segunda-feira, 18 de março de 2019

TORCIDA DO NÁUTICO ROUBA A CENA COM FAIXA NO ESTÁDIO: "QUEM MATOU MARIELLE FRANCO?", QUESTIONA


Náutico foi melhor do que o Santa Cruz na partida de ontem à tarde, nos Aflitos. O Timbu teve maior posse de bola, chutou mais a gol, cobrou o dobro de escanteios e teve pelo menos duas boas chances de estufar as redes. Mas o jogo terminou mesmo no 0 x 0, o terceiro empate entre as duas equipes este ano.

Torcida do Náutico, que esteve presente em bom número ao estádio, terminou sendo destaque, mais do que os jogadores.

É que um grupo de torcedores abriu uma grande faixa nos Aflitos com a indagação incômoda (para alguns): “Quem mandou matar Marielle?”.

TV Globo Nordeste, que exibiu a partida, num determinado momento não teve como evitar que o questionamento fosse visto em todo o Brasil.

Resultado: O fato hoje é destaque na imprensa regional e nacional, com chamadas em sites e portais como Fórum, Leia Já, Diário do Centro do Mundo e muitos outros.

Política e futebol se misturaram mais uma vez. Já foram presos os supostos assassinos da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL).

O que a torcida alvirrubra e muitos brasileiros querem saber é quem foram os mandantes do crime.

A PRESENÇA DA FAMÍLIA VAN DER LINDEN EM GARANHUNS



Por Hélder Carvalho

Em um domingo de céu limpo e cheio de boas lembranças , em um carro 1927, a bordo várias gerações da família van der Linden: a filha do Dr. Ruber van der Linden, Isolda, seu esposo, a filha Maria e o genro. 

Vieram passear em Garanhuns depois de anos, e, em nossa jardineira, tivemos a grata companhia da minha esposa, Ana van der Linden, sua mãe e nossas proles. 

Passeamos pelas avenidas onde o Dr. Ruber desenhou o bairro de Heliópolis, suas ruas e avenidas. O que me deixou mais surpreso foi, em 1925, ele imaginar fazer uma avenida (a atual Rui Barbosa) com duas vias, que, até os dias de hoje, é uma das mais importantes da nossa cidade. 

Foram projetos do Dr. Ruber os parques Euclides Dourado e Pau Pombo, as praças João Pessoa e Dom Moura, o Hotel Tavares Correia. 

Em menos de 49 anos de vida (1898-1947), esse filho ilustre de Garanhuns transformou definitivamente a cidade, dando a ela o aspecto moderno que tanto nos encanta. Uma memória que merece e precisa ser preservada. 

Sugiro um dia o poder público criar um prêmio de inovação e gestão com o nome “Prêmio Ruber van der Linden", pois esse garanhuense foi quem idealizou esta cidade para ser uma das mais belas do Estado. 

Aos 20 anos, ele já estava instalando os serviços de água e luz de Garanhuns, isso em 1919. 

A triste parte dessa linda história foi escrita com a lamentável demolição de sua casa, o “Castelinho”. Segundo sua filha, o gestor municipal da época teria dito que seria feita uma clínica, que a casa não mudaria na arquitetura original do ano de 1946. 

Triste o fim de um lugar que poderia preservar toda a história desse gênio, filho desta amada terra. Ainda segundo a senhora Isolda, seu pai, além de falar cinco línguas, escrevia para revistas do sul do país e até do exterior, pois os experimentos que fazia eram de se admirar. 

Digo sempre esta frase: se queremos preservar o presente, temos que dar uma olhada no passado para reconhecer quem fez e faz por nosso município.

MORADORES REIVINDICAM ÁGUA PARA CASTAINHO


Todos os integrantes da Associação da comunidade quilombola do Sítio Castainho, acompanhados do ex-vereador Mário Faustino, estiveram com a direção da Compesa, no Recife, quando foram recebidos por Aldo Santos.
Na oportunidade, os garanhuenses pediram agilização nas obras que vão garantir água encanada para os moradores do Castainho.
Segundo Mário Faustino, o encontro foi muito proveitoso e o diretor da Companhia deixou claro que a ação será realizada.
Acadêmica de Direito Wanderlucia Faustino também acompanhou o encontro na capital pernambucana.

SILVINO E SILVIO COSTA FILHO CONVERSAM SOBRE POLÍTICA



Em visita a Garanhuns,  o deputado federal Silvio Costa Filho (PRB) esteve com o ex-prefeito do município Silvino Duarte neste domingo, dia 17. Durante o encontro, o parlamentar agradeceu o apoio recebido na campanha passada e se colocou à disposição do município,  revelando a intenção de  estreitar cada vez mais a relação com a cidade, visando para trabalhar lado a lado com o prefeito Izaías Régis. 

Para Silvio Costa, o ex-prefeito foi um grande gestor, tem articulação e vai continuar ajudando nas lutas de interesse de Garanhuns. “O ex-prefeito Silvino é uma liderança que vai nos ajudar a pensar ações e projetos para a cidade. Tive a oportunidade de me colocar à disposição, estreitar nossa relação e discutir as necessidades e ações para o município, ao lado do prefeito Izaías. Além disso, não tenho dúvida que ele é fundamental para o fortalecimento do nosso projeto em Garanhuns”, pontuou o deputado. 

Segundo o ex-prefeito Silvino Duarte, Silvio é um parlamentar que tem futuro e continuará ajudando a região e o estado. “Ele entende muito de política e tem um futuro grande no nosso estado e em Garanhuns. Durante nosso encontro conversamos sobre os problemas e as necessidades da cidade e da região. Como estivemos juntos nas eleições de 2018, nós vamos continuar construindo futuro”, destacou. 

O médico Silvino Duarte foi prefeito de Garanhuns por oito anos, entre 1997 e 2004, além de eleger o sucessor e apoiar o atual prefeito Izaías Régis. Antes de assumir a prefeitura foi vereador e vice-prefeito do município. Entre as obras e ações está a construção da nova entrada da cidade, a entrega da praça Mestre Dominguinhos, além de uma série de obras estruturadoras.

Silvino ainda tem muito prestígio em Garanhuns e seu nome é lembrado com frequência para concorrer à prefeitura novamente. (Texto da Assessoria de Imprensa de Silvio Costa Filho, com pequenas alterações).

ARCOVERDE TEM CENTRO DE CUIDADOR DO IDOSO



Por Amannda Oliveira (Blog Falando Francamente)
O Brasil está envelhecendo a passos largos. A Organização Mundial de Saúde estima que em 35 anos um em cada três brasileiros seja idoso. Para as famílias com idosos encontrar um profissional que tenha conhecimento técnico para cuidar do seu ente querido é um desafio. Assim como, saber cuidar dos seus de forma adequada. Pensando no mercado de trabalho cada vez mais crescente no que concerne a essa temática, o Centro de Inclusão de Arcoverde abre na próxima quinta-feira, 21 de março, as inscrições para o Curso de Cuidador de Idoso.
Entre o conteúdo abordado, está o Estatuto do idoso, alimentação, atividades físicas, a Identidade do Idoso Brasileiro, Saúde na Terceira Idade, Medicamentos e Envelhecimento, Prevenção de Quedas, Transtornos Mentais em Idosos, Demência, Depressão,  Doença de Alzheimer , entre outros.
Podem se inscrever pessoas a partir de 18 anos, que possuam ensino médio incompleto e que apresentem Número de Identificação Social – NIS, CPF, Identidade, Comprovante de Residência e Comprovante de Escolaridade.
Não podem se cadastrar pessoas que residam em outros municípios, alunos do Centro de Inclusão ou que tenham desistido de cursos em 2018 ou 2019.
As aulas acontecerão as segundas, quartas e quintas-feiras no turno da tarde.
As inscrições acontecem no Centro de Inclusão na Avenida José Bonifácio, 603, no bairro São Cristóvão, vizinho a Marcelo Vidros. Maiores informações através do telefone (87) 3822-4557.v

domingo, 17 de março de 2019

O PINTOR DA ESTÁTUA DE SÃO JOSÉ


Por Junior Almeida

No começo de 2000, final de fevereiro, inicio de março, a cidade de Capoeiras se preparava para festa de São José daquele ano, que prometia ser uma das melhores dos últimos tempos, pois seria uma espécie de carnaval fora de época.  Trios elétricos com bandas de axé, barracas de bebidas e toda estrutura já estava contratada e anunciada pela prefeitura local. Com o sucesso dos blocos Me Leva e Batata Acesa em 1997 (primeiro ano que se fez festa de rua com blocos uniformizados), naquele ano as grandes atrações seriam os blocos Pisadinha e o Cacha- Samba, tendo esse último a sua diretoria formada por jovens frequentadores do Bar do Gago, que costumavam animar as feijoadas do sábado com seu pagode.


Junior, Douglas e Thiago, filhos do Gago, Wilker, Rodrigo Cordeiro, Marquilano, Adelson Santana, André e Gutumberg Benevides, o Guto, figura ímpar de Capoeiras, a alegria em pessoa, entre outros, eram os cabeças da turma. Com a caricatura de um bebum careca desenhada por Junior do Gago numa camisa laranja, e com muita organização o Cacha- Samba abriu a sua sede próximo a igreja matriz, vizinho ao Mercado de Taraó.  Na sede além da venda dos kits do bloco, as pessoas se reuniam para beber, ouvir música, jogar dominó e canastra, e assim passar o tempo.


Num início de semana, na parte da tarde, a sede do bloco já estava com alguns dos seus frequentadores, e pela cidade funcionários da prefeitura ajustavam as coisas nas ruas para receber as pessoas durante a festa que estava por vir. Eletricistas espalhavam fios com lâmpadas pela cidade, as gambiarras. Muitos peões capinavam o mato nas frestas do calçamento, outros pintavam os meios fios e árvores da Praça João Borrego com cal. Na igreja, profissionais em pintura estavam todos empenhados em deixar a Casa de São José novinha em folha para a festa em sua homenagem. Os menos experientes apenas faziam a raspagem da tinta velha, enquanto os mais gabaritados rebocavam, aplicavam massa corrida e pintavam.


Algumas escadas enormes, andaimes do mesmo tamanho nas laterais e na parte interna do templo eram usados pelos pintores.  As paredes externas das partes mais altas da igreja eram o grande problema para conclusão do serviço. A torre com toda a sua imponência era pintada por poucos, e a estátua de 2 metros do Padroeiro São José, era pintada por apenas um Homem em Capoeiras: Zé Urubu. O pintor com cerca de um metro e oitenta de altura, e na época com mais de 60 anos, tinha a admiração dos demais colegas pela proeza de subir na torre da igreja, e na parte exterior mais alta, pintar a imagem do santo.


Pessoas que passavam na rua olhavam espantadas para o velho pintor. Na sede do Bloco Cacha-Samba não era diferente a admiração. Nesse dia, os amigos reunidos bebendo e observando Zé Urubu na torre da igreja. Junior do Gago elogiando a coragem do pintor disse aos demais:


- Quem de vocês teria coragem de fazer isso? Sei que ele trabalha nessa altura, mas com certeza tem medo.


Nisso gerou a discussão, se Zé Urubu tinha ou não medo de estar ali, no alto da torre.  Guto para acabar o impasse logo se prontificou em tirar a dúvida dos amigos, e foi da sede para a calçada da igreja. Usando as duas mãos na boca em forma de funil para amplificar o som de sua voz. Olhando pra cima em direção ao pintor, gritou:


- Ô Seu Zé, o Senhor não tem medo de cair daí não?!


Zé Urubu ouvindo os gritos que vinha lá de baixo, se segurou no santo, olhou para baixo onde estava o jovem rapaz.
Da calçada onde estava Guto repetiu gritando a sua pergunta:


- Seu Zé, o Senhor não tem medo de cair daí não?!


O experiente pintor se sentiu orgulhoso com o que estava fazendo, por saber que era admirado por sua coragem, e respondeu:


- Tenho medo não meu filho. Se eu for cair São José me segura.


Guto agradeceu a resposta, e voltou para junto do grupo. Curiosos em saber a resposta do pintor, todos queriam saber o mesmo tempo o que ele tinha falado.


-E aí Guto, o que ele disse? Quis saber Marquilando.


Guto com um sorriso sarcástico, caminhando ainda para a sede do bloco, com os polegares apontando para trás o local que Zé Urubu estava, falou:


- "Véio" besta da peste. Disse que se ele fosse cair, São José o segurava. Olha só, se o santo vai soltar o Menino Jesus pra pegar ele?!

Ninguém se aguentou. A gargalhada geral.

UMA HOMENAGEM SINGELA A JOÃO DE BOLINHA


Roberto Almeida 

Meu primeiro artigo em jornal, bem antes de ir morar no Recife e iniciar o curso na Universidade Católica, foi publicado no jornal O Monitor, em 1976. O diretor do veículo impresso era Aguinaldo Barros, um profissional de comunicação de mão cheia.

No Colégio Quinze de Novembro, durante quatro anos, fui colega de turma de Ariadne Barros, que se tornou odontóloga e que Deus levou há algum tempo, ainda jovem.

Depois se foi seu irmão, Bayron Veras, vítima de um acidente de carro. Nos tempos do Colégio XV, ele estava um ano à minha frente.

Conheci outros dessa tradicional família garanhuense, caso de “Zeca”, que foi secretário no Governo Silvino, Adilson, professor do Colégio Diocesano e Seu Reinaldo, a quem meu pai comprou durante muitos anos, no seu estabelecimento na Rua Melo Peixoto.

E,  claro, conheci de perto o Sr. João Barros, conhecido como João de Bolinha.

Tinha o seu comércio lá para os lados da Rua Manoel Borba, era presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Garanhuns e uma pessoa humana, afável, sempre sorridente.

Quando saía uma edição do Correio Sete Colinas, jornal que circulou durante 15 anos na cidade, seu João, solicitava pelo menos 50 exemplares. Ele sempre os levava em viagens pelo Brasil, para divulgar através do impresso a sua Garanhuns.

Foi assinante do jornal desde o início até o fim, lamentando quando o periódico deixou de existir, porque o trabalho jornalístico se tornou mais viável pela internet.

Neste sábado, foi com tristeza que tomei conhecimento da morte de João de Bolinha,  por um grupo do WhatsApp. Hoje a notícia repercute em outras redes sociais, como o Facebook.

Dá para perceber como João de Barros e Silva era querido pelos comerciantes, pelos colegas da imprensa, pelo povo de Garanhuns.

Deixa aqui uma lacuna, mas vai fazer companhia lá no céu a outros entes queridos da família, como Aguinaldo, Ariadne e Bayron.

A todos da família Barros a minha solidariedade, os meus sentimentos mais sinceros por um homem verdadeiramente de bem.

Que Deus o acolha com muita luz, com toda honra.

Garanhuns, neste domingo, chora por João de Bolinha, mas sabe que ele aqui semeou o bem e cumpriu a sua missão.

O MUNDO ANTES DA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA


Por Michel Zaidan Filho 

Os professores da linha de Direito do Trabalho e Teoria Social, do programa de Pós-graduação em Direito, da UFPE têm discutido muito sobre o objeto formal do Direito do Trabalho. Iniciou-se, na área, uma linha de investigação que toma “o trabalho livre e subordinado” como o alvo por excelência do chamado Juslaboralismo. É interessante a discussão porque “o trabalho livre e subordinado” é a atividade laboral alcançada pela legislação trabalhista brasileira, ora profundamente ameaçada pela lei da Terceirização e a reforma trabalhista (e pela PEC da reforma da previdência Social). Há, entre os estudiosos da área, muitas críticas ao “trabalho livre e subordinado”, como objeto da Justiça do Trabalho, sobretudo seu caráter de reprodução das relações sociais assalariadas em regime de exploração capitalista da força de trabalho. Tudo isto vem acontecendo num momento em que o mundo parece ter virado de “ponta-cabeça” e nada parece estar seguro na regulação jurídica das relações sociais. Questiona-se até se tem sentido a existência da Justiça trabalhista e o próprio Direito do Trabalho.

O mundo nem sempre foi assim. A Legislação do trabalho – tal como a conhecemos – é fruto das lutas sociais na história da república brasileira, mormente depois da Primeira Guerra Mundial e a Revolução de Outubro. O constitucionalismo social avançou muito depois destes eventos, sob o acicate da organização sindical dos trabalhadores. Nem sempre existiu a regulação jurídica das relações de trabalho. No início, era o Direito Civil (e a teoria da autonomia da vontade nos contratos civis) que regulava as relações laborais (“locação de trabalho”). Não havia ainda a menor preocupação em proteger o “hipossuficiente”, na relação entre patrão e empregado. Era coisa privada, regida pelo Código Civil, mediante um contrato de locação de serviços (curiosamente, hoje, haja quem defenda a volta desse pensamento). Durante o largo período de hegemonia do anarcosindicalismo e do   sindicalismo revolucionário no Brasil, os trabalhadores mais politizados desdenhavam da intervenção do Estado no mercado de trabalho.  Confiavam na auto-organização dos trabalhadores, através da ação direta, no âmbito das fábricas e oficinas. Eram militantes infensos à qualquer forma de institucionalização de direitos sociais. Só acreditavam na “ação direta” e na organização dos próprios trabalhadores (nem Estado, nem partido, nem patrão).

O advento de uma Legislação Social-trabalhista no Brasil é resultante das crises do liberalismo oligárquico da década de 20 e, sobretudo, da Revolução de 1930, quando os trabalhadores (“desorganizados” e controlados) passaram a fazer parte do contrato social da Nova República (Populismo). Daí o mito da outorga dos direitos trabalhistas por Getúlio Vargas. Desde da famosa Lei de Sindicalização, de 1931, foi instituída a cobrança compulsória do imposto sindical e o seu repasso aos sindicatos, sob a supervisão do Ministério do trabalho: ficando os sindicatos na obrigação de prestar contas minunciosamente do uso desse dinheiro.

O mundo sindical-trabalhista, com exceções, passou a se alimentar dessa massa formidável de recursos arrecadados compulsoriamente da folha de pagamento dos trabalhadores, com o seu consentimento ou não. E manteve uma burocracia que fez carreira no movimento sindical. Sempre houve que se opusesse a essa forma de sustento das organizações sindicais, lembrando que o mundo girava mesmo sem o imposto sindical obrigatório. Mas era evidente que os sindicatos, federações e confederações não estavam prontos para sobreviverem, de súbito, quando fosse interrompido o dreno financeiro da contribuição sindical obrigatória para as associações. Era necessário um período de transição, de fortalecimento das entidades sindicais e uma conjuntura econômica mais favorável. Cortar pura e simplesmente a contribuição obrigatória, com sindicatos pouco representativos e num ambiente de feroz desemprego e crise social, era como se fosse aplicar um golpe criminoso no movimento sindical, colocando nas costas dos trabalhadores, individualmente, a responsabilidade de contribuir ou não para a organização sindical. Resultado: muitos não entenderam a importância da intermediação associativa nas negociações trabalhistas. E preferiram dar as costas ao sindicato (e seu pedido de contribuição sindical voluntária) na ilusão de que, sozinhos, poderiam agora conseguir mais vantagens para si. Ledo e perigoso engano.

A recente medida provisória (objeto imediato de inúmeras ADins) que proíbe o desconto sindical na folha de pagamento dos trabalhadores é sim uma intervenção aberta do Estado na organização autônoma da classe operária e outros segmentos de trabalhadores. Os sindicatos tinham procurado contornar o problema aprovando projetos de negociação coletiva onde já estava presente o desconto sindical de cada trabalhador (e alguns magistrados já estavam sentenciando que os não associados daquela categoria não tinham direito à suas conquistas trabalhistas). A obrigação na hora presente de cada trabalhador assinar uma declaração de acordo com o desconto ou ter ele mesmo que recolher o desconto mediante boleto bancário se configura como ataque à organização dos trabalhadores e se beneficia da ignorância e das dificuldades materiais porque passam grande parte da classe trabalhadora, que não entende o importância estratégica dos sindicatos para a defesa de seus interesses.

Não há dúvida que o ideal da autonomia associativa passa pela auto-organização dos trabalhadores (incluindo a questão do seu financiamento). Mas não se imagine que isso possa acontecer num passe de mágica, de uma hora para outra. Isto é  um processo pedagógico que demanda tempo, conhecimento, educação político-sindical que os nossos operários ainda não dispõem.

*Michel Zaidan Filho é cientista político e professor da UFPE.
**Ilustração: Migalhas

FOBIA A JORNALISTA - Por Homero Fonseca


Foto: “Vulto Passando em Frente a um Graffiti na Av. Rebouças, numa Noite de Inverno”, São Paulo, SP -— Romulo Fialdini — In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras

ESTA noite tive um pesadelo: sonhei que era entrevistado por um jornalista.

FAZENDO minha caminhada matinal, cruzei num parque com um sujeito que tinha toda pinta de jornalista. Por precaução, avisei à Polícia.

FUI almoçar num restaurante e tinha uma moça conversando com um senhor e fazendo anotações. Jornaaaaaaaaaaalista!

CHAMEM o esquadrão anti-bombas! Tem uma caneta abandonada sobre um banco numa praça movimentada.

PASSEI num bar na happy hour: estava infestado de jornalistas disfarçados de homens e mulheres comuns.

VOLTAVA para casa e vi um vulto se esgueirando porta adentro. Entrei correndo, com o coração disparado, pronto pra defender minha família. Mas não era um jornalista. Era apenas um vendedor de Bíblias.

QUERIDA, parece que tem um jornalista debaixo da cama!

Homero Fonseca é jornalista, escritor e coach literário. Foi editor da revista Continente. Autor do romance "Roliúde", entre outros livros.

FILME SANSÃO E DALILA FAZ 70 ANOS

Por Altamir Pinheiro

O diretor do filme SANSÃO & DALILA lançado no ano de 1949, um super espetáculo épico bíblico teve o carimbo do cineasta  perfeccionista Cecil B. DeMille, uma superprodução que encantou multidões. Como esquecer a paixão arrebatadora entre o herói danita e a linda filistéia que descobre onde reside a força de Sansão e o trai por puro despeito? Até os anos 1970, em cidades interioranas brasileiras, reprisava-se esse épico religioso na Semana Santa. Depois passou a ser exibido na tevê na mesma data. Não é um bom filme, beira a caricatura e as caretas do ator Victor Mature desestimulam. Mesmo assim, em 1950,  o filme abocanhou dois Óscares de melhor cenografia em cores e melhor vestuário em cores.

Como nos conta o cinéfilo Paulo Telles, ao lado de O Maior Espetáculo da Terra (1952) e Os Dez Mandamentos (1956), SANSÃO & DALILA despontou como um dos trabalhos mais populares da fase sonora da extensa carreira de Cecil B. DeMille, após seu lançamento oficial em 1949 (no Brasil, o filme chegou em 1951), a projeção cinematográfica  baseado no Velho Testamento teve relançamentos e reprises pelo mundo nas grandes salas de cinema, e também pela televisão, como um dos cardápios principais da Semana Santa ou Natal. Justamente pelas reprises ao longo dos últimos setenta anos, que críticos divergem entre si quanta as qualidades de sua produção.

A sinopse do filme consta que, Sansão, um forte homem de uma tribo escravizado pelos filisteus, se apaixona por Semadar, uma devota ao reino dominante que se envolve com Ahtur, o que leva a uma guerra entre os dois povos. Na briga, Semadar acaba morta e sua irmã Dalila, que sempre amou Sansão secretamente, jura vingança. Ela planeja seduzi-lo para que ele revele seu segredo para entregá-lo ao seu líder, Saran de Gaza. Como curiosidades, o ator Burt Lancaster esteve cotado para interpretar Sansão e a   atriz Betty Hutton  para interpretar Dalila.

É preciso ter em mente que, muitas das histórias narradas na Bíblia Sagrada são fantásticas e dariam ótimos filmes, quer sejam elas verdadeiras ou lendas. A história de Sansão é uma delas!!! Na interpretação do diretor Cecil B. DeMille, a história de Sansão foi o que podemos chamar  de amor e traição, onde o grande destaque é Dalila. Se o ponto fraco desse filme é a interpretação  robótica de Victor Mature, a atuação de HEDY LAMARR como Dalila é o grande destaque do filme.  Ardilosa, cruel, manipulativa, sedutora e vil e, ao mesmo tempo apaixonante, é uma atuação para ficar durante muito tempo na memória do espectador. Vale muito a pena presenciar essa grande produção da história bíblica!!!  Recomendo-o.

Sansão, de acordo com a sua descrição na bíblia hebraica, foi um homem que liderou os israelitas contra os filisteus. A Bíblia relata que Sansão foi juiz do povo de Israel por vinte anos de 1177 a.C. a 1157 a.C. Distinguia-se por ser portador de uma força sobre-humana que, segundo a Bíblia, era-lhe fornecida pelo Espírito do Senhor enquanto se mantivesse obediente ao senhor dos Exércitos. Subjugava facilmente seus inimigos e produzia feitos inalcançáveis por homens comuns, como rasgar um leão  ao meio, enfrentar um exército inteiro e matar uma multidão de filisteus. De acordo com o texto bíblico, Sansão apaixonou-se por Dalila, a qual o traiu entregando-o aos filisteus, depois de saber sobre o segredo de seus cabelos. Sansão morreu sacrificando-se para se vingar de seus inimigos, após ter clamado a Deus pela restituição de sua força para um último e definitivo ato.

Baseado em conhecido episódio bíblico do Velho Testamento o cineasta trata com sua habitual espetaculosidade e uma ligeireza de aventura de histórias em quadrinhos, o relato com 128 minutos de projeção, abrigando a saga do famoso juiz dos hebreus Sansão (Victor Mature), conhecido por sua força descomunal, cujo segredo estava no comprimento de seus cabelos. Popis bem!!! Se o filme tem 70 anos de produzido, há 4 ou 5  décadas, na cidade de Garanhuns-PE, no Cine Theatro Jardim, este escriba que ora escreve ou tecla essas palavras abençoadas, por na época ser “DIMENOR” fui impedido de entrar devido à idade.  O filme era "ERÓTICO" demais. Há quem diga que SANSÃO & DALILA  foi o primeiro filme  em que o mocinho tinha mais peitos que a mocinha ...


GRATIDÃO - Por Givaldo Calado de Freitas


Escrevi a um amigo. Vi sua entrevista. Não fosse Bocão, meu nome não teria ido ao ar. Mas..., sem problema.

Devo dizer a você que recebi mais de duas centenas de comentários da gente da minha cidade. Todos, à sua maneira e ao seu estilo, a mim, estimulantes.

A essas pessoas, minha gratidão pela bondade e estima. 

Devo dizer que tenho muito de concreto realizado na minha cidade, e sempre parti de sonhos. Agora, para realizá-los, tudo fora à custa de muito trabalho e muita dedicação pessoal.

Não tenho discurso sem ação efetiva que o preceda. Embora, para mim, os feitos pretéritos devem ficar no pretérito. E só lá.

Vou continuar na defesa da minha cidade até quando Deus me permitir. Para ela peço todo dia a Ele um gestor futuro que pense como a maioria de sua gente. Que sonha com Garanhuns, gerando emprego e renda para todos, de janeiro a dezembro.

Da minha cidade, quero sempre falar de bem, como acabo de fazer na Câmara dos Deputados. Minhas primeiras palavras naquela Casa, você deve ter ouvido: “Acabo de chegar da ‘Cidade de Simôa’ e trago notícias de lá. Mais do que notícias de seu clima - o melhor do Brasil. Mais do que notícias de sua água - a mais mineral do planeta. Mais do que notícias de sua beleza. Mais do que notícias de sua natureza... Trago notícias de uma gente alegre, gentil e feliz”.

Tenho qualitativas em minhas mãos, e nelas confio. Ninguém arrefecerá minha postura. Só o Senhor do Universo.

*Empresário. Acadêmico. Figura Pública.

DANNILO GODOY FAZ AGRADECIMENTO


Quero agradecer a presença de todos os amigos (as) prefeitos (as) de Pernambuco e Alagoas, em nome de Patriota (Presidente da AMUPE) e Hugo Wanderlei (Presidente da AMA), na grande reunião do SOS Produtores de Leite, realizada em Bom Conselho. A nossa união faz a diferença.

Agradecer, também, a Dilson Peixoto (Sec. Agricultura de PE), que trouxe algumas medidas já tomadas pelo Governo do Estado.

E, parabenizar todos os produtores pela união e organização. Muito obrigado a todos!

Um forte abraço!
Dannilo Godoy.

FORRÓ DE VERDADE EM LAJEDO


sábado, 16 de março de 2019

GERSINHO FILHO VISITA FEIRA DA CEAGA


O Secretário de Agricultura de Garanhuns, Gersinho Filho,  percorreu a tradicional feira livre da Ceaga na manhã deste sábado.

Entrevistado pelo radialista Aurimar Ferreira, da Rádio Jornal, Gersinho falou sobre as melhorias que serão implantadas pelo governo do município.

Abordado por feirantes e compradores, ouviu elogios e sugestões, para melhoria tanto da feira da Ceaga,  quanto para as demais feiras livres do município.

A agenda que vem sendo cumprida pelo secretário faz parte de uma iniciativa do prefeito Izaías Régis e do vice Haroldo Vicente,  para levar setores da administração para mais perto da população.

Assim, o Secretário de Agricultura pode acompanhar o resultado das ações do Governo no cotidiano das pessoas e também ouvir críticas e sugestões.

Gersinho Filho é o nome mais cotado para ser o vice de Haroldo, na chapa apoiada pelo prefeito Izaías Régis.

ALUNOS SE SOLIDARIZAM COM VÍTIMAS DE SUZANO


Por Junior Almeida

Diante do enorme clima de consternação que tomou conta do país por conta da tragédia na cidade de Suzano, em São Paulo, onde na quarta-feira passada (13) dois supostos desequilibrados mentais, dois cabras safados, entraram na Escola Professor Raul Brasil e mataram oito pessoas e em seguida se mataram, alunos de várias escolas da nossa região se solidarizaram com as vítimas, e promoveram atos em que disseram não às armas e pediram paz.



Aqui em Garanhuns, discentes e funcionários do Colégio Santa Joana D'Arc realizaram momentos de reflexões  e orações em intenção das vítimas paulistas e, os alunos da ETE – Escola Técnica Estadual – Ariano Vilar Suassuna se reuniram e fizeram um quadro de recados, com mensagens de fé, conforto, solidariedade e esperança, endereçadas (mentalmente) aos colegas paulistas, mas também a eles próprios, que têm a consciência do que o que aconteceu em São Paulo, pode acontecer em qualquer  lugar. 



No Colégio Santa Sofia, instituição educacional/religiosa da Rede Damas, todas as quintas-feiras existe um momento de adoração e louvor ao Senhor, denominado SPH – Só Por hoje -, e o desta quinta foi de maneira especial emocionante, pois orações de funcionários e alunos da casa foram direcionadas às vítimas de Suzano.



Em Capoeiras, que vive o período de sua Festa de São José, alunos das escolas A Sementinha, Creche Ursulina Teresa de Jesus, Monteiro Lobato, Crescer, Colégio Municipal, além do Gedeão Rodrigues, da Vila Riacho do Mel, também homenagearam as vítimas da bárbara chacina. Na Matriz da cidade, durante a missa da tarde da quinta, o celebrante chamou ao altar dez pessoas com velas acesas, numa representação dos desditados de Suzano, pelos quais pediu orações.



Só lembrando que Bolsonaro assinou nesta semana o decreto que flexibiliza o uso de armas de fogo no Brasil e, um dos seus principais aliados, Major Olímpio, depois do episódio de Suzano, declarou que “se tivesse um professor armado na Escola Raul Brasil a tragédia poderia ser evitada”, dando a entender que qualquer leigo pode reagir num momento tão complicado como o da última quarta-feira. Se a tese do político do PSL fosse válida, Jair Bolsonaro, um experiente militar, não teria sido assaltado estando ele de arma na cintura.


*Fotos: 1- Capela do Colégio Santa Sofia; 2- Mural da ETE Ariano Suassuna; 3 - Matriz de São José, em Capoeiras; 4 - Escola Gedeão Rodrigues, também em Capoeiras.