O LEGADO DE BENITO DE PAULA PARA A MÚSICA POPULAR BRASILEIRA


Vítima de complicações de câncer de próstata, o cantor, compositor e pianista Benito de Paula morreu neste domingo (18) à noite, num hospital de São Paulo, aos 84 anos. 

O artista completaria 85 anos no próximo mês de novembro.

Benito nasceu em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro e recebeu o nome de Uday Vellozo (muitas vezes também grafado Velloso).

Quando estreou em disco, em 1971, já tinha adotado o nome artístico com o qual ficou conhecido em todo o Brasil e em outros países.

Durante toda a década de 70 e parte da década seguinte o cantor emplacou grandes sucessos, como Proteção às Borboletas, Charlie Brown, Como Eu Amei e Mulher Brasileira.

"Retalhos de Cetim", para muitos sua obra prima, recebeu uma nova versão do maranhense Zeca Baleiro, em 2006.

Benito de Paula, no auge, vendeu tanto disco quanto Roberto Carlos.

Era um sambista romântico, que usava o piano para produzir e acompanhar suas músicas, tendo com isso desagradado a alguns puristas.

Chegou a entrar numa polêmica com Paulinho da Viola, que  foi acusado de compor a música "Argumento" para criticar a descaracterização de samba por Benito.

O artista de Nova Friburgo teria feito "Não Me Importa Nada" como uma resposta.

Mas Paulinho da Viola negou que tivesse feito a canção para criticar um colega.

"Sanfona Branca", de Benito, outro sucesso de sua carreira, é uma homenagem a Luiz Gonzaga.

Algumas estrofes da canção:

Aquela sanfona branca

Aquele chapéu de couro

É quem meu povo proclama

Luiz Gonzaga de ouro

Aquela sanfona branca

Aquele chapéu de couro

É quem o meu povo proclama

Luiz Gonzaga de ouro

Aquele tom nordestino

A voz sai do coração

É ele o rei do baião, é Luiz

É cantador do sertão

É filho de Januário

É quem canta o Juazeiro

É festa, é povo, Luiz alegria

Luiz Gonzaga é poesia.

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