POLÍTICA DE PAI PARA FILHO É UMA TRADIÇÃO NA VIDA PÚBLICA BRASILEIRA

Arraes com Eduardo Campos, 
Tancredo e Aécio

Filhos costumam seguir uma tradição dos pais. Assim, é comum juízes terem filhos na magistratura, médicos com os pais na mesma profissão, comerciantes passarem o bastão para seus herdeiros.

Na política não é diferente. O deputado federal e ex-governador mineiro Aécio Neves (PSDB) é neto de Tancredo Neves, político que foi primeiro ministro e presidente da República, não chegando a assumir por ter sido vítima de uma doença fatal.

Na Bahia Antônio Carlos Magalhães foi governador, seu filho Eduardo morreu no mandato como deputado federal, e ACM Neto chegou a prefeito da capital. Atualmente lidera as pesquisas como pré-candidato ao Governo do Estado.

Em Pernambuco, o prefeito do Recife,  João Campos,  é filho de Eduardo, que por sua vez era neto de Miguel Arraes, governador do Estado em três oportunidades.

A família ainda tem na vida pública a deputada Marília Arraes, também neta do ex-governador.

José Aglailson, de Vitória de Santo Antão, fez do seu filho o herdeiro político, o que Cintra Galvão tentou fazer quando elegeu seu rapaz para prefeito de Belo Jardim.

Aqui pertinho, em Lajedo, Antônio Dourado, que viveu mais de 100 anos, que era médico, tem um filho atuando em consultório e dois seguiram a vocação pela vida pública.

Dourado velho foi prefeito de sua cidade e depois Antônio João, o filho, governou o município três vezes.

Outro filho, Marcantônio Dourado, foi deputado por sete mandatos e hoje o seu filho (neto de Antônio Dourado), atualmente representa o município na Assembleia Legislativa de Pernambuco.

Teríamos muitos outros exemplos para citar, mas por enquanto basta estes acima. Não há dúvida de que "política está no sangue", como se diz.

Se no Brasil, em Pernambuco e em vários municípios essa tradição é seguida sem problemas, por que em Garanhuns seria diferente?

Sim, porque aqui na cidade os adversários do prefeito Sivaldo Albino quando falam de pré-candidatura do jovem Cayo à Assembleia, abordam o assunto como se o gestor estivesse cometendo um delito.

Acho, no entanto, que se não é ilegal, se o rapaz tem qualidades, capacidade para a vida pública, é uma opção. Importante mesmo é Garanhuns recuperar a cadeira na Alepe. E que Cayo Albino, honrando o nome do pai, represente o Agreste Meridional da melhor maneira possível.

Admito que até eu a princípio tive resistências a esse projeto. Mas ao me informar melhor, saber que essa tradição vem de longe na política brasileira, fiquei convencido de que é perfeitamente viável.

Melhor estar representado na Alepe por um jovem com potencial do que por um de fora de Garanhuns, ou um daqui que não está tão preparado quanto ele.

Não se fala tanto em renovação? Pois bem, Cayo é renovação, pois seria seu primeiro mandato, chegaria na Assembleia cheio de gás.

Izaías, se puder ser candidato, é figura carimbada. Já recebeu demais do povo de Garanhuns: três mandatos de deputado e dois de prefeito.

E Zaqueu, com todo respeito, pois é boa gente, foi vereador por cinco mandatos, candidato a prefeito e na minha modesta opinião mistura religião e política de uma forma que lhe prejudica.

Nenhum comentário:

Postar um comentário