Por Roberto Almeida
O que me parece é que a jornalista Ana Paula Renault, campeã da edição deste ano do programa da TV Globo, mudou o perfil do reality show.
Sempre me passou a impressão de um programa vazio, com momentos de baixaria e discussões inúteis sobre o nada.
Na casa em que a emissora de TV confina gente durante meses, de olho num prêmio polpudo, pessoas têm adotado, ao longo de anos, comportamentos pouco civilizados, de mundiça, para ser mais claro.
A jornalista Ana Paula é mineira, tem 44 anos e demonstra muita consciência política e social.
Acredito que mudou o perfil do programa, que talvez pela primeira vez discutiu questões sérias.
Pelo que eu li e vi (em vídeos) teve um momento em que a vencedora desta edição defendeu o fim da escala 6 x 1.
Dentro da Globo, empresa sempre ao lado do famigerado mercado, uma mulher defender uma pauta da esquerda, que interessa aos trabalhadores, é uma atitude ousada.
Ana é claramente simpática à reeleição de Lula, se posiciona contra o inominável e a direita.
Teve 75,94% dos votos e vai receber pouco mais de R$ 5 milhões e 700 mil reais.
É dinheiro demais.
Nem com muito esforço ela gastará toda essa grana.
A maioria dos brasileiros torceu e votou em Ana Paula. Ficou contente com sua vitória.
Nós não ganhamos nada, vamos continuar pobres. Mas nem por isso vamos deixar de comemorar a vitória de uma mulher corajosa, autêntica, que está antenada com o Brasil real.
Alguns criticaram a escolha, tentaram desqualificar a campeã porque ela não deixou a casa ao saber da morte do pai.
Isso é pura inveja, é claro.
Ana Paula Renault honrou o pai, a família, os brasileiros que desejam um país melhor e mais justo.
Parabéns pra ela.

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