terça-feira, 28 de agosto de 2018

GARANHUNS NÃO É ILHA NEM COLÔNIA - Por Paulo Camelo


Em nossa cidade  há dois extremos equivocados nestas Eleições de 2018

GARANHUNS NÃO É UMA ILHA

De um lado alguns políticos pregam  o Voto Despolitizante, ou seja contra os “Forasteiros”. Mas, quem seriam os “Forasteiros”?  Será que seriam  os que  têm “domicílio eleitoral noutra cidade”?  Mesmo considerando  que  as eleições de 2018 têm uma abrangência Estadual e Nacional. Contra-exemplo: o artista plástico Armando Rocha (in memorian), natural do Recife e radicado em Garanhuns, foi o autor  do trabalho em alto relevo, o qual conta a nossa história de fundação,  localizado no Pátio da Av. Santo Antônio, defronte a Loja Ferreira Costa. Pergunto: o artista em tela foi  garanhuense ou é Forasteiro?

Seguindo esse raciocínio deveríamos ser  solidários com os demais municípios, uma vez que a população eleitoral só deveria votar em candidatos da sua própria  cidade. Caso não existam candidatos o “voto deveria ser nulo”. É isso. Mas, o Voto Não é Distrital.

Continuando com esse mesmo raciocínio, somente as cidades com um considerável contingente de eleitores, a exemplo de Recife, Olinda, Caruaru, Petrolina, dentre outras, é que deveriam  eleger  os seus representantes para o Parlamento Estadual e Federal. Assim, é fácil concluirmos que para um parlamentar, com domicílio eleitoral em  Garanhuns (grifo nosso),  ser eleito, o mesmo precisa   ter milhares de votos noutras cidade. Deste modo, GARANHUNS NÃO É UMA ILHA.
GARANHUNS NÃO É UMA COLÔNIA.

O que há de comum, há muito tempo,  entre os ex-prefeitos de Garanhuns, na época do exercício do cargo,  e o prefeito atual, é falta de  determinação   em eleger   parlamentares com domicílio eleitoral (grifo nosso) em  Garanhuns, especificamente para deputado federal. Mas, parte da  população comunga dessa mesma  premissa, conforme  resultado das votações  nas eleições anteriores.

Em alguns  momentos  o  ex-prefeito Luiz Carlos, apoiou Izaías Régis para deputado estadual. Já o ex-prefeito Silvino Duarte, apoiou a sua esposa, na época,  Aurora Cristina (in memorian) para deputada estadual. Por outro lado, na eleição de 2014, o prefeito Izaías Régis apoiou o vereador Zaqueu para deputado estadual, o qual teve uma boa votação. 

Mas, é muito pouco em quase  meio século de dominação da “Legião Estrangeira” (são políticos  que dominam, ou dominaram,  Garanhuns, originários de outras cidades, mas  que  não foram capazes  de construírem uma nova Garanhuns próspera  e com baixa desigualdade social).

Apesar do Prefeito do Garanhuns ter todo o direito de apoiar quem quer que seja para o Parlamento Estadual e Federal, ao não  escolher  alguém do seu próprio grupo político, abre o caminho para o “GARANHUNS COLÔNIA”, ou seja, sempre dominada por políticos de outras cidades.

O MELHOR CAMINHO DO VOTO É O CONSCIENTE, OU SEJA, POLITIZADO

No Congresso Nacional existem as seguintes bancadas: BBB (Bala-Boi-Bíblia); o Baixo Clero e o Alto Clero.

A “Bancada da Bala” é formada por militares e simpatizantes. Por sua vez a “Bancada do Boi” é constituída pelos  Fazendeiros e Empresários do Agro Negócio. Já a “Bancada da Bíblia”  é  integrada pelos Evangélicos, a exceção dos religiosos da Igreja Católica.

O “Baixo Clero” é constituído por Parlamentares  despreparados política e intelectualmente.

Por outro lado, o “Alto Clero” é formado por Parlamentares  preparados política e intelectualmente, a exemplo do senador  e garanhuense  Randolphe Rodrigues (Senador pelo Amapá) e dos deputados federais Ivan Valente (PSOL de SP), Chico Alencar (PSOLl do RJ), dentre outros.

Mas, entre os parlamentares há aqueles de “direita” (defensores do Capitalismo), de “extrema direita” (defensores do Capitalismo e  da Ditadura Militar), de “Esquerda” (defensores do Socialismo) e os Progressistas (oscilantes entre o Capitalismo e o Socialismo).

NÃO EXISTE SANTO NA POLÍTICA, INDEPENDENTE DE CRENÇA RELIGIOSA, COR, RAÇA, ETC.

Portanto, não se deve votar em quem você não conhece o seu passado, o seu presente, a sua posição política e as suas propostas. Mas, para o exercício do voto e da democracia, o eleitor precisa conhecer primeiro a sua própria posição política: direita, extrema direita, esquerda ou progressista.

Por outro lado, há algo confuso na escolha do candidato. Na sociedade atual há um forte indicativo que a população vai tentar  varrer do mapa político: a “corrupção”.  PORQUÊ CONFUSO:  A  maioria da população brasileira é “conservadora” (de “Direita”), enquanto isso a “corrupção” é inerente (inquilina) do Sistema Econômico Capitalista. É  uma encruzilhada. Não acha?

O GARANHUENSE  deve ser mais crítico e esperto na escolha dos seus candidatos.  Nestas eleições de 2018, temos candidatos a deputado federal e estadual, isto é, com domicílio eleitoral em nossa cidade, de todos os matizes, ou seja, da “direita à esquerda”.

Pelo exposto, não basta ser seu “vizinho ou não” para se credenciar  a ser nosso representante no Parlamento Estadual e Federal, é preciso ter propostas e defender os interesses dos trabalhadores do campo e das cidades. Do contrário,  você poderá  votar em algum político que vai  defender as Privatizações das Estatais, as Contra Reformas Trabalhista e Previdenciária, dentre outras mazelas da burguesia.

AFINAL,  NEM GARANHUNS, NEM PERNAMBUCO E nem tampouco O BRASIL, DEVEM VOLTAR A SEREM  UMA COLÔNIA. 

(*) Paulo Camelo de Holanda Cavalcanti, natural de Garanhuns, Engenheiro Civil e militante político.

3 comentários:

  1. Ler artigo e comentário lúcido e coerente nos faz enriquecer o nosso vocabulário.Uma aula de democracia para gregos e troianos.

    0 sistema eleitoral foi aprovado pelas bancadas citadas com raríssimas exceções em todos os partidos políticos.Infelizmente,as elites não aprovaram até hoje um sistema eleitoral para beneficiar pobres e sim os ricos e poderosos.

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  2. Não é deserto também. Logo aqui não é lugar de camelo!

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    1. Os camelos que aqui estão, come caviar e arrota saidinha

      #FORASTEIROS
      #LEGIÃO
      #BURGUESIA
      #teleférico

      Não tem quem aguente mais

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