Ele leu os grandes clássicos, na juventude, começando pelos clássicos europeus.
Até que descobriu a literatura brasileira, lendo Guimarães Rosa, Machado de Assis, Lima Barreto, Jorge Amado e outros autores nacionais.
Quando virou compositor e depois cantor, o sonho da escrita ficou como que adormecido.
Mas Chico escrevia contos, teve um publicado em jornais e aí se aventurou a escrever um romance.
"Fazenda Modelo", primeiro livro do autor de A Banda e Geni e o Zepelim, foi apresentado como uma "novela agropecuária".
É uma alegoria para retratar a ditadura militar brasileira.
Acostumada ao Chico Buarque cantor e compositor, a crítica literária não recebeu bem o livro.
Acusaram o autor de ter feito um plágio do livro "Revolução dos Bichos", de George Orwell.
Numa entrevista ao jornal O Pasquim, que fez história na imprensa brasileira, foi colocada essa questão ao escritor.
Chico disse que não podia ter plagiado o livro do escritor inglês, pois nunca tinha lido a obra.
Só tinha ouvido falar de Orwell por causa do romance "1984", obra mais conhecida do autor britânico.
Depois de sua primeira incursão literária, Chico Buarque de Holanda publicaria outros romances, como Estorvo, Budapeste, Leite Derramado e Calabar - O Elogio da Traição.
Parece, porém, que o cantor-compositor sempre atrapalhou um pouco o escritor.
Chico nunca recebeu o reconhecimento literário devido, mesmo depois de ter sido agraciado com o Prêmio Camões.
*Foto: Revista Fórum

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