A matéria da emissora de TV, exibida para todo o Brasil, revela um esquema ilegal de espionagem da Polícia Civil de Pernambuco, para bisbilhotar a vida de servidores e de adversários políticos.
A reportagem apresentou documentos internos, trocas de mensagens entre policiais e depoimentos públicos - e sob sigilo - que apontam o uso político da estrutura policial.
Polícia sendo usada para perseguir servidores que se recusaram a cumprir ordens consideradas ilegais e práticas de arapongagem, consolidando a presença de uma “polícia paralela” contra adversários políticos.
O Domingo Espetacular revelou que um principais alvos das ações denunciadas é o Secretário de Administração da Prefeitura do Recife, Gustavo Monteiro.
O prefeito João Campos aparece indiretamente em duas das denúncias, o que levanta a suspeita de que investigações e operações da polícia teriam sido direcionadas não por critérios técnicos ou jurídicos, mas por interesses políticos, especialmente em um cenário pré-eleitoral.
Desde a exibição da reportagem, os principais nomes da oposição em Pernambuco cobram explicações ao governo.
Os deputados Cayo Albino, Waldemar Borges, Dani Portela, Sileno Guedes, Delegada Gleide Ângelo e outros lamentam a prática do governo, que lembra episódios da ditadura militar.
"A história já mostrou, e sempre da pior forma, que quando o Estado transforma a polícia em instrumento político, a democracia começa a ruir", escreveu o deputado Waldemar Borges (PSB), associando o episódio a atitudes de ditadores como Mussolini, na Itália e Hitler, na Alemanha.
É aguardar para ver o posicionamento da governadora Raquel Lyra.
Em escândalos anteriores de sua gestão, como a denúncia da existência de uma milícia digital operando no Palácio das Princesas e a falta de fiscalização, por parte da EPTI, da empresa Logo Caruaruense (da família da governadora), pessoas de destaque no governo foram demitidas.
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