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quarta-feira, 20 de abril de 2011

A INVASÃO DOS MOTOQUEIROS

A Folha de São Paulo de hoje revela que os acidentes de trânsito na maior cidade do Brasil caíram pelo terceiro ano consecutivo. Isso quando os dados estão relacionados com automóveis, caminhões e ônibus. Com os motoqueiros a situação é diferente e o índice de mortes dos que andam no veículo de duas rodas aumentou 11,7% em relação ao ano anterior. Na capital paulista, atualmente, 35% das mortes no trânsito são de condutores de motos.
Será esse um problema só de São Paulo? Não. Em Pernambuco, como em qualquer outro Estado do Nordeste, as motos literalmente invadiram cidades, povoados, estradas vicinais... Estão em todos os lugares. Na Suíça Pernambucana, dificilmente passa uma semana sem que um jovem perca a vida num acidente envolvendo moto e algum outro tipo de veículo ou mesmo uma parede. Não é raro que os acidentes sejam vários numa mesma semana, normalmente com morte.
Não sei se é o caso de Garanhuns, mas várias cidades pequenas do Agreste Meridional já têm mais motos do que automóveis.  É o caso de Capoeiras, com 536 carros de passeio ou caminhões, contra 717 motos. Em Pernambuco as motocicletas já chegam a 32,6% da frota e no Brasil somam 22,1%. Esses percentuais crescem a cada dia, em todos os lugares.
Nos municípios pequenos, em termos proporcionais o crescimento é maior. E o pior é que nesses lugares a maioria dos condutores e os caronas andam sem capacete. Muitas mortes que podiam ter sido evitadas, na região, não o foram porque simplesmente não há a menor fiscalização. A invasão das motos pode ser positiva, por um lado, e danosa, de outra parte. A vida está por um fio na irresponsabilidade e na falta de prudência de quem anda – às vezes em alta velocidade e fazendo malabarismo – sobre um veículo de duas rodas.

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