VANTAGEM DE JOÃO CAMPOS DIMINUI, MAS AINDA VENCERIA NO PRIMEIRO TURNO


Duas pesquisas eleitorais foram divulgadas em Pernambuco, neste começo de ano.

A primeira, realizada pelo Datafolha, mostra João Campos (PSB) na frente, com 47% das intenções de voto, contra 35% de Raquel Lyra (PSD).

Nesta quarta saíram os números do Instituto Real Time Big Data.

João Campos somou 51% e Raquel Lyra 31%.

Apesar da diferença significativa em termos da vantagem do prefeito do Recife, as duas pesquisas batem em outros pontos.

Na pesquisa espontânea, em que não são apresentados os nomes dos pré-candidatos ao governo, Raquel lidera pela Datafolha e há empate técnico segundo o Real Time.

Em ambos os levantamentos, Raquel cresceu e João deu uma caída, diminuindo a diferença, de uma pesquisa pra outra do mesmo instituto.

O fato da governadora estar bem na espontânea, dá a entender que o eleitor tem mais conhecimento de sua pré-candidatura à reeleição.

Muitos, parecem, não sabem ainda que o filho de Eduardo Campos se prepara para disputar o governo do Estado.

O crescimento dela é mais do que normal. 

As entregas de sua gestão começaram a ser feitas, ela tem andado por todo o estado; a máquina, o apoio da maioria dos prefeitos faz com que ela reverta intenções de voto, principalmente nos municípios do interior.

Positivo para o socialista é que ele ainda se mantém no patamar de 50%, apesar de toda movimentação da governadora, que não conseguiu chegar ainda a 40%, embora a eleição já não esteja tão distante.

A guerrilha entre os pré-candidatos se trava também nos bastidores e nas redes sociais.

É visível que a governadora melhorou seus vídeos, a comunicação, porém o prefeito continua bem no mundo digital.

Quando a campanha realmente chegar, teremos uma definição mais clara, principalmente com a montagem das chapas majoritárias.

Raquel deve manter Priscila como vice e pelo menos por enquanto tem nomes menos competitivos para concorrer ao senado.

Eduardo da Fonte parece ser o melhor deles, por ter poder econômico e o apoio de dezenas de prefeitos.

A dor de cabeça de João é diferente, tem opções demais tanto para concorrer ao senado quanto para integrar a chapa como vice.

Marília Arraes, Humberto Costa, Silvio Costa Filho, Miguel Coelho, Álvaro Porto são algumas das alternativas para o socialista.

Se Miguel aceitasse ser vice fortaleceria muito o prefeito do Recife no Sertão.

Álvaro ou Silvio ajudam no Agreste, mas não fecham o voto na região, como acontece com Miguel onde ele é forte.

Tanto Raquel Lyra quanto João Campos entendem de política, sabem jogar o jogo, e subestimar qualquer um dos dois é um erro que pode ser fatal.

Já estamos perto de março, a governadora sabe que precisa trabalhar mais para virar a partida, porque até o momento o adversário está na frente.

O filho de Eduardo Campos precisa acertar na composição da chapa, no tom da campanha e administrar bem a vantagem, para não permitir que o eleitor mude de opinião.

No futebol e na política acontecem coisas incríveis. Quem não lembra da última final da Copa do Mundo, com aquele jogo eletrizante entre Argentina e França na final?

Ou mesmo aqui, no modesto campeonato pernambucano, quando o Decisão, que perdia para o Maguary por 3 x 0,  no final venceu a partida por 4 x 3.

Na política também tem virada. Em 2016 Tony Gel liderou a corrida pela prefeitura de Caruaru boa parte do tempo.

Raquel foi para o segundo turno e ganhou, de virada.

João certamente, prefere repetir o pai. Eduardo em 2006 tirou Humberto Costa do segundo turno e ganhou de Mendonça Filho na etapa decisiva, por larga diferença.

Só temos uma certeza com relação à disputa política de Pernambuco este ano: teremos um clássico, com dois bons candidatos,  fortes eleitoralmente.

Que vença o melhor.

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