CRÔNICA - MULHERES FORAM FEITAS PARA AMAR

Martinho da Vila e Adele, que foi acusada
   de plagiar a música de Toninho Geraes

"Mulheres", do compositor Toninho Geraes, foi gravada por Martinho da Vila em 1995.

Tornou-se um clássico da música popular brasileira.

Já tive mulheres de todas as cores

De várias idades de muitos amores

Com umas até certo tempo fiquei

Pra outras apenas um pouco me dei

Já tive mulheres do tipo atrevida

Do tipo acanhada, do tipo vivida

Casada carente, solteira feliz

Já tive donzela e até meretriz

Mulheres cabeças e desequilibradas

Mulheres confusas, de guerra e de paz

Mas nenhuma delas me fez tão feliz como você me faz.

É uma declaração de amor de um homem que teve várias, mas apenas uma marcou, foi ou é seu verdadeiro amor.

Alguém pode até enxergar um quê machista na música, mas a meu ver é mais uma celebração da mulher.

Principalmente aquela que te realiza.

E nunca é demais celebrar as mulheres, principalmente nos tempos atuais, quando elas são tão agredidas, atacadas, desvalorizadas, violentadas e, infelizmente, assassinadas.

Os agressores - as estatísticas mostram isso - normalmente são os próprios namorados, companheiros, maridos.

Em média quatro mulheres são mortas por homens todos os dias no Brasil.

São crimes covardes contra mulheres jovens e de qualquer idade, umas com filhos, outras grávidas, muitas pobres, mas têm ricas também sofrendo nas mãos dos machões.

Eles se tornam particularmente violentos quando são rejeitados, não aguentam ouvir um não e basta a palavrinha de três letras para desencadear a reação violenta.

Está aí o caso de Itumbiara, em Goiás, o que mais chamou a atenção da opinião pública nos últimos dias.

A mulher terminou o relacionamento, o marido não aceitou e se vingou da maneira mais absurda que se possa imaginar: matou os dois filhos, menores de idade e depois tirou a própria vida.

E ainda deixou mensagem, com sua mente doentia, para a mulher sentir culpa pelos seus crimes e carregar o fardo pesado pelo resto da vida.

Mulheres são mães, que cuidam dos filhos até quando estes envelhecem.

São esposas dedicadas aos maridos, que se desdobram muitas vezes trabalhando fora e em casa.

Mulheres são filhas que cuidam de mães quando essas já sentem o peso da idade.

Mulheres podem ser comparadas a flores, mas não são frágeis; na maioria das vezes são uma verdadeira fortaleza, capazes de manter a estrutura do lar.

E são inteligentes, fizeram grandes descobertas na ciência, brilham como professoras,  médicas, advogadas, engenheiras, escritoras, cantoras, compositoras e jogadoras de futebol, caso da rainha Marta.

Mulheres são conselheiras, são amantes,  amigas, sabem escutar, sabem a hora de falar, são indispensáveis sempre.

Carentes, atrevidas, confusas, cabeças, desequilibradas, de guerra ou de paz  dão sentido à vida e não podemos viver sem elas.

Em mulher não se bate. É covardia. E a covardia suprema é matar a mulher.

Mulher se beija, se acaricia, se abraça, se ama.

Ninguém pode nos dar tanta alegria (e prazer, por que não?) quanto uma mulher. 

A felicidade está em encontrar aquela mulher.

Aquela que te provoca o êxtase e ao mesmo tempo te dá paz.

Adele, excepcional e linda cantora britânica, foi acusada de plagiar a bela canção imortalizada na voz e Martinho da Vila. 

Mas isso é outra história, fica para uma outra crônica.

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