Em 1992, o jovem médico Bartolomeu Quidute se candidatou a prefeito de Garanhuns. Tendo como vice o biomédico Almir Penaforte, entrou na disputa sem muitas chances, pois o então prefeito Ivo Amaral, o governador Joaquim Francisco e o senador Marco Maciel, principais forças políticas da época, lançaram a candidatura de José Tinoco, que iniciou a campanha como franco favorito.
Depois, pela oposição, ainda tinha o empresário Givaldo Calado, que já havia disputado em 1988, tendo sido bem votado. Tinha o apoio de Arraes e outras forças do campo progressista.
Bartolomeu era a chamada terceira via, o azarão ou a zebra, como queiram.
A candidatura do médico cresceu em cima da insatisfação com os dois principais candidatos, ele inovou a forma de se fazer política em Garanhuns, caiu nas graças do povo, cresceu principalmente na reta final e ganhou a eleição com 16 mil votos de vantagem para o segundo colocado.
Uma diferença espantosa para época. Sua vitória repercutiu até no Recife, merecendo reportagens no Diário de Pernambuco e Jornal do Commercio, principais órgãos de imprensa da capital no início dos anos 90.
Como prefeito, Quidute fez uma gestão diferente das que a população estava acostumada. Levou o governo à periferia, investiu nos bairros, construiu postos de saúde em áreas da cidade que antes eram esquecidas, conseguiu junto ao Governo Federal o Caic do Indiano, maior escola do município no seu tempo.
A primeira dama de Garanhuns, Rosa Quidute, conquistou o povão com sua simpatia, sua naturalidade. Com o apoio do marido prefeito ela criou um sopão que era distribuído nas comunidades carentes.
Quando chegou a eleição de 1996, Bartolomeu tinha ampla aprovação do povo de Garanhuns.
Com o prestígio que tinha elegeu o então vereador Silvino Duarte, derrotando a fortíssima candidatura de Ivo Amaral, prefeito por dois mandatos, um grande tocador de obras.
Silvino se elegeu em 1996 pelo PSB, com o apoio de Bartolomeu e de Miguel Arraes, que fazia o seu terceiro governo.
Porém antes mesmo de assumir Silvino já tinha rompido com o grupo que o apoiou e quando estava no poder trocou o PSB pelo PMDB.
Em 2020, mais de 24 anos depois, Bartolomeu deu o troco. Foi um personagem importante na campanha de Sivaldo Albino, que venceu uma eleição apertadíssima justamente contra Silvino.
Tranquilo, ao lado de Rosa ele curte os filhos - todos bem encaminhados na vida - e os netos. Acompanha a administração de Sivaldo e não tem dúvida de que quando as obras saírem do papel (e serão muitas, não tem dúvida) a população estará consciente de que fez certo em apostar na mudança.
O sucesso da Magia do Natal deste ano não surpreende Bartolomeu Quidute. Ele está convencido de que é só o começo de um grande trabalho em Garanhuns, de uma gestão que investirá não apenas em calçamento, mas também nas saúde, na assistência social, na infraestrutura e no turismo, fazendo o município se desenvolver, de modo a gerar mais oportunidades para os seus moradores.
Rosa Quidute, vice-prefeita de Garanhuns de 2013 a 2016, comunga dos ideais do marido e também está certa de que o município trilha o caminho correto e continuará avançando.
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