Em 1986, Pernambuco viveu uma das campanhas políticas mais bonitas de sua história. Miguel Arraes, deposto do governo pelos militares em 64, foi candidato ao Palácio das Princesas, enfrentando o então jovem José Múcio Monteiro, hoje ministro da Defesa do Governo Lula.
“A esperança está de volta” foi o slogan da campanha que empolgou os eleitores da capital e interior. “Arraes vai entrar pela porta que saiu”, anunciava o guia eleitoral da televisão, com uma participação marcante dos poetas populares Zeto e Bia.
O programa político de rádio foi comandado pelo saudoso Edvaldo Moraes, com participação como redator deste jornalista. Ricardo Leitão, que cuidou da comunicação do peemedebista (à época), fez um ótimo trabalho e por isso se tornou secretário de Imprensa do governador.
Arraes derrotou Zé Múcio por uma diferença superior a 600 mil votos, um estrondo, em meados da década de 80. E ainda elegeu os senadores Antônio Farias e Mansueto de Lavor, quando Roberto Magalhães era o favorito a uma das vagas.
Passados 40 anos, uma neta e um bisneto do velho Arraes estão para entrar numa disputa majoritária. Marília, filha de Marcos Arraes e Sônia Valença, vai disputar o Senado. João Campos, filho de Eduardo e Renata, neto de Ana Arraes, irá tentar chegar ao cargo ocupado pelo pai e o bisavô.
João e Marília não são simplesmente herdeiros políticos de Miguel e Eduardo. Desde que entraram na vida pública têm demonstrado garra e competência, trabalhando a favor do povo mais humilde de Pernambuco.
Marília foi atuante vereadora no Recife e excelente deputada federal.
João também foi deputado federal e como prefeito do Recife vem se destacando como um dos melhores gestores do Brasil. A esperança, de 1986, volta a bater no coração dos pernambucanos, em 2026.
Os dois jovens políticos — um homem e uma mulher de lutas — vão enfrentar uma adversária que prometeu muito e entregou pouco, frustrando milhões de eleitores que nela acreditaram. Somente neste quarto ano o governo do estado deu sinal de vida em muitos municípios.
Prefeitos, deputados e até setores da imprensa são cooptados na prática da velha política que atrasa o desenvolvimento das cidades e do Estado. João, com Marília, Carlos Costa e o representante do PT podem mudar esse quadro, assim como fez Arraes no passado.
Assim como fez também Eduardo.
Pernambuco precisa melhorar a saúde, a educação, a segurança pública, combater o feminicídio e outros graves problemas que afligem os que moram na região metropolitana e no interior.
A ex-prefeita de Caruaru teve sua chance e não correspondeu. O eleitor se decidir tirá-la do Palácio, não é porque é uma mulher e sim por ter ficado aquém como governante de um Estado que já teve no Palácio Arraes, Marco Maciel, Jarbas, Roberto Magalhães e Eduardo Campos.
João e seu time, com Marília e Humberto, estão com Lula, estão do lado do povo, como sempre estiveram Eduardo e Arraes.

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