Em Argel, capital da Argélia, existe uma praça com o nome do ex-governador Miguel Arraes de Alencar.
O político pernambucano, natural do Ceará, viveu 14 anos no país africano, exilado por conta da ditadura militar de 1964.
Arraes teve um começo difícil na Argélia, ele e Dona Magdalena demoraram a reunir os 10 filhos, que ficaram no Brasil quando eles viajaram.
Mas depois o ex-governador começou a trabalhar, prestando assessoria ao governo argelino e de outros países africanos que conseguiram a independência.
Ele recebeu em Argel ou se encontrou em Paris com diversas personalidade brasileiras, algumas delas também no exílio.
Conversou diversas vezes com Brizola, Luiz Carlos Prestes e esteve em Cuba, trocando ideias com Fidel Castro.
Miguel Arraes tinha bom trânsito com toda a esquerda, mas nunca apoiou a luta armada, que considerava um equívoco.
Também nunca teve ligação com o Partido Comunista, embora amigo de algumas lideranças do PCB.
A Argélia foi colônia da França e conseguiu a independência em meados dos anos 60, exatamente no período que Arraes chegou lá como exilado.
Quando Miguel Arraes morreu, em 2005, o governo argelino o homenageou dando o seu nome a uma praça na capital.

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