O eleitorado de Pernambuco já mostrou que é independente em 2022, quando votou em Raquel, mesmo Lula tendo apoiado Danilo Cabral no primeiro turno e Marília Arraes no segundo.
Mas a vinculação do nome do ex-prefeito do Recife ao do presidente da República pode ajudar o filho de Eduardo Campos em sua caminhada.
Quatro anos atrás o apoio do petista a Danilo e depois a Marília foi protocolar.
O candidato do PSB nunca esteve bem situado nas pesquisas e terminou a eleição em quarto lugar.
Com alta rejeição, nem dois lulas para salvar Danilo.
Marília liderou as pesquisas até a realização do primeiro turno. Mas a morte de Fernando, esposo de Raquel, no dia da eleição, mudou tudo em Pernambuco.
A comoção mudou a vontade do eleitor e quando os pernambucanos foram votar pouco se lembraram de Lula, preferindo se solidarizar com a viúva.
Esta campanha de 2026 tem aspectos diferentes.
O vídeo que Lula gravou deixa claro que o presidente está sintonizado com o PSB e João Campos.
Ele até, em sua fala, lembrou a relação histórica com o Partido Socialista, citando os nomes (acompanhados de imagens) de Miguel Arraes e Eduardo Campos.
Nesse contexto, o petista é um aliado importante, até porque em Pernambuco terá mais que o dobro de votos do candidato da direita.
Raquel, por seu lado, se vinculou demais a bolsonaristas e não tem mais como se afastar deles.
Enquanto João está com Lula e tem Marília e Humberto para o senado, Raquel tem no palanque figuras como Mendonça Filho, Miguel Coelho, Dudu da Fonte e Clarissa Tércio.
Túlio Gadelha, uma "invenção" para dar um verniz de esquerda à chapa governista, não colou.
O deputado patina nas pesquisas e o discurso, que soa artificial e incoerente, é detonado com força nas redes pelos eleitores de esquerda, sem que a direita o defenda.
Lula, no momento, está melhor situado nas pesquisas do que quatro anos atrás.
Se a situação permanecer como está pode vencer com uma vantagem muito maior, com chances até de liquidar a fatura no primeiro turno.
Tudo isso beneficia João Campos, que além do apoio do presidente lidera com folga no Recife e é herdeiro político de Arraes e Eduardo.
Raquel vai fazer o quê? Falar mal do presidente? É improvável.
Apoiar o candidato do seu partido, Ronaldo Caiado? Isso seria péssimo para a governadora.
Possivelmente vai ficar se equilibrando no discurso da neutralidade, fazendo o discurso administrativo e culpando o PSB até pelo dilúvio que levou Noé a construir a famosa arca.
O problema é que ela já foi do PSB e o discurso de eficiência administrativa é demolido toda vez que cai um teto de um hospital ou quando um desses são invadidos por ratos e muriçocas.
Malditos pernilongos, mamíferos asquerosos, no mínimo estão em conluio com os petistas e os socialistas!












