São apenas cinco capítulos e neles o telespectador pode acompanhar a trajetória da seleção brasileira em 1970, desde as eliminatórias até a conquista da Taça Jules Rimet, no México.
A série retrata a realidade, mas toma liberdades que lhe dão, em alguns momentos, aspectos de ficção.
Brasil 70 foi criada por Paulo e Pedro Morelli, pai e filho, além de Quico Meirelles, filho do cineasta Fernando Meirelles, diretor de filmes aclamados, como "Cidade de Deus e "Dois Papas".
O documentário mostra os bastidores dos jogos da seleção, registra a passagem do comunista João Saldanha pela canarinha, até ser demitido por não aceitar a ingerência da ditadura militar na escalação do time.
Rodrigo Santoro, que interpreta o técnico e comentarista esportivo, é o craque da minissérie, ninguém chega perto dele no elenco.
Lucas Agrícola, jovem ator paulista, se sai bem interpretando Pelé, o grande nome de uma seleção de estrelas
No papel de Zagallo temos o Bruno Mazzeo, que tem uma cara enjoada e não precisa fazer muito esforço para ficar tão chato quanto era o treinador.
O mineiro Hugo Haddad interpreta o goleiro Félix e a meu ver também se destaca, mais do que os atores que interpretam Tostão, Rivelino, Jairzinho ou Gerson.
Os diretores do programa fizeram uma boa reconstituição da época em que o Brasil conquistou o tricampeonato mundial.
O capítulo que retrata a ansiedade dos jogadores antes da partida contra o Uruguai mexe com quem acompanha a saga.
Aliás, os caras conseguiram colocar emoção em cada capítulo, cada jogo, como se estivéssemos de volta ao passado, vivendo novamente aqueles momentos únicos da conquista do tri.
Vale muito a pena assistir.
Quem sabe essa minissérie dá força aos jogadores atuais e faz com que os torcedores voltem a acreditar no futebol brasileiro, meio desacreditado pelos fracassos nas últimas copas do mundo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário