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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

ARQUIDIOCESE DA PARAÍBA EMITE NOTA APÓS "REPORTAGEM BOMBA" DO PROGRAMA FANTÁSTICO DA REDE GLOBO


Após contundente reportagem de mais de 10 minutos no último domingo (20), no programa Fantástico, da Rede Globo de Televisão (veja aqui), onde foi mostrado que a Justiça do Trabalho da Paraíba condenou a Arquidiocese daquele Estado a pagar uma indenização milionária por supostos casos de exploração sexual contra menores, praticadas por parte de alguns membros do clero, o atual Arcebispo Metropolitano da Paraíba, Dom Frei Manoel Delson Pedreira da Cruz (foto), através de sua assessoria de comunicação, divulgou nota à imprensa com a sua versão sobre os fatos. Abaixo as palavras do religioso na íntegra:


No dia 16 de janeiro de 2019, a produção do programa “Fantástico” da Rede Globo de Televisão solicitou à Arquidiocese da Paraíba, a concessão de entrevista sobre uma “investigação do Ministério Público do Trabalho sobre supostos abusos sexuais cometidos por padres e o ex-arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto”, por causa da veiculação que ocorreria no dia 20 de janeiro de 2019 (domingo).


Após a exibição da matéria, foi constatado que a equipe de reportagem teve acesso pleno ao Procedimento Preparatório instaurado pelo Procurador do Trabalho, Eduardo Varandas.


A matéria informou a existência de decisão judicial de primeira instância, incluindo documentos e depoimentos exibidos e interpretados, respectivamente. Relatou, ainda, a configuração dos danos morais coletivos, assim como o critério de fixação do valor da condenação, os quais constam da Ação Civil Pública promovida na Justiça do Trabalho, e citada na reportagem, apesar do processo judicial estar sob sigilo e do seu caráter não definitivo.


A Arquidiocese não recusou apresentar reposta, cumprindo o disposto na legislação, que impõe o segredo de justiça ao processo judicial mencionado. Entretanto, na matéria veiculada no dia 20 de janeiro (domingo), o Procurador do Trabalho violou explicitamente o sigilo ao conceder indevidamente entrevista, inclusive, atribuindo à Juíza do Trabalho, que prolatou a decisão, a responsabilidade pela divulgação ilegal de informações protegidas.


O Procurador Eduardo Varandas afirmou que a magistrada do trabalho enviara para terceiros estranhos ao processo judicial, cópia integral da sentença de uma ação judicial que tramita em segredo de justiça, ainda, sequer alçado ao Tribunal Regional do Trabalho. A Arquidiocese adotará as providências cabíveis perante os órgãos competentes para apurar responsabilidades pelo flagrante desrespeito à lei e à ordem jurídica.


Com relação ao conteúdo da matéria jornalística, a Arquidiocese da Paraíba informa que foi instaurado o Processo Canônico devido, desde o recebimento da primeira denúncia, para apuração dos fatos mencionados. Nitidamente, o protagonista da reportagem, o Eduardo Varandas, pinçou trechos de depoimentos prestados sem o crivo do contraditório, omitindo deliberadamente as inúmeras contradições dos depoimentos apresentados perante o Ministério Público do Trabalho e perante a Justiça do Trabalho, para conferir à matéria o enredo que mais interessava e tentar condenar previamente a Igreja Católica, sem a devida análise pela Justiça até a última instância. A Arquidiocese defenderá de forma veemente a aplicação do direito e confia plenamente na Justiça.


A matéria afirmou que a Igreja Católica na Paraíba está manchada. A Arquidiocese repele vigorosamente tal acusação, porque não existe nenhum processo judicial finalizado com decisão irrecorrível, podendo a sentença ser totalmente reformada.


Por fim, a Arquidiocese ressalta que sempre observou e observará pela Fé da comunidade católica, que estará acima até mesmo de desvios de conduta, reafirmando que lutará sempre para combater qualquer prática que atente contra a dignidade da pessoa humana, especialmente daqueles mais vulneráveis.



Dom Frei Manoel Delson Pedreira da Cruz, OFMCap
Arcebispo Metropolitano da Paraíba


Assessoria de Imprensa e Comunicação da Arquidiocese da Paraíba.

2 comentários:

  1. Dizem os entendidos, os cabras que entende do riscado que a igreja tanto é puta quanto santa... Tem sentido a tese dos entendidos, até porque a igreja é santa no que tem de divino. A igreja é puta na parte que compete ao homem. Eis a pedofilia solta na buraqueira que não me deixa mentir....

    P.S.: - Eu não sei se alguém já percebeu, mas todo padre é metido a advogado do nada. Copiando o padre Quevedo que morreu recentemente: “ISSO NON ECZISTE”...

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  2. Já que eu não acredito em igrejas nem em santidade de seu ninguém, acredito piamente nos desvios de condutas existentes em todas as religiões... Desde o princípio do mundo que os humanos se valem de religiões para cometer barbaridades. Com as exceções mínimas que todas as regras comportam... Inclusive as exceções nas regras menstruais. /.

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