A jornalista Schirlei Alves, de Santa Catarina, deve estar de "alma lavada".
Quando do julgamento de André Aranha, no caso da acusação de estupro contra Mariana Ferrer, a repórter escreveu uma matéria no site The Intercept revelando o comportamento vergonhoso do juiz e promotor.
Pois bem, os representantes do Judiciário e Ministério Público moveram uma ação contra Schirlei, que foi condenada a um ano de prisão, em regime abeto e pagamento de multa de R$ 400 mil.
A decisão foi da juíza Andrea Cristina Rodrigues, que entendeu ter a jornalista difamado o juiz e o promotor.
Será que o magistrado e o promotor vão tentar processar também o ministro Alexandre de Moraes?
Ele disse com todas as letras que o advogado, o juiz e o promotor se comportaram de forma vergonhosa no julgamento de Aranha, tratando a vítima com total desrespeito.
FENAJ
A Federação Nacional de Jornalistas, FENAJ, divulgou uma nota intitulada "Caso Mari Ferrer: Uma Vitória das Mulheres e do Jornalismo".
Segue a nota da FENAJ:
A decisão histórica do STF no caso Mariana Ferrer reafirma algo que nunca deveria precisar ser dito: não existe justiça quando mulheres são humilhadas e revitimizadas pelo próprio sistema que deveria protegê-las.
Também mostrou a força do jornalismo comprometido com o interesse público. Foi a reportagem da jornalista Schirlei Alves que rompeu o silêncio, expôs a violência institucional e mobilizou o país, contribuindo para mudanças concretas, como a criação da Lei Mariana Ferrer.
Mas a jornalista também passou a sofrer perseguições judiciais por exercer seu trabalho, mostrando que a violência pode atingir quem denuncia abusos e defende o direito à informação.

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