Esses comentaristas esportivos da região Sudeste do país não tomam jeito. Falta profissionalismo, ética e sobra preconceito e desinformação.
Ulisses Costa, da Rede Bandeirantes, ao se referir ao Goiás Esporte Clube, que disputa a série A do Campeonato Brasileiro, disse no ar que o time da região Centro Oeste "não é nada".
A observação infeliz levou a diretoria do clube a divulgar uma nota educada defendendo o alviverde e protestando contra o comportamento do funcionário da Rede Bandeirantes.
Eis a nota:
O Goiás Esporte Clube repudia a fala proferida pelo comentarista da Rede Bandeirantes de Televisão (BAND) no programa Jogo Aberto, apresentado na última segunda-feira (24).
Ulisses Costa, antes de falar uma sandice como “o Goiás não é nada”, deveria saber que mesmo com todas as dificuldades, com todas as desvantagens financeiras, políticas e midiáticas, o Goiás Esporte Clube é TUDO para milhões de esmeraldinos.
O que se espera de um profissional de imprensa é que ele seja imparcial, bem informado e, no mínimo, que saiba tratar com respeito as instituições.
O Goiás Esporte Clube, que completou 80 anos em 06 de abril deste ano, foi fundado em 1943. De lá pra cá, se tornou o maior clube do Centro-Oeste e, mesmo com todas as dificuldades de não estar no eixo sudeste, conseguiu conquistas e protagonismo: Bicampeão brasileiro, Pentacampeão Goiano, Tricampeão da Copa Centro-Oeste, 28 vezes campeão estadual, 42 participações no Brasileirão; além de ter sido: Vice-campeão da Sul-Americana e Vice-campeão da Copa do Brasil.
O Maior Clube do Centro-Oeste não aceitará comentários irresponsáveis e desrespeitosos proferidos por quem deveria valorizar o futebol.
Para esse tipo de jornalista, o futebol brasileiro se resume aos grandes do Rio de Janeiro e São Paulo. Logicamente os times dessas regiões são mais fortes, têm mais dinheiro, apoio dos grandes órgãos de comunicação e até das federações esportivas. Em muitas ocasiões são ajudados até pelos juízes.
Essa história com o Goiás lembra o que aconteceu com o Náutico, alguns anos atrás. O timbu fez uma péssima campanha na série B do brasileirão e foi rebaixado. Um comentarista de São Paulo fez uma referência ao alvirrubro recifense semelhante a essa feita em relação ao clube goiano.
Ora, o Goiás tem 80 anos, quase 30 títulos estaduais e já teve boas participações no Campeonato Brasileiro da série A, assim como na Copa do Brasil.
É um time que tem torcida. Ao desrespeitar o Goiás, ou o Náutico, um comentarista desse tipo não leva em conta a história, as dificuldades, as peculiaridades de cada região.
Atinge também o Vila Nova e o Atlético, no caso do estado de Goiás, e Sport e Santa Cruz, levando em conta Pernambuco.
Isso é desinformação e preconceito. É um comportamento semelhante ao xingamento que se faz ao nordestino por ter garantido a vitória de Lula na eleição presidencial.
Recentemente, o Náutico foi derrotado pelo Cruzeiro em Belo Horizonte por 2 x 0, sendo eliminado da Copa do Brasil. O time mineiro é melhor? Sim, mesmo tendo perdido a primeira partida, disputada no Recife. Acontece que apenas um jogador do clube mineiro paga duas folhas salariais de todo elenco do Timbu.
O futebol, meus caros amigos, espelha o que é o país. Com muita desigualdade social, entre as pessoas e as regiões.
Os times de Pernambuco já disputaram campeonatos, no passado, em pé de igualdade com Flamengo, Corinthians, Palmeiras e Fluminense. Isso mudou, mas não foi porque eles evoluíram mais do ponto de vista esportivo.
É que o abismo econômico se aprofundou. Afinal de contas, sempre tivemos governos que cuidaram mais do Sul e Sudeste do que do Centro Oeste e do Nordeste.
Mas provavelmente esse comentarista de Goiás não sabe nada disso. Só enxerga o que está na superfície.
Todos merecem respeito. Pessoas ou clubes de futebol. José, Maria, Joana, Joaquim, Goiás, Íbis, Náutico ou Santa Cruz.
Se existem milhares de pessoas apaixonadas por esses times, eles (os clubes) estão vivos, empregando atletas e proporcionando emoções.
Privilegiar as equipes de maior poder financeiro, por parte da crônica especializada, é uma espécie de "capitalismo esportivo", ao qual devemos nos opor.

Infelizmente na imprensa esportiva, tem vários jornalistas que representam alguns CLUBES de influência nacional, eles estão alí talvez pagos pelos clubes, para levantar a moral do clube e denegrir clubes adversários, sabemos muito bem quem são os tais, ontem no sorteio dos confrontos da copa do Brasil, o jornalista flamenguista , Mauro César, debochou do título conquistado de 87 pelo SPORT Club do Recife, ele denegriu a imagem do Sport, esses caras não conseguem pensar no que falam e escrevem, acham que são donos da verdade, que só o que eles pensam e entendem é a pura verdade, o Brasil tem que ser passado a limpo em tudo.
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