UMA CRÔNICA POLÍTICA NO DOMINGO - Por Roberto Almeida


Aos domingos tenho escrito crônicas, procurando assuntos mais leves, amenos, imaginando que depois de uma semana de labuta, preocupações, notícias desagradáveis, o leitor esteja a fim de algo mais relaxante.

Hoje, porém, o tema da crônica será a política.

É que no próximo domingo estará sendo decidido o futuro do país e se torna inevitável uma reflexão.

Temos de um lado um candidato sofrido nas lidas da vida, que já passou por tudo neste mundo.

Não tinha nem o que comer, na infância.  Levado pela mãe foi para a cidade grande, trabalhou nas ruas, ainda menino,  e depois virou operário.

Morou, mesmo na capital, em casas sem nenhum conforto, sem ao menos um banheiro privativo, a água entrando nos cômodos,  quando vinha a chuva.

Se tornou líder sindical, sem gostar de política foi tragado por ela, se elegeu deputado e mais na frente se tornou o primeiro presidente do Brasil egresso da classe pobre.

Num país complicado, de mais de 200 milhões de habitantes, erradicou a fome duas vezes, gerou milhares e milhares de empregos, criou programas sociais que deram dignidade aos brasileiros.

Transformou a vida no Nordeste e na periferia das grandes cidades do Sul, Norte, Centro Oeste e Sudeste.

Sempre esteve ao lado do povo e se comportou como um verdadeiro democrata.

O legado dele é gigante e não dá para dizer tudo aqui.

E o outro?

Está ligado a um sobrenome.

De um homem que passou quatro anos no poder e não fez nada de relevante.

Apenas dividiu o país, pregou o ódio e disse coisas horríveis,  quando as pessoas morriam porque não tinha vacina e sofriam por falta de ar.

O próprio candidato, que foi deputado e é senador, não tem nada a apresentar.

Na falta de proposta, não tira da boca o nome do adversário, mente por esporte, ameaça os direitos conquistados após décadas de lutas memoráveis.

Um defende a educação, a cultura, os artistas, a música, a literatura e o teatro.

O outro prega a redução do tamanho do estado, de modo que os mais vulneráveis fiquem sem o cobertor que acolhe.

Prega o armamento da população, a militarização das escolas, o enfraquecimento do Poder Judiciário, leis mais duras para combater a criminalidade, de maneira que os mais pobres serão penalizados. 

E os bandidos ricos, de colarinho branco ou de jaleco, fica por isso mesmo?

Nesta encruzilhada em que estamos, que Deus olhe para o Brasil, ilumine a mente do povo e permita um futuro melhor a esta Nação de tantas riquezas e com tanta coisa ainda por se fazer. 


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