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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

HOSPITAL PORTUGUÊS MASSACRA PACIENTE

Judit dos Santos Martins tem 68 é diabética, hipertensa e cardíaca. No dia 13 de setembro, devido a um problema de inchaço no joelho e dificuldade para andar teve a perna enfaixada no Hospital Português e voltou para casa com recomendação médica de repouso absoluto.

Ficou marcada a volta para o dia 19 último, quando seria retirado o enfaixamento.

Quando a paciente voltou ao hospital dos ricos do Recife, acompanhada da filha Roberta Almeida, no dia agendado, viveu o drama de quem procura a rede pública.

Estava previsto apenas o procedimento de retirar a tala da perna, mas um médico solicitou um exame de ressonância magnética e na recepção informaram Roberta que esta devia procurar a Central da Unimed Recife para pegar uma autorização.

A jovem, que é professora em Olinda e na capital pernambucana, nesse dia deixou os alunos na mão. Ficou entre às 11h30 às 13h na Unimed Recife para sair de lá com a bendita autorização.

Novamente no Hospital, na recepção, ouviu da funcionária da unidade de saúde o seguinte: “Aqui deve constar o termo autorização em caráter excepcional para o Hospital Real Português".

A essa altura já passava das 14h. Judit Martins, que tinha chegado no Português com a filha antes das 10h estava sem comer, por recomendação médica. Foi então que a equipe técnica percebeu um erro: a ressonância era sem contraste e a paciente poderia ter se alimentado.

O fato é que com ou sem contraste, independente do erro médico, Roberta Almeida teve de ir novamente à Unimed Recife para que eles modificassem a autorização, colocando o tal termo exigido pela recepcionista do realíssimo Hospital Português.

Na Cooperativa dos Médicos, a funcionária informou que o Hospital deveria se comunicar com o auditor da Unimed. Este se encontrava no próprio Português e poderia liberar o exame, de modo que “a conta seria enviada a operadora de saúde e a mesma iria repor ao Hospital o valor da ressonância”.

Nesse jogo de empurra passou a manhã e a tarde quase toda, o Hospital e a operadora do plano de saúde sem chegar a um entendimento e a paciente sofrendo.

Depois das 16h30, após ser jogada pra lá e pra cá, Roberta percebeu que a mãe estava fraca, com dores nas articulações e constrangida pelo atendimento dos que deviam lhe atender e “brincavam” com sua saúde.

Voltou para casa sem ter um posicionamento do Real (bota real nisso) Hospital Português e da Unimed, com dificuldades para andar, sem ter sido atendida e sem a análise do diagnóstico médico. ‘Humilhada por tal situação”, na expressão da filha.

Conheço bem Dona Judit. Fui casado com ela 15 anos e tivemos três filhos: Lulinha (formado em Administração e estudante de Direto), Roberta (pedagoga) e João Paulo (formado em Letras e concluindo o curso de Direito).

Ela começou a trabalhar com 14 anos de idade, no comércio. Quando já estava comigo foi aprovada num concurso do antigo INAMPS. Depois passou para o Tribunal Regional Eleitoral, órgão onde trabalhou até se aposentar. Paga Unimed há muitos anos. Paga caro. E quando precisa é submetida, junto com a filha a um massacre desses.

Esse é um retrato da medicina brasileira. O problema não está só na Rede Pública. Está na mentalidade mercantilista, na burocratização, na falta de compromisso com a vida humana.

Este caso do Português, que envolveu minha filha e sua mãe não é isolado. Outras denúncias têm sido feitas contra o majestoso, luxuoso e caro Hospital do Recife.

E isso acontece na rede privada em Garanhuns, Caruaru, São Paulo, Rio de Janeiro ou outra cidade qualquer do país. Estamos falando da Rede Particular. Dos hospitais públicos não precisa dizer mais nada, não é?

E aí quando o governo traz para o Brasil médicos da Argentina, da Venezuela, da Colômbia, de Cuba ou da Patagônia, os Conselhos Regionais de Medicina, os Cremepe da vida vão às ruas para protestar. Não querem que os profissionais cheguem aos municípios pequenos e deem assistência aos pobres.

E até quem paga uma fábula por um plano de saúde passa um vexame desses.

Mas eu sei do que as entidades médicas têm medo: de que os argentinos, os venezuelanos, os espanhóis e os cubanos, no contato com a população brasileira mostrem uma outra face da profissão. Que eles não são deuses, que eles são humanos e não pensam só no dinheiro. Eles temem que um comportamento dos estrangeiros mais de acordo com o juramento de Hipócrates desmoralize de vez o corporativismo, a irresponsabilidade e a arrogância de grande parte da classe.

Quando escrevo grande parte é porque me preocupo em não generalizar. Sei que existem entre nós brasileiros médicos e médicas de verdade, que honram a profissão e não concordam com o comportamento pedante, egoísta e muitas vezes reacionário de muitos coleguinhas.

Mais Médicos, Mais Humanidade e Mais Vergonha é tudo que o Brasil quer.

P.S. - Segue um link do Blog Acerto de Contas com a narração de mais um absurdo ocorrido no Hospital Real Português do Recife http://acertodecontas.blog.br/atualidades/hospital-portugus-pose-de-princeton-mas-atendimento-de-restaurao/

6 comentários:

  1. Seu blog foi escolhido pelo Portal do Agreste (EXTRA-AGRESTE)

    Ola! Sô Lazaro Cardoso, to reunido vários blogs do agreste de Pernambuco para participar do Portal (EXTRA-AGRESTE) www.extraagreste.com Onde

    seu blog será divulgado automaticamente, é um sistema bem interessante, para explicar melhor eu fiz uma vídeo aula no YOUTUBE, La você deve

    entender melhor.
    Desculpa se não fico legal a vídeo aula é que eu improvisei, o importante é entender.

    Aqui ta o link da vídeo aula http://www.youtube.com/watch?v=ltKrZ4HolZg

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  2. Bom dia Roberto!

    Recentemente sofri muito descaso e grandes chás de cadeira nas Unimeds da vida! Vou relatar rapidinho:

    Minha prima fez uma cirurgia há 60 dias e foi constatado que precisaria de outra com urgência. Após idas e vindas e trocas de papéis e informações entre Unimed Recife e Unimed Garanhuns (15 dias), a cirurgia que estava tudo certo para acontecer no Hospital Português não pode ser realizada porque o médico não era conveniado e a Unimed não "poderia" pagar ao hospital que é conveniado e este pagar ao médico. Mudamos para um médico conveniado da Unimed e depois de mais de 15 dias de espera por uma autorização (para uma cirurgia de emergência), finalmente eles liberaram para o Hospital Português, só que demoraram tanto que quando fomos marcar não tinha mais vaga (liberaram numa quinta-feira e a cirurgia tinha que ser na segunda-feira). A vaga existia no Hospital Unimed III, o médico mandou uma explicação para Unimed Recife falando sobre a urgência dessa cirurgia pedindo para mesma simplesmente trocarem o hospital. A Unimed se recusou a fazer a troca e disse que tinha que zerar o processo e começar um novo (ou seja: mais de 15 dias de espera). Não tendo mais como esperar, entramos com uma liminar que nos foi concedida favorável na sexta-feira ao meio dia, para minha prima poder se operar na segunda-feira. Devido a urgência do caso, o juiz colocou bem claro que estava autorizando a família entregar em mãos a liminar devido a urgência do caso.
    Pois bem, fui eu a Unimed Garanhuns entregar essa liminar, me dirigiram a uma moça chamada Michele assessora do departamento jurídico. Expliquei o caso, a urgência e informei que era parente da paciente e que estava autorizada a entregar em mãos. Esta, por sua vez, com sua voz mansa e educada, desdenhou várias vezes perguntando se eu era oficial de justiça ou se eu tinha OAB, por mais que eu explicasse que era parente mais ela repetia a pergunta... e eu, com minha prima mal, dentro do carro, precisando ir para Recife, sofrendo essa humilhação e esse momento constrangedor lá dentro... Por fim, depois de muita luta e a intercessão de uma pessoa boa que é funcionária também da Unimed, a moça resolveu dizer que não tinha autorização de receber liminar, que só quem receberia era a Presidente, que só estaria lá na segunda-feira (ora! a segunda era o dia da cirurgia!), por fim, fazendo como que um favor a um pobre coitado (que nessas horas eles esquecem que somos usuários e pagamos todo mês nossa mensalidade), ela lembrou-se que outro médico poderia receber na ausência da Presidente. Este médico estava de plantão numa UTI da cidade e eu mais uma vez tive que me deslocar até lá para entregar a liminar. Quando chegamos ao Recife, tudo estava pronto, fomos bem tratados, como nunca tinha sido antes, não levamos mais massadas de 2 horas e a moça responsável pelo intercâmbio que nunca pôde nos atender, neste dia ela pôde falar conosco! Em uma tarde eles arrumaram tempo para fazer tudo que antes precisavam de 15 dias (esse "tudo" quer dizer cotação de preço de 4 materiais para realização da cirurgia). Ufa! Finalmente com a graça de Deus e da Virgem Maria ela conseguiu ser cirurgiada nesta última segunda-feira que passou, e foi mais grave do que o esperado, imagine se tivéssemos esperado mais 15 dias pela boa vontade da Unimed??!!

    Há alguns anos atrás passei esse mesmo constrangimento com o meu pai quando precisou de uma cirurgia cardíaca. Dessa vez desistimos e fizemos pelo SUS, foi mais rápido e fomos mais bem atendidos (acho que é a intenção, que desistamos e façamos por outros meios, ou particular, ou SUS...)

    E como se não bastasse, ontem ainda passei outro aborrecimento quando precisei liberar alguns exames para minha filha.

    Fica aqui meu desabafo, indignação e protesto!

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  3. José Fernandes Costa20 de setembro de 2013 15:52

    Não li o comentário da Marcella Valença. Mas já entendi que ela sofreu os mesmos maus-tratos que a dona Judith sofreu, juntamente com a sua filha Roberta. 2. Isso é praxe, costume, norma de maltratar quem precisa de assistência médica. Seja em urgência, emergência ou em consultórios e clínicas. - 3. O Hospital Português é useiro e vezeiro em mau atendimento. - Aquela unidade é uma casa de comércio como é um supermercado qualquer. E os outros hospitais, clínicas e seus médicos e médicas em geral tratam mal com a maior sem-cerimônia. 4. RECOMENDO à Roberta que entre na Justiça contra o Hospital Português e a Unimed. Os dois vão formar o polo passivo da ação. E respondem solidariamente pelos crimes. Inclusive, dada a idade e o precário estado de saúde da dona Judith, fica caracterizada a omissão de socorro (art.135 do nosso Código Penal). Afora, os maus-tratos e constrangimentos, que configuram danos morais. 5. Igual recomendação serve para a Marcella. - 6. Para facilitar o acesso, procurem a Aduseps (Associação de Defesa dos Usuários de Planos e Seguros de Saúde) que lá serão esclarecidas de como proceder. E se preferirem a Aduseps ingressa com a ação, cobrando alguns justos valores aos pleiteantes. Mas, isso vale a pena. - NÃO aceitem esse tipo de ABUSO da parte dos industriais que exploram a medicina desavergonhadamente./.

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  4. Falou tudo que precisávamos ouvir... esta situação faz parte de uma conjuntura nada humanitária da prática da medicina. Querem trazer mais médicos porque a situação é caótica - se na rede privada é assim, que dirá na pública!

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  5. É uma vergonha a sociedade brasileira tem que se unir contra essa máfia. Porque isso é realmente uma quadrilha que os médicos estão fazendo parte e cada vez mais fazendo descaso com os cidadãos

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  6. Deixei meu pai saudável na porta de um bloco cirúrgico nesse maldito hospital e 3 dias depois fui buscá-lo no necrotério. Meu pai deu entrada no hospital português para a retirada de um neurinoma que não afetava nada a vida dele e que teve a sua retirada aconselhada por 2 médicos A escolha do hospital português para a realização da cirurgia se deu em função do mesmo possuir uma Uti neurológica onde ele poderia estar melhor amparado. Após 14 h de cirurgia bem sucedida o meu pai morreu na Uti neurológica do hospital português por negligência da plantonista da Uti e das enfermeiras que lá trabalhavam. Foi fortemente sedado sem necessidade e por essa razão aprestou problemas para respirar, seu sofrimento respiratório foi negligenciado, só tomaram um atitude horas depois da chegada de seu médico que ficou atônito com o que viu. Tarde demais , devido a falta de respiração teve várias hemorragias cerebrais e morreu nesse maldito hospital. Mataram meu pai no Real Hospital Português.

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