segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

ARQUIDIOCESE DA PARAÍBA EMITE NOTA APÓS "REPORTAGEM BOMBA" DO PROGRAMA FANTÁSTICO DA REDE GLOBO


Após contundente reportagem de mais de 10 minutos no último domingo (20), no programa Fantástico, da Rede Globo de Televisão (veja aqui), onde foi mostrado que a Justiça do Trabalho da Paraíba condenou a Arquidiocese daquele Estado a pagar uma indenização milionária por supostos casos de exploração sexual contra menores, praticadas por parte de alguns membros do clero, o atual Arcebispo Metropolitano da Paraíba, Dom Frei Manoel Delson Pedreira da Cruz (foto), através de sua assessoria de comunicação, divulgou nota à imprensa com a sua versão sobre os fatos. Abaixo as palavras do religioso na íntegra:


No dia 16 de janeiro de 2019, a produção do programa “Fantástico” da Rede Globo de Televisão solicitou à Arquidiocese da Paraíba, a concessão de entrevista sobre uma “investigação do Ministério Público do Trabalho sobre supostos abusos sexuais cometidos por padres e o ex-arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto”, por causa da veiculação que ocorreria no dia 20 de janeiro de 2019 (domingo).


Após a exibição da matéria, foi constatado que a equipe de reportagem teve acesso pleno ao Procedimento Preparatório instaurado pelo Procurador do Trabalho, Eduardo Varandas.


A matéria informou a existência de decisão judicial de primeira instância, incluindo documentos e depoimentos exibidos e interpretados, respectivamente. Relatou, ainda, a configuração dos danos morais coletivos, assim como o critério de fixação do valor da condenação, os quais constam da Ação Civil Pública promovida na Justiça do Trabalho, e citada na reportagem, apesar do processo judicial estar sob sigilo e do seu caráter não definitivo.


A Arquidiocese não recusou apresentar reposta, cumprindo o disposto na legislação, que impõe o segredo de justiça ao processo judicial mencionado. Entretanto, na matéria veiculada no dia 20 de janeiro (domingo), o Procurador do Trabalho violou explicitamente o sigilo ao conceder indevidamente entrevista, inclusive, atribuindo à Juíza do Trabalho, que prolatou a decisão, a responsabilidade pela divulgação ilegal de informações protegidas.


O Procurador Eduardo Varandas afirmou que a magistrada do trabalho enviara para terceiros estranhos ao processo judicial, cópia integral da sentença de uma ação judicial que tramita em segredo de justiça, ainda, sequer alçado ao Tribunal Regional do Trabalho. A Arquidiocese adotará as providências cabíveis perante os órgãos competentes para apurar responsabilidades pelo flagrante desrespeito à lei e à ordem jurídica.


Com relação ao conteúdo da matéria jornalística, a Arquidiocese da Paraíba informa que foi instaurado o Processo Canônico devido, desde o recebimento da primeira denúncia, para apuração dos fatos mencionados. Nitidamente, o protagonista da reportagem, o Eduardo Varandas, pinçou trechos de depoimentos prestados sem o crivo do contraditório, omitindo deliberadamente as inúmeras contradições dos depoimentos apresentados perante o Ministério Público do Trabalho e perante a Justiça do Trabalho, para conferir à matéria o enredo que mais interessava e tentar condenar previamente a Igreja Católica, sem a devida análise pela Justiça até a última instância. A Arquidiocese defenderá de forma veemente a aplicação do direito e confia plenamente na Justiça.


A matéria afirmou que a Igreja Católica na Paraíba está manchada. A Arquidiocese repele vigorosamente tal acusação, porque não existe nenhum processo judicial finalizado com decisão irrecorrível, podendo a sentença ser totalmente reformada.


Por fim, a Arquidiocese ressalta que sempre observou e observará pela Fé da comunidade católica, que estará acima até mesmo de desvios de conduta, reafirmando que lutará sempre para combater qualquer prática que atente contra a dignidade da pessoa humana, especialmente daqueles mais vulneráveis.



Dom Frei Manoel Delson Pedreira da Cruz, OFMCap
Arcebispo Metropolitano da Paraíba


Assessoria de Imprensa e Comunicação da Arquidiocese da Paraíba.

GUSTAVO HENRIQUE SE APROXIMA DE TÚLIO GADELHA


Estudante garanhuense Gustavo Henrique ingressou no PDT e já participou de uma reunião com a cúpula do partido, com a presença inclusive do deputado federal Túlio Gadelha, eleito em outubro passado com mais de 75 mil votos.

“Túlio se tornou um amigo e companheiro de luta pela renovação do PDT em Pernambuco”, comentou Gustavo.

Segundo o jovem, que integrou os quadros da Rede de Sustentabilidade,  sua ida para o PDT se deu por “afinidade ideológica” e pela possibilidade de se construir um projeto político para Garanhuns.   

“Junto com a Juventude Socialista do Partido Democrático Trabalhista,  vamos fazer com que o PDT se reencontre com sua história em defesa da democracia, da justiça social e da soberania nacional”, afirmou Gustavo Henrique.

Recentemente, Gustavo Henrique admitiu que pode disputar um mandato de vereador em Garanhuns, por entender que a Câmara Municipal precisa de renovação, de representantes populares que não se limitem a fazer assistencialismo.

Túlio Gadelha é advogado, militante da esquerda de Pernambuco há muitos anos e se tornou conhecido nacionalmente depois que começou a namorar com a global Fátima Bernardes.

JOÃO CAMPOS INOVA NA MONTAGEM DO GABINETE


Ação do parlamentar pernambucano, filho do ex-governador Eduardo Campos, é inédita na região Nordeste do Brasil

O deputado federal João Campos (PSB) abriu, nesta segunda-feira, seleção pública para compor o seu gabinete na Câmara dos Deputados. No Nordeste, a ação é pioneira, sendo João o primeiro a realizar esse procedimento entre os deputados federais da região. No Instagram, através de um recurso chamado “live” (ao vivo), o parlamentar anunciou as primeiras informações (a live ainda estará disponível nas redes sociais até as 12h30 desta terça - amanhã). “Você Renovando o Congresso” é o slogan dado à iniciativa.

O gabinete terá 30% dos seus quadros oriundos da seleção pública, sendo duas vagas em Brasília (assessor parlamentar orçamentário e assistente de comunicação) e duas vagas no Recife (assistente de conteúdo e analista de mídias digitais).

“Fico muito satisfeito de começar o mandato abrindo espaço para uma seleção pública, iniciando os trabalhos com uma ação inédita de um deputado federal do Nordeste. Acredito nas pessoas e acredito que todos devem participar do processo político, seja dentro de um partido ou diretamente no legislativo. O importante é dar oportunidade para que o mandato seja plural em todos os aspectos. Isso é a nova política”, afirmou João.

Para o deputado, a seleção precisa ser humanizada, com foco não apenas em questões práticas de uma prova objetiva, mas avaliando a história de vida, visão de mundo e perspectivas de futuro dos candidatos.

O site www.deputadojoaocampos.com.br estará em funcionamento para as inscrições dos interessados com todas as informações referentes ao processo seletivo, incluindo as atribuições e os pré-requisitos necessários para a seleção de cada vaga ofertada. As inscrições encerram em 27 de janeiro, sendo realizadas gratuitamente.

As etapas da seleção são dividas em: cadastro e apresentação de CV, questionário socioeconômico, teste de lógica e atualidades, vídeo pessoal, pergunta de trajetória, entrevista de competências e entrevista final. O processo como um todo finaliza em 10 de fevereiro. Os aprovados serão chamados para assumir seus cargos imediatamente, em 18 de fevereiro (ainda no primeiro mês de mandato). As datas podem estar sujeitas a alteração e serão comunicadas aos inscritos.

O processo de seleção será executado pelo Legisla Brasil, uma organização suprapartidária de São Paulo. Sem fins lucrativos, o grupo seleciona pessoas interessadas em entrar na política para atuar nos gabinetes legislativos. Com isso, talentos são desenvolvidos e ocorre a oxigenação da política. O Legisla Brasil também é o responsável pelo desenvolvimento do site da seleção. (Da Assessoria de Imprensa do Parlamentar).

O NOVO SIVALDO ALBINO


Depois da convivência com secretários de estado, deputados e técnicos do governo, por conta do trabalho que exerceu na Casa Civil, o ex-vereador de Garanhuns amadureceu muito, está mais “pé no chão”, fazendo política de maneira equilibrada e pensando bem antes de se pronunciar sobre qualquer assunto.

O político, que está para assumir o mandato de deputado estadual, não tem mais somente aquela visão provinciana, local, de um homem preocupado com interesses localizados. Ele agora enxerga o todo, o estado, até mesmo a relevância da política nacional, de quem afinal de contas dependem os governadores, prefeitos e a população em geral.

É este o Sivaldo que vai para Assembleia Legislativa, que nem mais acredita que tem de ser “prefeito a qualquer custo” e até admite um outro nome do seu partido, do seu grupo, na disputa pelo Palácio Celso Galvão.

Ele está consciente de que é preciso ampliar, unir as oposições para enfrentar o candidato do prefeito Izaías Régis, que não pode ser subestimado.

2020 está bem ali e a eleição municipal de qualquer maneira passa por Sivaldo Albino, principalmente se for ele o candidato do PSB.

*Na foto Sivaldo com o bispo da Diocese de Garanhuns, Dom Paulo Jackson.

TENHO QUE ADMITIR QUE JAIR BOLSONARO SURPREENDEU


Por Gilberto Dimenstein*

Tenho de admitir que, nesses primeiros dias de governo, Jair Bolsonaro me surpreendeu – e muito.
Eu sabia que, por falta de experiência em gestão pública ( ou até mesmo privada), ele teria dificuldades pelo menos nos primeiros momentos.
Mas não esperava que Bolsonaro fosse o único grande inimigo de Bolsonaro: afinal, não existe oposição. E, quando ela aparece, faz maluquices como o apoio do PT ao governo da Venezuela.
O filho de seu vice teve o salário triplicado no Banco do Brasil.
Seu amigo teve um aumento salarial de R$ de 15 mil para R$ 50 mil na Petrobras.
O Ministério da Educação lançou edital tirando a obrigatoriedade de referências bibliográficas em livros didáticos.
Colocaram para chefiar o Enem um sujeito que já propôs queima de livros, invasão do Congresso, escreve textos com palavrões, disse que professores pregam o incesto e pedofilia.
Para chefiar a alfabetização, colocaram um rapaz que a única credencial é ser coordenador de uma escola no interior do Paraná chamada Balão Mágico.
Bolsonaro anunciou interesse em ter uma base militar nos EUA – depois recuou.
Anunciou aumento de impostos – depois recuou.
Eduardo Bolsonaro orienta professores a tirarem o feminismo de sala de aula, já adiantando o que iria cair nas provas.
Por causa de seus ataques ao feminismo, Eduardo viu sua suposta vida sexual debate em redes sociais.
Carlos Bolsonaro intensifica a guerra contra inimigos imaginários nos meios de comunicação, provocando desgastes desnecessários ao governo.
Damares Alves diz que meninas devem vestir rosa, meninos, azul.
Onyx Lorenzoni demite centenas de pessoas com o único critério de “despetizar”. Como não podia mais governar, fez o “revogaço”.
Os militares, que deviam ser os mais disciplinados,  se revoltam publicamente contra a reforma da previdência.
PSL apoia para a presidência da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia que, até pouco tempo atrás, era apontado como “pior” do que o PT.
Com um governo assim, ninguém precisa de oposição.
*Gilberto Dimenstein é um dos jornalistas mais experientes e premiados no Brasil, tendo atuado muitos anos na Folha de São Paulo. Publicou diversos livros sobre jornalismo e política.
**Artigo e foto reproduzidos do site Catraca Livre.

PAPA FRANCISCO SE PRONUNCIA CONTRA USO DE ARMAS


A liberação de armas no Brasil agrada a uns, mas recebe críticas de diversas instituições e personalidades, inclusive da Igreja Católica. Recentemente, sem dirigir especificamente ao nosso país, mas a todas as nações que participam da “corrida armamentista”, o Papa Francisco fez um pronunciamento pregando a paz e condenando o uso desenfreado de armas.

Assista o vídeo:






CORRIDA DAS MILHAS MOVIMENTA BOA VISTA


Foi realizada na manhã deste domingo (20), em Garanhuns, a 2ª Corrida das 2 Milhas de São Sebastião. A competição contou com um total de 256 participantes, que percorreram cerca de três quilômetros nas ruas do bairro Boa Vista. O evento foi realizado pela Paróquia de São Sebastião, e pelo treinador e atleta Adejilson Mendes, conhecido como Bingo, e contou com o apoio da Prefeitura de Garanhuns.

A concentração aconteceu por volta das 08h, em frente à Igreja de São Sebastião. O trajeto percorreu ainda a avenida José Leitão, rua Inácio Correia de Melo, avenida Sul, rua Capitão José Jardim, rua São Miguel, Praça Dom Pedro II e teve fim na Praça São Sebastião, com a chegada novamente na igreja.

Ao fim da corrida, os atletas vencedores foram premiados, de acordo com a faixa etária e categoria, masculino e feminino. Os três primeiros colocados no geral, receberam troféus. Os demais corredores que também completaram o percurso foram premiados com uma medalha de participação.

Confira abaixo a lista de atletas vencedores por categoria:

Geral Masculino
1° lugar: Lucas Paulo Barbosa
2° lugar: Jair José da Silva
3° lugar: Gilmar de Oliveira

Geral Feminino
1° lugar: Maria Lucineide Moureira
2° lugar: Mirelle Leite da Silva
3° lugar: Mirian Franco da Silva

Masculino - Até 14 anos
1° lugar: Maycon Douglas Lima
2° lugar: Jobson Alves Moura
3° lugar: Carlos Alexandre

Masculino - 15 a 19 anos
1° lugar: João Daniel Moura
2° lugar: Jandson Paz Feitosa
3° lugar: Jeferson Paz Feitosa

Feminino - 15 a 19 anos
1° lugar: Rose Mayara Vieira
2° lugar: Andreisa Oliveira da Silva
3° lugar: Geovanna Cecília

Masculino - 20 a 29 anos
1° lugar: Carlos André Alves da Silva
2° lugar: Ivanildo Francisco
3° lugar: Jailson Leandro da Silva

Feminino - 20 a 39 anos
1° lugar: Veridiana Alves Moura
2° lugar: Cilene Bezerra de Oliveira
3° lugar: Leidiane Vieira Araújo

Masculino - 30 a 39 anos
1° lugar: Cícero Vieira Rocha
2° lugar: Olívio Clemente
3° lugar: Silvan dos Santos

Feminino - 40 a 59 anos
1° lugar: Rosa Maria Bezerra
2° lugar: Lucimar Matias da Silva
3° lugar: Rosângela Vieira

Masculino - 40 a 49 anos
1° lugar: José Carlos de Lima
2° lugar: Edson Azevedo Correia
3° lugar: Edilson da Silva Santos

Masculino - 50 a 59 anos
1° lugar: Gilberto Alves da Silva
2° lugar: Francisco de Assis
3° lugar: Demeval Pedro Morais

Feminino - 60 anos ou mais
1° lugar: Marilúcia Gonçalves da Silva

Masculino - 60 anos ou mais
1° lugar: Jonas Bernardo da Silva
2° lugar: Oseas Teixeira de Assunção
3° lugar: Ivo Paulino da Silva

(Da Assessoria de Comunicação da Prefeitura. Fotos: Hilton Marques).

domingo, 20 de janeiro de 2019

HÁ 37 ANOS O BRASIL PERDIA ELIS REGINA


No sábado passado, 19 de janeiro de 2019, completou 37 anos da morte de Elis Regina.

Hoje fazemos uma homenagem especial à excepcional cantora, que se eternizou graças à voz privilegiada, às interpretações singulares e ao repertório sempre caprichado.

Quase quatro décadas depois, Elis vive nas canções, nos vídeos, no coração dos fãs e principalmente nos filhos Pedro Mariano, João Marcelo e Maria Rita.

A PIMENTINHA - Com apenas 36 anos de idade, na melhor fase de sua carreira artística, Elis Regina morreu em janeiro de 1982, causando um choque em milhões de brasileiros que eram seus fãs e/ou admiradores. A artista era tão importante para a música popular brasileira que a revista Veja, a publicação semanal com maior tiragem no país na época, dedicou uma edição especial à cantora e seu trágico desaparecimento. A “Pimentinha”, como tinha sido apelidada pelo poeta e compositor Vinícius de Moraes, foi vítima de uma overdose resultante da mistura de bebida alcoólica e cocaína.

Elis Regina nasceu em Porto Alegre, no dia 17 de março de 1945. Na capital do Rio Grande do Sul, com apenas 11 anos, fez sua primeira apresentação em rádio, cantando na Farroupilha gaúcha. Antes mesmo de sair do Sul gravou seus primeiros discos e ficou mais conhecida quando começou a participar de um programa de TV, nos anos 60, intitulado “O Fino da Bossa”. Ela e o cantor Jair Rodrigues fizeram dupla, durante uns tempos, apresentando juntos o citado programa de televisão.

Nestes primeiros tempos da carreira, Elis era muito bossa nova e cantava também alguma coisa de samba. A partir dos anos 70, evoluiu como intérprete, passou a usar a voz como ninguém e se tornou eclética. Seus discos passaram a incluir a autêntica MPB, sambas, pop e até rock. A artista passou a revelar novos compositores, como Victor Martins e Belchior, que se tornou mais conhecido após a gravação de “Como Nossos Pais” pela Pimentinha.

A cada ano a Elis arrebentava, como fez quando gravou “Travessia”, numa interpretação memorável que superou a do próprio Milton Nascimento. Ainda na década de 70 gravou um disco com Tom Jobim que é uma das obras primas da música popular brasileira dos últimos 40 anos. Outro compositor brasileiro beneficiado pela voz incrível da cantora gaúcha foi Renato Teixeira. “Romaria” se tornou um grande sucesso com a nossa personagem, passando depois a ser regravada por muitos outros cantores e se tornando um dos hits da música nacional nos anos 70 e 80, principalmente.

Elis cantou músicas de Adoniram Barbosa (Saudosa Maloca), Tim Maia , Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque e Roberto Carlos (As Curvas da Estrada de Santos). Foi uma das primeiras a desafiar as patrulhas elitistas e gravar o rei, considerado brega, alienado ou simplista demais pelas esquerdas e intelectuais do País.

Ao longo da relativamente curta carreira, Elis Regina gravou cerca de 30 discos, entre compactos simples e LPs. Quando morreu o CD ainda estava chegando ao Brasil. Passados 28 anos de sua morte, permanece viva na memória dos que a ouviram em disco ou tiveram o privilégio de vê-la num show, como o que fez no Teatro Santa Isabel, no Recife, pouco tempo depois do lançamento do vinil “Falso Brilhante”.

Hoje, temos que nos contentar com a saudade, com o que ficou registrado pelas gravadoras e em vídeo. Além disso, temos a Maria Rita, filha de Elis, parecida fisicamente com a mãe, com uma voz que também lembra muito a da Pimentinha e que tem se destacado nos últimos anos com um repertório de bom gosto.



LEMBRANÇAS DE ELISPassados 37 anos da morte de Elis Regina, a artista ainda é lembrada como se tivesse se despedido pouco tempo atrás. E muitos, que nem sonhavam em nascer, quando ela se foi, são seus fãs e se deliciam com sua voz interpretando como ninguém “Travessia”, “Como Nossos Pais”, “Romaria” ou a despretensiosa “Alô, alô Marciano”.
Tivemos Eliseth Cardoso e Ângela Maria no passado, nas últimas décadas surgiram grandes vozes como Marisa Monte, Ana Carolina e Vanessa da Mata. E temos a Simone, Maria Betânia, Gal Costa... Todas elas maravilhosas, brilham no palco, escolhem bem o repertório dos seus álbuns. E a Maria Rita, tão parecida com a mãe, na voz, no jeito de cantar...

Mas nenhuma delas se compara a Elis. É uma opinião pessoal minha, mas tenho certeza compartilhada por muitos. Não é à toa que a maioria dos críticos de música do país não cansa de avaliar a gaúcha como “a melhor cantora do Brasil”.

Elis Regina Carvalho estava no auge de sua carreira. Uma infeliz overdose de quem nem era viciada em drogas. Deixou um buraco no país. Uma lacuna na vida artística nacional que ainda não foi preenchida.

Por que ela era a melhor?

Porque além de muito talento, muita voz, Elis evoluiu com o passar dos anos. De intérprete de sambas e bossa nova incorporou o novo ao seu repertório. Revelou compositores e passeou com desenvoltura por Roberto Carlos, Rita Lee,   Chico Buarque, Milton Nascimento,  Belchior, Fagner,  Gonzaguinha, Ivan Lins, Tom Jobim, João Bosco e Aldir Blanc, Adoniram Barbosa, Ary Barroso, Pixinguinha, Toquinho, Vinícius de Moraes...

Elis Regina cantava com todo seu corpo, com alma, com extrema sensibilidade. Intérprete sem igual, e que voz...

Basta você pegar o disco Falso Brilhante, de 1975, para se deliciar e confirmar: “É, essa aí é a melhor de todas...”

No disco citado, que consagrou de vez a sua carreira, ela arrasou na interpretação de “Como Nossos Pais” (Belchior), emocionou com Gracias a la Vida (Violeta Parra), brincou cantando Jardins de Infância (João Bosco e Aldir Blanc), reforçou a beleza de Tatuagem (Chico Buarque) e renovou os belos versos de Fascinação (na versão de Armando Louzada).

Tem uma música gravada por Elis Regina - e não é das mais conhecidas - que sempre entendi como uma espécie de premonição de sua viagem precoce. Nem mesmo nas boas coberturas da Globo sobre a morte da artista vi uma citação a esses versos de Lourenço Baeta e Cacaso.

Na interpretação arrojada, perfeita de Meio Termo, a pimentinha praticamente avisava que ia nos deixar tão cedo:

MEIO TERMO

Ah! Como eu tenho me enganado!
Como tenho me matado
Por ter demais confiado
Nas evidências do amor
Como tenho andado certo
Como tenho andado errado
Por seu carinho inseguro
Por meu caminho deserto
Como tenho me encontrado
Como tenho descoberto
A sombra leve da morte
Passando sempre por perto
E o sentimento mais breve
Rola no ar e descreve
A eterna cicatriz
Mais uma vez
Mais de uma vez
Quase que fui feliz
A barra do amor é que ele é meio ermo
A barra da morte é que ela não tem meio-termo.

Você pode também conferir meio termo assistindo o vídeo do YouTube. É demais!


*Fotos: 1) bognews.com; 2) correiocidadeonline.com.br

BETÂNIA COMENTA POSSÍVEL APOIO DE IZAÍAS


Depois que o deputado federal Gonzaga Patriota, em visita Garanhuns considerou o nome da vereadora Betânia de Ação Social com força e credibilidade para disputar a prefeitura do município, o blogueiro Gidi Santos divulgou uma matéria informando que o próprio prefeito Izaías Régis não descartava o apoio à parlamentar.

Com boas ligações no Palácio Celso Galvão, Gidi revelou que até mesmo a estrutura de campanha necessária Izaías estava disposto a oferecer a Betânia.
A vereadora, que nunca se lançou como pré-candidata à prefeitura municipal, em contato com o blog, comentou tanto as declarações do deputado, como a notícia relacionada com o prefeito.

Segundo ela, o deputado Gonzaga Patriota é um aliado político e um amigo e pode estar lembrando o seu nome para a disputa municipal pela proximidade e afinidade dos dois. “Ele, porém, como homem público de 10 mandatos, tem autoridade suficiente para opinar sobre a política de Pernambuco e de Garanhuns e sua palavra muito me honra”, salientou.

Betânia, por outro lado, disse que ficou lisonjeada pelo prefeito reconhecer a força do seu nome. “Se Gidi expressou realmente a opinião de Izaías, fico muito feliz. Porque revela que ele amadureceu politicamente e reconhece nossa atuação parlamentar, apesar de divergências no campo político. Eu faço oposição à administração e não a Garanhuns”, pontuou.

Por outro lado, Betânia da Ação Social disse que se seu nome for incluído num projeto majoritário, isso acontecerá pela vontade do povo e que o apoio dos eleitores é mais importante do que de qualquer liderança ou mesmo dinheiro para campanha.

“Até porque, se eu chegar a ser candidata – e não tenho essa ambição – e vencer a eleição, no Palácio Celso Galvão serei independente como sempre fui. Meu compromisso será somente com o povo de Garanhuns e não farei acordos para encobrir os malfeitos de ninguém”, concluiu.

*Na foto a vereadora Betânia com a filha Fabiana Monteiro.

O CAMBISTA E A LAMBRETA


Causo de Junior Almeida

A banca de jogo de bicho “A Sorte” foi fundada em 1937, segundo as informações que constam na placa de identificação em sua fachada. Sua sede fica em Garanhuns, na Rua Santos Dumont, próxima à Praça João Pessoa, no local conhecido como “Brás”, mas, suas filiais e seus passadores de jogo, os chamados cambistas, estão espalhados pela cidade e por toda região do Agreste Meridional de Pernambuco. Em Capoeiras, município vizinho à Suíça Pernambucana ocorreu um episódio no mínimo curioso, que merece registro, envolvendo um funcionário da referida banca. Foi assim:


Corria a década de 1970, e já existia na cidade de Capoeiras, havia algum tempo, a sua “banca de jogo do bicho”. Por essa época quem gerenciava o negócio, que desde que se estabeleceu na terrinha, funciona no mesmo lugar, era um sujeito com pouco mais de 60 anos, vindo das bandas de Belo Jardim. Era ele quem abria e fechava a casa, que recebia o jogo dos cambistas e que pagava os prêmios. Era gente de confiança do dono. O homem passava a semana toda por essas bandas, comendo de freguesia nos hotéis e bares locais, tomando banho de cuia e fazendo suas necessidades num precário banheiro do imóvel, e dormindo num quartinho nos fundos da banca, só indo pra casa nos sábados depois da extração da tarde e retornando na segunda-feira logo cedo.


O cabra era “desenrolado”, bom de amizades, mas meio bruto. Zangava-se com facilidade quando brincavam com ele ou quando se via contrariado. No seu deslocamento não pagava condução, pois ia e vinha montado em sua lambreta verde e branca, essa com aproximadamente 20 anos de uso. Mesmo com essa idade toda a “bichinha” nunca tinha dado o prego, e o cambista se derretia em elogios gabando a sua máquina. O sujeito pegava os 55 quilômetros de estrada, de barro naquele tempo, que separam Capoeiras de Belo Jardim, e aproveitava a viagem para ganhar mais uns trocos pelo caminho, passando jogo na Vila Maniçoba, Sítio Una, cidade de São Bento e outros locais até chegar à Terra do Bituri.


Com o passar do tempo já muito conhecido na cidade, pois não é que o cambista começou a namorar por essas terras? Mesmo casado, com mulher e filhos morando em Belo Jardim, o cabra começou de chamego com uma dona que tinha aparecido na terra dos Borregos, e seu comportamento, antes exemplar, começou a mudar. Mesmo tentando esconder o romance com a quenga, ele não conseguia disfarçar, pois passou a ser relapso em seus afazeres. Muitas vezes abria a banca tarde, já tendo gente esperando pra jogar, saia pra almoçar e enchia a cara de cachaça, deixava de recolher apostas em determinados pontos e já tinha chegado ao ponto de pagar do próprio bolso uma sorte, por não ter recebido no horário o talão de um cambista.


Como o lucro da banca diminuíra, tudo por culpa do novo comportamento do gerente da casa, o dono foi à Capoeiras saber o que estava acontecendo. Não demorou achar quem o deixasse a par da situação. O cambista era empregado de muitos anos e não perdeu seu trabalho, mas não deixou de ser severamente advertido, com a ordem expressa que deixasse a rapariga, pois seu emprego dependia disso. Como se não bastasse a regulagem do patrão, o cambista soube de uns namoros da mulher que ele julgava ser só dele e a sua lambretinha começou a dar defeito, deixando-o com um mau humor desgraçado.


-É a peste mesmo! Além de estarem comendo minha nega, minha lambretinha, que nunca tinha dado defeito, agora inventou de viver se quebrando. Só falta mesmo agora, o “bicho” atentar, e a minha mulher descobrir tudo. Dizia um enfezado cambista.


Não era difícil ver o cabra nas ladeiras de Capoeiras tentando botar a lambreta pra pegar no tranco. Alguns, escondidos, evidentemente, mangavam de toda aquela situação. Umas carolas até insinuavam que a maré de azar do cambista era castigo por ele ter arrumado uma “asa negra”, termo como se referiam a uma puta.


Quase em frente à banca, um pouco mais pra baixo, sendo do outro lado da rua, atual Praça João Borrego, existia o bar e sinuca do Mestre Lau, prédio que fica entre a loja de Celso e o supermercado de Jaelson. Pois bem. Em uma tarde de sábado do verão de 1974 ou 1975, o bar estava lotado. Muitos “aperuavam” uma disputada partida de sinuca entre Aleluia e Neílton de Dona Betinha, então os dois melhores jogadores da cidade. Além do jogo das sete bolas no sinucão, outra coisa chamava a atenção naquele dia: o cambista que por fina força tentava colocar a sua lambreta pra pegar no tranco. O sujeito subia a ladeira empurrando seu transporte e descia tentando fazer com que ela ligasse. Vez por outra a lambreta dava uns tiros.


-É o platinado! Palpitavam alguns.


Foi tanto tiro de lambreta nesse dia, que as pessoas nem reparavam mais a tragicômica cena. Para os presentes no bar do Mestre Lau, o jogo de sinuca e as apostas, seriam mais interesses pra eles, mas isso só até ouvirem uns tiros com um barulho diferente. O cambista já tinha subido a rua empurrando sua lambreta pelo menos umas cinco vezes, e descido em igual número montado, tentando colocá-la pra pegar. Tava suado, cansado, e puto da vida. Pronto pra brigar com qualquer um que ousasse dizer uma piadinha. A gota d’água para explodir em fúria foi um “coice” que levou de sua lambreta. Ainda montado na moto, acionou o seu pedal com o pé, na última tentativa de fazer o motor pegar, mas a peça pegou compressão e deu retorno na canela do cabra.


-Puta que pariu. Febre do rato. Peste! Esbravejou o homem, ao pular da lambreta, deixando-a cair no chão.


Na calçada da banca o cambista pulava num pé só, tentando em vão aliviar sua dor. A pancada havia sido tão grande que no exato local do “coice” estava parecendo mais uma manga, tamanho o hematoma. A perna do cambista começou a sangrar, sujando toda calçada e, isso fez com que ele tomasse atitudes extremas. Entrou na banca, abriu a gaveta do seu birô e pegou seu 38. Babando de ódio o cabra descarregou toda sua fúria e as balas do seu revólver na indefesa lambreta, que já estava caída no chão. Do bar do Mestre Lau o povo ouviu os tiros, percebendo que não eram mais os da lambreta. Dentre os que assistiam o desafio de sinuca, o policial militar Magalhães, que pensando em se tratar de uma briga, correu até o local, se entrincheirando, mas de arma na mão. Com Magalhães à frente, o povo correu atrás, inclusive os jogadores, para ver o que tinha acontecido. Em frente à banca, todos puderam ver o “corpo” estendido no chão. Pobre lambreta, que tanto tinha servido ao seu dono, agora jazia sem vida, com seu coração vazando seu negro sangue nas ruas de Capoeiras.


Algum tempo depois dessa “morte”, o cambista, se supõe, reatou o romance com sua quenga e, depois arrumou um esquema de passar a mão no dinheiro do patrão, recebendo antes dos outros o resultado da extração do bicho. Com a ajuda de quem passava os números, era colocado um anúncio na rádio dizendo que tinha sido roubado um carro de placa tal. Era essa a senha para o roubo. O gerente de Capoeiras botava uns laranjas seus comparsas pra jogar por ele, gratificando-os pela fraude. Não foi muito tempo e o esquema foi descoberto, tendo o cambista que fugir para não arcar com maiores consequências.