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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

QUALQUER MANEIRA DE AMOR VALE A PENA

A imprensa divulgou que 800 mil pessoas participaram da última Parada Gay, realizada no Rio de Janeiro.

Admitindo que esses números estejam próximos da realidade e que a maioria dos presentes à marcha da diversidade era formada por homossexuais, chegamos à conclusão que mais de meio milhão de gays e lésbicas foram à Praia de Copacabana no domingo.

É muita gente.

Se você imaginar que milhões de homossexuais ficaram em São Paulo, em Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, outras capitais e muitas cidades do Brasil, constará que existe um número espantoso de homens e mulheres que gostam de pessoas do mesmo sexo.

Goste ou não desse fato, você terá de admitir que é a realidade.

Homossexuais existem desde que homens e mulheres começaram a habitar a face da terra e a própria bíblia traz referências aos gays, considerando um pecado o amor entre pessoas do mesmo sexo.

Já existiram sociedades mais tolerantes ao homossexualismo, mas em geral há um preconceito muito forte e os gays e lésbicas são perseguidos em quase todos os países.

Alguns lugares são mais tolerantes, outros não. Gays e lésbicas são assassinados diariamente no Brasil não porque tenham feito o mal a alguém, por terem praticado algum delito ou prejudicado ou outro, mas simplesmente pela inclinação sexual diferente.

Oscar Wilde, brilhante escritor inglês do século XIX, foi preso em seu país pelo “crime” de gostar de homens.

Hitler na Alemanha, Stalin na Rússia e Fidel Castro em Cuba perseguiram violentamente os gays.

O líder nazista, com sua ideia de fazer uma limpeza étnica no seu país e no mundo mandou para os fornos crematórios milhões de judeus, ciganos, deficientes físicos e homossexuais.

Quem está certo nessa história?

As autoridades britânicas que prenderam Oscar Wilde? Hitler, Fidel, Stalin?

Estão agindo de maneira correta os homofóbicos brasileiros que assassinam os que têm orientação sexual diferente nas ruas de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Brasília ou de qualquer cidade?

Nos Estados Unidos, há pouco tempo, um deputado que vivia atacando os gays foi flagrado numa relação homossexual. Ficou tão desmoralizado, pela hipocrisia, que renunciou ao cargo.

Quantos aqui no Brasil, que fazem discursos homofóbicos, no fundo não estão incomodados, com medo de sua porção mulher? Afinal basta ler um pouco de biologia do ensino médio para ficar sabendo que todos nós temos hormônios masculinos e femininos.

Não devia haver tanto preconceito, desinformação e ódio.

As pessoas deviam se conscientizar que pecado é roubar, prejudicar o outro deliberadamente, matar. Não gostar de alguém, amar, mesmo que seja do mesmo sexo.

Devíamos pelo menos respeitar. “Não ter aquela opinião formada sobre tudo”, como diz a canção de Raul Seixas.

Milton Nascimento e Caetano Veloso, no distante ano de 1975, fizeram uma música muito bonita, que ficou linda na voz de Gal Costa.

A letra é simples e se repete em versos mais ou menos assim:

Vida vida que amor brincadeira, vera
Eles amaram de qualquer maneira, vera
Qualquer maneira de amor vale a pena
Qualquer maneira de amor vale amar.

Pena que pena que coisa bonita, diga
Qual a palavra que nunca foi dita, diga
Qualquer maneira de amor vale aquela
Qualquer maneira de amor vale amar
Qualquer maneira de amor vale a pena

Qualquer maneira de amor valerá...
“Qualquer maneira de amor vale a pena”, é a chave da canção. É, possivelmente, a chave da sensatez. O que não vale a pena, nunca, não constrói, não torna ninguém feliz, é a intolerância, o ódio.

Um comentário:

  1. Para a turma da "esquerda" só existe uma coisa sagrada nesse mundo! O direito de queimar a rosca. Ah desse direito eles não abrem mão de jeito nenhum!!!

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