Como toda a imprensa brasileira, a Folha de São Paulo noticiou a morte da cantora e compositora Rita Lee, que aconteceu hoje cedo, em São Paulo.
Uma das matérias do tradicional jornal paulista, no entanto, gerou revolta. Entre familiares, amigos da classe artística e fãs.
É que a Folha fez questão de publicar um texto associando Rita ao uso de drogas e visões de discos voadores.
A cantora deve ter usado drogas, é muito comum até entre os artistas. Pode também já ter falado em discos voadores em algum momento de sua vida, como fez também Raul Seixas.
Mas por que tocar neste ponto justamente hoje? No momento do impacto da notícia e da dor de muitos?
Rita tem um legado imenso para a música e a cultura brasileira.
Começou bem novinha, acompanhando Gilberto Gil em festivais. Participou dos Mutantes, um grupo que fez história no pop nacional. Depois se uniu a Banda Tutti Frutti, com a qual produziu ótimos discos.
A ela foi dado o título de "Rainha do Rock", que ela nem gostava.
Seguiu carreira com o marido Roberto de Carvalho, companheiro. Uma união bonita de quase 30 anos.
Rita Lee ainda escreveu uma autobiografia que é um colosso. Um texto com humor e muita sinceridade.
Confessou sem problema alguns dos seus erros ou pecados.
Agora, embora a liberdade de expressão permita à Folha de São Paulo minimizar a importância da cantora, informar que ela já usou drogas, foi de muito mal gosto fazer justamente hoje, quando poderia destacar tantos aspectos mais relevantes do legado de Rita.
A Folha, ou Falha, como alguns gostam de dizer, foi nesta terça-feira a "ovelha negra" da imprensa.
Felipe Neto, o conhecido youtuber, reagiu com indignação. "O que está acontecendo com a Folha? Está virando uma nova Jovem Pan?".
Boas perguntas.
Mas, na verdade, um grupo empresarial que cedeu carros para servir à ditadura militar, na década de 60, não está virando Jovem Pan agora. Sempre serviu aos interesses mais canalhas deste país.

Falha de São Paulo faz parte do Trio Calafrio da imprensa tupiniquim: ela, o estadinho e as organizações globo. São a desgraça do Brasil.
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