A ex-deputada e ex-vereadora do Recife Marília Arraes tem tido problemas desde que entrou na vida pública.
Ousada, defensora de pautas progressistas, a neta do ex-governador Miguel Arraes incomoda à direita e à esquerda.
Quando estava no PSB trombou com o primo famoso, Eduardo Campos, então no auge.
Depois que passou para o PT passou a sofrer boicote no próprio partido.
Para disputar o governo, em 2022, teve de se filiar ao Solidariedade, montou uma chapa meio que às pressas e liderou as pesquisas até que Raquel Lyra ficou viúva, chegando ao poder com a ajuda da comoção popular.
Marília, no momento, lidera as pesquisas para o senado.
E possivelmente vai ter de mudar de partido novamente. Seu destino agora é o PDT, partido aliado do presidente Lula, a quem a ex-deputada é fiel.
Mas antes mesmo de Marília Arraes entrar na disputa para o senado já está sendo bombardeada, inclusive por setores da imprensa estadual.
João Campos até agora não deu uma palavra a favor da prima, Humberto Costa não bota a cara, mas todo mundo sabe que está sabotando a ex-vereadora do Recife novamente.
Humberto, parece, não quer adversários de peso na disputa, para se reeleger para o senado novamente sem atropelos.
E Marília, segundo todas as pesquisas, não somente lidera a disputa para o senado, como tem o dobro das intenções de voto do coronel das esquerdas pernambucanas.
Por que Marília incomoda tanto?
Por ser corajosa, atrevida, por ter voo próprio e principalmente por ser mulher.
Os donos da esquerda de Pernambuco têm medo da consolidação de novas lideranças que os ofusquem.
*Foto: Jornal do Commercio do Recife

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