quinta-feira, 19 de novembro de 2015

VOTO IMPRESSO: AVANÇO OU RETROCESSO?


Por Júnior Almeida

Desde a eleição presidencial do ano passado a oposição não faz outra coisa a não ser azucrinar o governo para tentar derrubá-lo. Por bem ou por mal, é o que pregam alguns. Já foram apresentadas teses de compra de votos, de abuso do poder econômico, pedaladas fiscais e várias e várias teses golpistas para tentar o impeachment da presidente Dilma Roussef. A obsessão pelo golpe é tão grande, que alguns simpatizantes do governo PT usam as redes sociais fazendo gozação do suposto chororô. Em um desses memes tem a foto de Aécio Neves com cara de choro e a frase: "JÁ ESTAMOS NO 39° TURNO E AÉCIO PERDEU DE NOVO".

Nem imagino em que turno estamos, mas o fato é que ontem (18) a oposição conseguiu parte do que queria, ao derrubar um veto da presidente Dilma. Uma das teses da oposição para tentar desfazer a vontade da maioria dos brasileiros, foi colocar em dúvida a lisura do pleito, com insinuações de que as urnas eletrônicas poderiam ser programadas para beneficiar o governo. Estudos sobre a votação eletrônica foram pedidos, e como era de se esperar, nem um vestígio de fraude foi constatado. Ontem, por votação, os deputados e senadores não conseguiram desfazer a vontade da chefe do Executivo, de proibir que empresas banquem seus candidatos (que era um dos vetos), é verdade, mas conseguiram que as urnas eletrônicas sejam modificadas para que imprimam os votos do eleitor, que serão depositados em um local lacrado sem que quem votou toque nesse papel impresso.

Foram 368 deputados e 56 senadores que votaram a favor da derrubada do veto. Segundo a presidente Dilma Roussef, com informações do TSE, a mudança na legislação vai gerar uma despesa de R$ 1,8 bilhão em compra de novos equipamentos e custo das eleições, por isso o motivo do veto, que os parlamentares agora derrubaram.

Segundo Cássio Cunha Lima, senador do PSDB da Paraíba, a derrubada do veto recuperou a vontade da Câmara e do Senado, que votaram pela obrigatoriedade da impressão dos votos. O paraibano disse ainda que o objetivo é assegurar ao eleitor uma contraprova do voto dado.
- A urna eletrônica é, sem dúvida, um avanço, mas não pode ficar estagnada no tempo - disse Cássio Cunha Lima.
O senador José Pimentel (PT-CE) defendeu a manutenção do veto da presidente Dilma Rousseff . Lembrou que a recomendação para o veto veio do TSE, por causa dos altos custos da mudança.
- Como estamos tomando uma série de medidas por conta da limitação de recursos públicos, entendemos que não temos condições de investir na impressão de votos - afirmou Pimentel.

4 comentários:

  1. Urna brasireira foi rejeitada até no pais da muamba, o paraguai recebeu do Brasil 10000 urnas safadas e disse: volta essa merda.

    ResponderExcluir
  2. Amo o blog mas, a política partidária aqui se vê a quilômetros.

    ResponderExcluir
  3. Vamos voltar para os tempos do coronelismo em que se perguntava vota em quem pra Veriador? No coronel pra prefeito? Coronel pra dep federal e estadual? No coronel pra governador? Coronel senador? Coronel pra presidente? Coronel. Mas coronel eu posso abrir esta carta Andes de colocá- lá na urna; deixe de se besta cabra! Vc num sabe que o voto é secreto

    ResponderExcluir
  4. Existe realmente a necessidade da modernização das urnas eletrônicas brasileiras, se fizemos uma rápida pesquisa, veremos a rejeição de outros países quanto a urna que utilizamos no Brasil. Porém, se dando da forma que está sendo cogitada, é trocar seis por meia dúzia. Se o vota será impresso, mas não será conferido pelo eleitor, quem garante que este não saíra errado, tal qual existe suspeita de fraudes hoje. Desta maneira, sim, será apenas um gasto desnecessário, que apenas maquiará o que chamamos de democracia.

    ResponderExcluir