JOÃO E RAQUEL - AGORA É QUE O JOGO VAI COMEÇAR


Desde o final de 2024 que são feitas pesquisas eleitorais em Pernambuco.

Na primeira que foi realizada, pelo Instituto Opinião, João Campos apareceu bem à frente, embora não fosse ainda nem pré-candidato.

Em 2025 e início de 2026 foram feitas mais de uma dezena de pesquisas. Em todas o prefeito do Recife ficou na frente, embora a diferença tenha sido consideravelmente reduzida.

Na verdade essas pesquisas com muita antecedência têm pouco valor, porque eleição se decide na reta final e algumas vezes um fato novo, perto do dia da votação, muda tudo.

Foi assim quando Jarbas Vasconcelos e Sérgio Murilo disputaram a prefeitura do Recife, em 1985.

Aconteceu em 2014, quando Paulo Câmara derrotou Armando Monteiro.

Raquel Lyra virou pra cima de Tony Gel, quando se elegeu prefeita de Caruaru, pela primeira vez, e Eduardo Campos que entrou com 4% na disputa para governador deu a maior lapada em Mendonça Filho, no segundo turno da eleição de 2006.

Sempre vejo a disputa deste ano como um dos maiores clássicos políticos da história pernambucana.

Os dois pré-candidatos, Raquel Lyra e João Campos, são de famílias de políticos, ainda não conheceram derrota em suas trajetórias e estão preparadíssimos para a campanha.

João é bem avaliado como gestor, tem mais desenvoltura nas redes sociais - que em 2026 pesarão bastante na campanha - e carrega uma herança forte, como bisneto e filho de dois dos maiores governadores de Pernambuco - Miguel Arraes e Eduardo Campos.

Raquel é filha do ex-governador João Lyra, neta do ex-deputado João Lyra e sobrinha de Fernando Lyra, que foi deputado federal por sete vezes e ministro da Justiça, no primeiro governo da redemocratização.

Ela sabe o que é política, tem um exército de prefeitos ao seu lado e do ano passado pra cá conseguiu melhorar seu desempenho no mundo digital.

Agora é que vem o pré-jogo. A partida ainda vai começar.

As pesquisas, que sempre representam o momento em que são feitas, contarão mesmo é daqui pra frente.

Passado o carnaval, os times serão efetivamente montados, vão começar os treinos e depois das convenções começa o jogo.

Ninguém é inocente em política. Quem conquista uma prefeitura como a do Recife e o governo de Pernambuco não  chegou lá à toa.

A fatalidade pode ajudar, mas só ela não basta.

Política não é para amadores. Tem de ser do ramo para chegar ao topo.

Os dois são do ramo neste caso, têm história, embora sejam relativamente jovens.

Daqui pra frente nenhum deles pode errar, porque a disputa pode ser decidida no detalhes.

João Campos, que terá de deixar a prefeitura do Recife, ficará mais livre para fazer acordos, percorrer o interior, empolgar ou não o eleitorado das quatro regiões do estado.

Raquel Lyra disputará no cargo, com a caneta, a máquina e a vontade imensa que demonstra de derrotar seu ex-partido, o PSB.

*Fotos: Diario de Pernambuco

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