CINEMA É ARTE, É MEMÓRIA, É HISTÓRIA E CULTURA

O Cine Eldorado
O antigo Eldorado
Prédio onde funcionou o Cine Jardim
Cine Glória 

Por Roberto Almeida

O Cine Eldorado está aí, há 21 anos.

Quem achava que cinema em Garanhuns não tinha mais futuro e a sala de exibição não chegaria a seis meses, quebrou a cara.

Nem as redes sociais, os streamings que ofertam centenas de filmes, diariamente, no conforto do lar, foram capazes de abalar o cinema do Polo Heliópolis.

No momento três filmes estão em cartaz, um deles "Michael", cinebiografia do famoso astro pop americano.

Em 2005, quando o novo Cine Eldorado começou a funcionar, exibiu um filme da saga "Harry Potter".

CINEMA ANTIGO

Antes da televisão se popularizar, quando ninguém nem sonhava com um troço chamado internet, cinema era a grande diversão.

Garanhuns teve vários cinemas: O Gloria, na Avenida Santo Antônio; o Jardim, na praça do mesmo nome; o Veneza, na Rua Dr. José Mariano, e o antigo Eldorado, no mesmo local em que funcionam as duas salas do novo Eldorado.

A televisão acabou com os cinemas e cidades do interior, como Garanhuns, passaram décadas sem uma única sala de exibição.

Criança, assisti "Bonga, o Vagabundo", no Cine Veneza. É um dos primeiros filmes de Renato Aragão, ainda sem os parceiros Zacarias e Mussum.

Na mesma sala da antiga Rua do Recife vi pela primeira vez "A Noviça Rebelde", que assistiria muitas outras vezes ao longo da vida.

"Susan e Jeremy - O Primeiro Amor", foi um filme que assisti no antigo Eldorado. Era adolescente, mas lembro que o longa tinha muita qualidade. Uma história romântica ao som de violinos e violoncelos.

No Cine Jardim vi muito faroeste, filmes de lutas marciais e "Marcelo Pão e Vinho", que virou um clássico.

"Missão Impossível", um dos primeiros da série com Tom Cruise, assisti no novo Eldorado.

Lembro até que nesse dia, na sessão, estava presente o casal Silvino Duarte e Aurora Cristina. Ela infelizmente não está mais entre nós.

Cinema é arte, é memória, é diversão, é história, é cultura.

Daí que sobrevive, nas grandes e pequenas cidades, ocupa espaço importante também na televisão. 

A TV, que quase acabou totalmente com o cinema, hoje é aliada da sétima arte.

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