Como estamos num ano eleitoral, com o presidente nacional do Partido Socialista em pré-campanha, os adversários fizeram críticas à sua movimentação.
Mas acredito que o momento não é de se deixar levar pelas paixões políticas.
João Campos tem não apenas o direito, mas a obrigação de tentar ajudar Pernambuco.
O fato de não ocupar cargo público não é impeditivo de agir em favor do estado.
Não só ele deve correr atrás de recursos.
Também os deputados federais, os senadores e, claro, a governadora, que por sinal hoje estará em Brasília, fazendo a sua parte.
Triste mesmo é ver deputados federais e um senador do estado preocupados em reduzir as penas que o STF deu a um bando de criminosos.
Esses políticos com mandato deviam estar lutando por Pernambuco, apresentando projetos a favor do povo, enviando recursos através de emendas parlamentares.
Focam primeiro, porém, em seus interesses políticos e ideológicos.
Se João Campos age de olho na política, no voto, é outra questão.
Mas não se pode impedir que ele ou qualquer outro homem público, com ou sem mandato, tente ajudar as cidades que sofrem os efeitos das enchentes.
A crítica ao socialista por demonstrar senso de oportunidade e agilidade não é justa.
O que cabe a Raquel Lyra, que é a governadora, é também demonstrar prestígio junto ao governo e ao presidente Lula e garantir mais ainda do que foi conquistado inicialmente.
A eleição é em outubro. Os moradores das cidades da Região Metropolitana do Recife e da Zona da Mata sofrem agora. E não podem esperar.
Maria, José, Joaquim e Manoel não querem saber quem está ou não atrás de votos. No momento o que eles querem são ações concretas que lhes torne a vida menos dolorida.
*Fotos: Info News.

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