Caso Marília Arraes seja alijada da chapa de João Campos, seja "jogada fora da Frente Popular", como cogitou o presidente do PDT, Carlos Lupi, ela poderá se unir à adversária de quatro anos atrás.
Segundo o advogado Fernando Coelho, filho do saudoso deputado federal pernambucano do mesmo nome, Raquel já fez o convite à neta de Arraes para disputar o senado e esta teria aceito.
Jornalista Magno Martins também publicou esta versão.
A governadora só tem a ganhar com essa aliança.
Marília dará a Raquel um verniz menos à direita e talvez parem de dizer que ela é bolsonarista.
A ex-deputada, que já foi do PSB e PT, que disputou o cargo de governadora pelo Solidariedade, levará um montanha de votos do campo progressista para a representante do PSD.
Depois dessa novidade ou possibilidade, o prefeito João Campos ainda não se pronunciou.
O socialista, ao que tudo indica, "pescou" Eduardo da Fonte (PP), que estava com Raquel, mas se perder o apoio da prima isso pode pesar mais na frente.
Dudu da Fonte pode ter dinheiro, 30 prefeitos ou mais, porém seu capital de votos não se compara ao de Marília Arraes.
Em abril teremos a definição em torno desses novos arranjos políticos em Pernambuco.
João Campos já teve mais de 50 pontos de vantagem na provável disputa com Raquel Lyra.
No momento, segundo o Datafolha, a frente é de 13 pontos.
A governadora tem a máquina estadual, tem um exército de prefeitos e deputados.
Se tiver também Marília Arraes e talvez Silvino Costa Filho ao seu lado terá uma chapa competitiva.
Tudo indica que teremos mesmo um clássico político sensacional da política pernambucana na eleição de outubro deste ano.
Vamos aguardar as cenas do próximo capítulo.

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