Como divulgamos anteriormente, o deputado Carlos Veras (PT) destinou R$ 500 mil, via emenda parlamentar, para o Festival de Inverno de Garanhuns.
Embora seja uma notícia positiva, pois esse meio milhão deixa de sair dos cofres da prefeitura, não falta quem reclame.
Alguém escreveu que o recurso devia ser para saúde e cobrou a construção do hospital municipal.
Outra pessoa lamentou que a verba será usada para pagar grandes atrações nacionais e não artistas locais.
Felizmente no blog há espaço para a argumentação.
Primeiro, recurso para eventos culturais não podem ser usados na saúde. Esse setor tem verba própria, que chega regularmente.
O Hospital Municipal de Garanhuns já está sendo construído e o deputado que representa o município em Brasília, Felipe Carreras, conseguiu bastante grana para colaborar com essa obra.
A previsão é que esse hospital da cidade, que fica localizado depois do campo do Sete de Setembro, poderá ser inaugurado no próximo ano.
Vale repetir: terá 100 leitos e uma estrutura invejável.
Quanto à verba conseguida por Carlos Veras, é bem-vinda.
Melhor vir para Garanhuns, e incrementar o FIG, que ser destinada a outro município.
Os artistas da cidade, que sempre são inseridos nos eventos locais, recebem cachês pagos pela prefeitura.
Sei que são cachês menores do que os dos medalhões nacionais.
Mas não pode ser diferente. Em nenhum município do Brasil um artista de pouca projeção vai receber por show o mesmo que Elba Ramalho, Alceu Valença ou Bruno & Marrone.
Citamos quatro artistas que estarão na próxima edição do FIG. Certamente virão outros mais caros do que eles.
Na indústria cultural é assim: quem está na mídia, com o nome em alta, cobra mais.
Isso não vai mudar, a não ser que se faça no Brasil uma revolução socialista e cultural.
Não estamos nem perto disso.
É preciso ainda considerar que o Festival de Inverno não é uma festa qualquer.
Estamos escrevendo sobre um mega evento que chega a sua 33ª edição.
Este ano terá 17 dias, com shows, teatro, circo, literatura, oficinas culturais e muito mais.
Movimenta a cidade em todos os sentidos. Atrai pessoas de todas as regiões do Brasil.
Injeta muito dinheiro na economia de Garanhuns e até de cidades do entorno.
O FIG é não apenas um patrimônio cultural, mas também econômico.
Se a Suíça Pernambucana se resumisse ao Festival, haveria motivo para crítica.
Mas se o FIG está bem conduzido e não se descuida da educação, da saúde e do setor de infraestrutura, então é a crítica pela crítica, por gente que não se informa devidamente ou teima em não enxergar a realidade.
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