No início da década de 60, recebeu o título de "Rei do Rock" e tinha tudo seguir uma carreira de sucessos.
O artista, porém, jovem de classe média, que estudou direito, brigou com o poderoso chefão da CBS, Evandro Ribeiro. Este engavetou um contrato do cantor e o deixou dois anos na "geladeira", sem gravar.
Sem lançar discos pela CBS nem rescindir o contrato, para buscar outra gravadora, Sérgio foi sendo esquecido e nunca mais voltou a fazer o sucesso dos tempos de "Marcianita" e "Broto Legal", dois dos seus maiores hits.
Azar de Sérgio Murilo, sorte de Roberto Carlos.
Ao brigar com o cantor, o executivo Evandro Ribeiro desistiu de demitir Roberto, então um mero desconhecido, que tinha lançado discos sem nenhuma repercussão.
O diretor da CBS começou a investir em Roberto Carlos como cantor de música jovem e a partir de 1963 este começou a conquistar o público, com músicas como "Splish Splasy" (uma versão feita por Erasmo Carlos), "Parei na Contramão" e "O Calhambeque" (outra versão feita por Erasmo).
Quando a direção da TV Record foi lançar o programa Jovem Guarda, o primeiro nome cogitado pra apresentar o mesmo foi o de Sérgio Murilo.
Terminou não dando certo e "caiu no colo" de Roberto.
Há uma versão de que o nome de Sérgio foi vetado por ser homossexual, fato negado pelos que dirigiam a emissora de TV paulista.
Sérgio Murilo ainda conseguiu fazer relativo sucesso no Peru, nos anos 60 e 70, mas no Brasil caiu no ostracismo.
Morreu em 1992, aos 50 anos, e segundo a imprensa o único artista conhecido no seu sepultamento foi Agnaldo Timóteo.

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