Bolsonaro fez muito mal ao país.
Deu voz a milhões de idiotas. Pessoas ignorantes, estúpidas, que tinham vergonha da própria insignificância, agora julgam saber mais de ciência do que renomados médicos e pesquisadores.
O ex-presidente tornou as polícias militares mais violentas, truculentas, arbitrárias e se tornou comum soldados, cabos ou sargentos, em qualquer estado do país, tentarem resolver probleminhas domésticos na bala ou cassetete.
Fez com que alguns pobres, pretos e homossexuais se voltassem contra os iguais, defendendo as ideias do inimigo.
Degradou ainda mais o trabalho nos meios de comunicação, envolvendo jornalistas conhecidos, que perderam completamente a vergonha, servindo a causas infames, traindo o país e a própria missão de informar.
Contribuiu com milhares de mortes, devido à negligência, ao negacionismo imbecil que projetou o Brasil como vice-campeão de óbitos durante a pandemia da Covid.
Bolsonaro conspurcou até o Supremo Tribunal Federal, indicando ministros para a Corte que hoje aviltam o trabalho do órgão máximo do Poder Judiciário.
O militar medíocre que desgovernou o Brasil quatro anos fez o povo rezar pra pneu, beber detergente, ficar contra as máscaras e vacinas que poderiam ter salvo as vidas de parentes e amigos.
Passados quatro anos da eleição do grosseirão, o país ainda está dividido, com parcela significativa da população disposta a votar num político cínico, carreirista, que nunca fez nada de relevante como deputado ou senador.
Caso o povo tivesse consciência, conhecimento, este ano não teríamos propriamente eleição, mas sim a aclamação de um homem que fez muito pelos mais pobres, pela classe média e até por quem está no topo da pirâmide.
O ex-presidente, o Trump dos trópicos, o Milei brasileiro, representa a barbárie, a derrocada da civilização e da cultura, o triunfo da força bruta contra a inteligência, o bom-senso e o humanismo.









