"Democracia em Vertigem", o primeiro dos filmes, foi indicado ao Oscar em sua categoria. Conta como foi arquitetado e concretizado o golpe contra a presidente Dilma, e vai até a eleição de Bolsonaro.
O segundo documentário de Petra, "Apocalipse nos "Trópicos" é praticamente uma continuação do trabalho anterior.
Neste segundo filme a diretora, embora sem aprofundar muito a questão, mostra a ascensão dos evangélicos no Brasil e o peso que tiveram na eleição do tal Jair, em 2022.
Silas Malafaia é o evangélico que mais aparece no documentário, com toda sua verborragia e arrogância.
Petra chega a mostrar a preparação para a tentativa de golpe, que aconteceu no dia 8 de janeiro de 2023, exibindo algumas cenas fortes da invasão a praça dos três poderes.
Revendo alguns momentos do fatídico dia, não tem como não pensar que o Supremo Tribunal Federal está certo em penalizar aqueles que tentaram derrubar um governo legitimamente eleito.
O trabalho de Petra Costa cumpre papel importante no exterior, de modo que em toda a América Latina, na Europa e nos Estados Unidos as pessoas tenham informações sobre o Brasil e as tentativas de implodir a sua democracia.
Aqui em nosso país, deveria ser exibido nos colégios e universidades, com a realização de debates posteriores, para aprofundar as questões levantadas.
Como a maioria das pessoas atualmente têm Netflix, que o maior número de assinantes assista.
É cinema, é jornalismo, é história e política, num trabalho de qualidade.
Apocalipse significa revelação como cita Petra, já no final.
É palavra que veio do grego apokálypsis, que significa "tirar o véu".
O termo se tornou sinônimo de "fim do mundo" devido ao conteúdo do livro bíblico que leva esse nome, o último do Novo Testamento.




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