus e pessoas.

Daí que foi a pessoa mais rica que conheci.

QUEM IMAGINA QUE UM DIA CHICO E BOLSONARO ESTIVERAM DO MESMO LADO

O grupo Procure Saber


Chico Buarque e Jair Bolsonaro já estiveram do mesmo lado, pode acreditar.

Bem, pelo menos defenderam igualmente um tipo de censura.

Em 2007 o cantor e compositor Roberto Carlos conseguiu proibir, recorrendo à justiça, a sua biografia, escrita pelo jornalista Paulo César Araújo.

A partir daí formou-se uma grande celeuma no país, com artistas de peso criando o grupo Procure Saber, que se posicionava contra a publicação de biografias não autorizadas.

Formaram fileira ao lado de Roberto Carlos os compositores/cantores Chico Buarque, Gilberto Gil,  Erasmo Carlos, Djavan e Caetano Veloso.

Em 2013 o então deputado federal Jair Bolsonaro defendeu a proibição das biografias não autorizadas e ainda "tirou sarro" com os artistas da MPB.

Chamou Chico Buarque de "sensato", fazendo gozação.

A pendenga só terminou em 2015, quando o STF decidiu que as biografias não precisavam da autorização dos artistas para publicação.

Foi um chega pra lá na censura.

Praticamente toda vida de Chico foi apoiando as causas da esquerda, seguindo o caminho do pai, o historiador Sérgio Buarque, que lutou contra a ditadura de Getúlio Vargas.

Ter defendido as mesmas ideias de Bolsonaro, num determinado momento, foi um erro do autor de A Banda.

Gilberto Gil, também mais ligado à esquerda, que foi ministro do primeiro governo Lula, cometeu o mesmo erro e foi reincidente.

Na década de 60 o baiano participou de uma marcha contra a guitarra elétrica, movimento de viés fascista de representantes da MPB para combater a Jovem Guarda.

Mas tarde o próprio Gil, Caetano e outros medalhões da música popular brasileira aderiram à guitarra.

CHICO BUARQUE E NARA LEÃO SOFRERAM AMEAÇAS DOS MILITARES

No final de  1968, no governo do marechal Costa e Silva, foi editado o Ato Institucional número 5 (AI-5), considerado o mais duro decreto da ditadura militar.

Com esse instrumento, o governo adquiriu poderes para fechar o Congresso Nacional, cassar mandatos parlamentares e suspender os habeas corpus no país.

Cinco dias depois do AI-5 o cantor e compositor Chico Buarque foi levado ao DOPS, órgão de polícia política criado durante a ditadura.

O artista tinha caído em desgraça com o regime,  em função da montagem da peça teatral Roda Viva, dirigida por José Carlos Martinez.

Espetáculo teatral escandalizou os moralistas da época.

Durante o depoimento de Chico,  um coronel  mandou que o compositor desse um recado para a cantora Nara Leão: 

"Espero ansiosamente o dia em que eu possa enfiar um ferro quente na vagina de sua amiga", disse o militar.

Quando voltou pra casa, o artista imediatamente entrou em contato com o cineasta Cacá Diegues, marido de Nara e contou da ameaça.

Com a chegada do novo ano, Chico e Marieta, sua esposa, assim como Cacá e Nara, saíram do Brasil e só voltaram mais de um ano depois.

O autor de Construção continuou sendo perseguido impiedosamente pelos militares, até pelo menos 1974.

Nara Leão foi a musa da Bossa Nova e a intérprete de A Banda num festival da canção em que a música de Chico Buarque ficou com o primeiro lugar.

A cantora morreu em 1989, aos 47 anos, vítima de um tumor na cabeça inoperável. 

JEFERSON MOITA DEVE SE CANDIDATAR A VEREADOR EM PARANATAMA


Jeferson Moita, filho do vereador de Paranatama Josa Moita, que morreu no final de agosto, vítima de um acidente na BR-423, está disposto a dar continuidade ao legado político deixado por seu pai.

Ao falar sobre a sua perda, em tom emocionado,  o jovem destacou a importância de continuar o trabalho realizado  pelo parlamentar.

Para Ronaldo Birunda, blogueiro de Saloá, Jeferson Moita será candidato a vereador na próxima eleição municipal.

Com a morte de Josa, o primeiro suplente Roberto Roldão assumiu a vaga de vereador na Câmara Municipal de Paranatama.

MARÍLIA ARRAES PEDE VOTOS TAMBÉM PARA HUMBERTO COSTA


Líder em todas as pesquisas como candidata ao senado, Marília Arraes (PDT) defendeu em Caruaru o voto também em Humberto Costa (PT), que tenta a reeleição.

A ex-deputada pede votos para ela e o companheiro de chapa, por considerar importante a eleição de dois senadores alinhados ao presidente Lula.

Marília credita a liderança nas pesquisas à trajetória política, como vereadora do Recife e deputada federal, sempre atuando em sintonia com os interesses populares.

Candidata ao senado também se empenha na eleição do prefeito João Campos para governador e na reeleição do presidente Lula.

Ela tem afinidades com o petista desde muito jovem, tendo apoiado o líder da esquerda em todas as campanhas das quais participou.

RELATÓRIO SOBRE IRREGULARIDADES EM HOSPITAL ESTÁ NA POLÍCIA FEDERAL


O Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (DenaSUS) remeteu à Polícia Federal (PF) um relatório sobre as irregularidades no Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Esse documento envolvendo o hospital de Garanhuns foi tornado público no final de agosto.

O DenaSUS constatou que a unidade de saúde foi cenário de procedimentos forjados, pagamentos indevidos e um prejuízo de quase R$ 1 milhão aos cofres públicos.

O relatório foi encaminhado pelo diretor do órgão, Rafael Bruxelas Parra, em 27 de agosto deste ano. 

Ele solicitou ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que adote as providências que julgar cabíveis. 

O encaminhamento também foi feito à superintendente da Polícia Federal em Pernambuco, Adriana Albuquerque de Vasconcelos.

Lamentável essa situação, vamos torcer para que tudo seja esclarecido.

O Hospital Nossa Senhora de Perpétuo Socorro é importante para Garanhuns e todo o Agreste.

A casa de saúde funciona há mais de 50 anos, atendendo também pelo SUS.

DENÚNCIA DO EMPRESÁRIO FÁBIO COUTO REPERCUTE NO RECIFE

O vídeo em que o empresário Fábio Couto denunciou o próprio filho, Neto Couto, repercute na imprensa da capital.

A jornalista Terezinha Nunes, que foi secretária de imprensa do Governo Jarbas Vasconcelos e exerceu dois mandatos de deputado estadual, abordou o assunto no Blog Dellas.

Em seu depoimento Fábio revelou que o filho pratica violência doméstica, contra a ex-mulher, faz ameaças e descumpre medida protetiva.

A nora do empresário,  de 23 anos, relatou sofrer perseguições e ameaças graves de morte. Ela e a neta, de apenas 11 meses,  foram levadas por Fábio Couto para Caruaru.

"É um absurdo o que aconteceu. Uma criança de apenas 11 meses, que é minha neta, e uma menina de 23 anos, que é minha nora, estarem passando por tudo isso. Gravei esse depoimento para que as autoridades policiais tomem conhecimento e providência", disse Fábio no vídeo, trecho que consta da matéria de Terezinha Nunes.

Antes de chegar à imprensa da capital, o caso já tinha tido ampla repercussão na cidade, principalmente nas redes sociais.

O empresário fez questão de externar publicamente que não compactua com a situação e informou estar custeando segurança particular para proteger a nora e a neta.  

Denúncia está sendo investigada pela 9ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Garanhuns, sob coordenação da delegada Débora Bandeira.

O inquérito foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário com apuração sobre lesão corporal, descumprimento de medida protetiva, ameaça, injúria e violência.

*Foto do Comando Policial, reproduzida no Blog Dellas.

SIVALDO DEFENDE O VOTO NOS CANDIDATOS DA FRENTE POPULAR


O prefeito Sivaldo Albino (PSB) gravou um vídeo recomendando que os eleitores de Garanhuns votem nos candidatos da Frente Popular.

Segundo o gestor, os deputados Cayo Albino e Felipe Carreras têm trabalhado pelo município e por isso merecem a confiança da população local.

Cayo é deputado estadual e disputa a reeleição.

Desde que assumiu a cadeira na Assembleia, primeiro como 1º suplente e depois em definitivo, tem tido uma atuação destacada, inclusive liderando a bancada da oposição no Legislativo Estadual.

A maior parte das iniciativas do parlamentar são voltadas para Garanhuns.

Da mesma forma Felipe Carreras, candidato à reeleição de deputado federal, tem muito serviço prestado a Suíça Pernambucana.

Conforme o próprio Sivaldo frisa em sua fala, o parlamentar é campeão na destinação de recursos para a cidade e tem suas digitais na maioria das obras realizadas pela gestão.

O prefeito também pediu votos para João Campos, candidato do PSB ao Governo do Estado e reiterou o apoio a Marília Arraes e Humberto Costa, que disputam o senado.

No fim, o socialista defendeu o voto no presidente Lula, lembrando que o petista tem sido um grande parceiro de Garanhuns.

Segundo Sivaldo, a gestão e o município têm sido discriminados, pelo governo estadual. O prefeito está certo de que se João Campos vencer a eleição a cidade terá muito a ganhar com ele.

PELA PESQUISA DO RANKING RAQUEL LIDERA COM BOA VANTAGEM

Foi divulgada hoje uma pesquisa realizada em Pernambuco pelo Instituto Ranking.

Tem uma empresa com este nome em Campo Grande, no Matogrosso, mas não foi possível saber se é esse instituto ou outro, com o mesmo nome.

Os números são bem divergentes do Real Time Big Data, também divulgados esta semana.

Para governador Raquel Lyra (PSD) lidera com 49,83% e João Campos (PSB), no segundo lugar, somou 37,92%.

Ivan Moraes (PSOL) pontuou com apenas 0,58% e

Renan (Missão),  teve menos ainda: 0,25%.

Pela pesquisa do Real Time Raquel e João estão empatados.

Nessa pesquisa do Ranking, para o senado, Marília Arraes (PDT) lidera com 28%. Humberto Costa (PT) é o segundo, tendo obtido 26,42%.

Eduardo da Fonte (PP) ficou em terceiro, somou 16,58%, depois vem Mendonça Filho (PL), 13,50%, e Túlio Gadêlha (PSD), 10,67%.

Pelo Real Time o primeiro lugar é também de Marília, mas Mendonça Filho ocupa o segundo lugar.

O Ranking entrevistou 1.200 eleitores entre 29 e 31 de agosto, com margem de erro de 2,83 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. 

A pesquisa está registrada sob o número PE-08901/2026.

CAETANO VELOSO É POLÊMICO E INSTÁVEL POLITICAMENTE

Caetano Veloso sempre gostou de polêmicas,  algumas delas alimentadas pelas questões artísticas, outras pelo posicionamento político ou falta dele.

o cantor e compositor baiano, nas eleições presidenciais de 1989 pra cá,  esteve com Brizola, Marina, Fernando Henrique, Ciro e Lula.

Não votou em Dilma, mas simpatizou com o início do governo, se voltando contra ela depois.

Caetano acreditou na Lava Jato, em Sérgio Moro e Deltan Dallagnol, figuras que depois foram desmascaradas pela história.

As muitas faces do artistas são mostradas no livro "Outras Palavras", do jornalista Tom Cardoso.

O escritor também é autor de biografias sobre Chico Buarque, Gilberto Gil e Sócrates, o médico e jogador de futebol.

Tom tem um estilo diferente de biógrafos, consagrados, como Fernando Morais e Ruy Castro.

Difere muito também de Paulo César Araújo, que contou a vida de Roberto Carlos.

"Outras Palavras", como "Trocando em Miúdos", obras de Tom Cardoso sobre Caetano e Chico, são mais ensaios biográficos, que trazem textos leves, agradáveis, oferecendo uma visão parcial dos dois artistas.