SEBRAE

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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

AFINAL O QUE É JAZZ?

Louis Armstrong


Ella Fitzgerald

Garanhuns realiza até hoje o seu 3º Festival do Jazz. O evento tem se tornado uma alternativa a cada ano para quem deseja fugir da poluição sonora e visual do carnaval e também não está a fim de uma praia. A festa local atrai mais os turistas do que os moradores da cidade. Gente do Recife, Olinda, Jaboatão, Caruaru, Maceió e até de lugares mais distantes da Paraíba, Sergipe e Rio Grande do Norte. Quem está acostumado com forró (tradicional ou estilizado), música sertaneja, romântica, rock ou MPB deve se perguntar: afinal o que é Jazz?

O Jazz é um gênero musical surgido nos Estados Unidos, nos primeiros anos do século XX. Hoje, principalmente no Brasil, é um ritmo apreciado mais por uma pequena elite, porém nasceu nas comunidades negras da terra do Tio Sam. Foi se aperfeiçoando, criando subgêneros, estando muito perto do blues e do ragtime, outras duas criações americanas. O Jazz tem um ritmo sincopado, pode ser só instrumental ou cantado, com o uso de metais, uma forte presença da bateria, saxofone, trompete e também guitarra. Entre os grandes nomes desse gênero musical no mundo estão Louis Armstrong, um negro de voz belíssima; Ella Fitzgerald, também negra e igualmente uma grande cantora; Duke Ellington e ainda Frank Sinatra, que incursionou por vários gêneros e ficou famoso também como ator. No Brasil não há uma tradição jazzística muito forte, mas são lembrados nomes como o de Leo Gandelmam e Toninho Horta. Quem faz música instrumental no Brasil normalmente tem uma aproximação com o Jazz. A nosso ver, esse gênero nunca será muito popular, porque tem muito pouco a ver com a nossa cultura. Nos states os negros inventaram o Jazz, mas aqui os homens de cor estiveram desde o início mais perto de outros gingados, que terminariam por originar o nosso belo samba e suas variações. E não há nenhuma dúvida que um samba de Paulinho da Viola, João Bosco, Chico Buarque, Jorge Aragão, Martinho da Vila, Beth Carvalho ou Alcione toca muito mais o brasileiro do que a música dos negros americanos. (Texto de Roberto Almeida, a partir de algumas informações da enciclopédia do google).

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