POLÍTICOS DE DIREITA SE ESPECIALIZAM EM AFRONTAR DIREITOS AUTORAIS


Políticos da extrema brasileira estão se especializando, nos últimos tempos, em usar músicas de artistas renomados sem autorização.

Os compositores reclamam do uso indevido de suas canções e em algumas ocasiões têm acionado a justiça.

Caso mais recente envolveu o produtor cultural Giuliano Manfredini, filho de Renato Russo.

Ele enviou uma notificação extrajudicial ao partido Novo pelo uso não autorizado da música “Que País É Este”, uma composição de Renato,  durante o lançamento da candidatura de Romeu Zema à presidência da República.

A Legião Urbana Produções, que detém os direitos sobre a marca e é comandada por Giuliano alegou que houve violação dos direitos autorais e solicitou que tanto Zema quanto o partido se abstenham do uso da música “em publicações futuras, no Instagram ou em qualquer outra plataforma”.

Ação semelhante a do governador de Minas Gerais foi praticada pelo vereador Jair Renan, de Balneário Camboriú, em Santa Cataria.

O político, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro teve de explicar na justiça porque usou sem permissão a música "Pé de Areia", do compositor Cauíque Façanha, gravada por Diogo Nogueira.

O próprio Bolsonaro utilizou músicas de artistas declaradamente contrários a ele para promover sua gestão. 

Em publicações institucionais foram usadas na trilha sonora canções de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gloria Groove, Preta Gil, Priscilla Alcântara e Daniela Mercury. 

Os artistas reclamaram e o político foi "detonado" nas redes sociais.

A deputada Carla Zambelli, que está presa na Itália, teve complicação na justiça por utilizar, sem autorização,  a música "Xiquexique", composta em 1997 pelos compositores Tom Zé e José Miguel Wisnik.

O compositor pernambucano Flávio Leandro também foi vítima do uso indevido de uma das mais conhecidas canções, "Chuva de Honestidade", pelo ex-presidente, que está em prisão domiciliar.

Flávio não gostou e  reclamou do político.

“Me incomoda porque tem muita gente querendo usar atestado de pureza sem ser, usando uma obra que nem combina com a pessoa”, afirmou o artista, quando do episódio.

Já Chico Buarque entrou com uma ação na Justiça contra o Facebook, após descobrir o uso de uma de suas músicas, sem autorização.

A música "Cálice", uma composição feita contra o regime militar,  foi usada num vídeo postado no Instagram para associar o ministro Alexandre de Moraes à ditadura.

Os políticos citados são desonestos e ignorantes. 

O governador Romeu Zema, citado no início da matéria, numa entrevista na televisão, ao ser perguntado se ouvia determinada pergunta, se saiu com esta pérola:

- Ouvo muito bem!

Um comentário:

  1. A gente relembra aquelXS politicXs radicais de DIREITA, DITADORES CORRUPTxS, VIOLENTOS, PERVERSOS até o TUTANO DA OSSADA, que utilizaram e ainda utilizam a eterna canção FILHO DO DONO, composição de Petrúcio Amorim, eternizada nas vozes de Flávio José e Santana, o cantador.

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