Duas pesquisas divulgadas esta semana sinalizam que Pernambuco pode ter, este ano, uma das disputas eleitorais mais difíceis da sua história.
É que temos dois fortes candidatos ao governo, João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD), que agora, segundo números dos institutos Veritá e Simplex, estão empatados na corrida pelo Palácio das Princesas.
A pesquisa do Veritá chegou ao conhecimento público do domingo pra segunda.
O ex-prefeito do Recife e a governadora de Pernambuco estão na mesma faixa, ambos somando pouco mais de 32% de intenções de voto.
Já o resultado da pesquisa do Simplex saiu nesta quarta-feira e apresenta os dois pré-candidatos empatados, cada um somando 42%.
As diferenças de percentuais podem ser por questão de metodologia, mas o fato é que as duas apontam empate técnico entre João e Raquel.
Esta semana ainda deve sair a pesquisa do Real Time Big Data, que pode ser mais precisa.
Vamos aguardar. É importante destacar que o trabalho do Simplex é feito por telefone.
Muitos acreditam que a pesquisa de campo, com o entrevistador indo à casa do eleitor, tem mais credibilidade.
Como a campanha ainda nem começou, um dos postulantes ao governo ainda pode se distanciar.
Mas a tendência do momento, pelas últimas pesquisas, é que a eleição vai ser difícil, muito disputada e poderemos, depois de anos e anos, ter uma disputa decidida por uma margem estreita.
João Campos, agora que se afastou da prefeitura do Recife, vai poder se dedicar inteiramente à campanha, visitar cada cidade do interior, apresentar suas propostas de trabalho.
A governadora Raquel Lyra terá de se dividir entre as pautas administrativa e política.
Embora muitas vezes o trabalho administrativo e o político se misturem, os movimentos podem ser limitados pela imposição do cargo.
Por outro lado, existe uma máquina gigantesca que vai ajudar a pré-candidata à reeleição a conquistar votos.
João tem mais força em seu Instagram pessoal, mas Raquel tem um verdadeiro exército na internet defendendo sua bandeira.
O ex-prefeito já anunciou quem são os integrantes da chapa majoritária da Frente Popular. A governadora ainda irá informar os nomes e pode aparecer com alguma surpresa.
Tudo caminha para uma eleição histórica, um confronto inesquecível, com a proposta de continuidade, de um lado, e a expectativa de mudança, do outro.
Acredito que estamos bem servidos de candidatos.
João é a renovação, representa o centro e a esquerda, o time de Lula, que tentará se reeleger presidente.
Raquel tenta ao mesmo tempo, como fez quatro anos atrás, conquistar eleitores da direita e setores progressistas, daí a possibilidade de ter Túlio Gadelha como candidato ao senado.
A questão ideológica, possivelmente, vai pesar menos nesta eleição do que em outras.
O governador ou governadora será escolhido mais com base no julgamento da capacidade administrativa de cada um.
João Campos deixou a prefeitura com 75% de aprovação ao seu trabalho. Caberá a ele e equipe convencerem o eleitor que poderá ser um governador tão bom quanto foi prefeito do Recife.
Raquel, que durante três anos deixou a desejar nos setores mais importantes da administração, chega ao quarto ano da gestão com muitas entregas, conseguindo reduzir a rejeição.
O povo, que é soberano, irá dizer o que é melhor para Pernambuco.