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sábado, 30 de maio de 2015

A GLOBO MATA O FUTEBOL BRASILEIRO

Jogo do Náutico na Arena Pernambuco, um dos mais modernos estádios do mundo. Partida válida pela Série B do Campeonato Brasileiro e um público de pouco mais de 5 mil pessoas num estádio que cabem confortavelmente mais de 40 mil torcedores. A torcida do Timbu é pequena, todos sabem e o time começou muito mal o ano, o que desanima seus seguidores. Mas só cinco mil? Precisa levar em conta também que o jogo foi às 10 da noite, em São Lourenço da Mata, que é longe pra c...

E público pequeno no futebol brasileiro não é privilégio de Pernambuco no estágio atual. Em São Paulo, no Rio, a cena se repete em jogos do Botafogo, São Paulo, Flamengo...

Segundo Danilo Soares Félix, em artigo especial para o site 247, quem está matando o futebol nacional é a TV Globo. Vamos conferir:

Com a implosão do Clube dos 13, capitaneada por Andrés Sanchez, na época presidente do Corinthians, os grandes clubes do Brasil se viram diante de negociações particulares por cotas de TV com a Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão.

Se for avaliada a divisão do bolo da TV nos contratos assinados de 2011 até 2015, já percebe-se o distanciamento de Flamengo e Corinthians em relação aos demais clubes, entretanto, será no período de 2016 a 2018, também com contratos já assinados, que a diferença vai se acentuar de forma mais agressiva.
Por exemplo, a partir de 2016, grandes clubes que têm sido protagonistas no futebol nacional, tais como Grêmio, Internacional, Atlético-MG, Cruzeiro e Fluminense, receberão aproximadamente R$ 60 milhões anuais, enquanto Flamengo e Corinthians receberão por volta de R$ 170 milhões. Uma diferença financeira impossível de equilibrar, mesmo se todas as demais receitas dos clubes prejudicados subirem expressivamente, incluindo aí arrecadações com sócios, patrocinadores, bilheterias e negociações de direitos econômicos de atletas.

Infelizmente, o fim da negociação em bloco fragilizou a posição dos grandes clubes que possuem torcida mais concentrada em algumas regiões, bem como fortaleceu o poder de barganha daqueles grandes clubes que possuem mais torcedores nas pesquisas de opinião, embora tal diferença de tamanho não se traduza com clareza nas métricas de audiência.
POPULISMO - Seria a vontade da Rede Globo criar dois gigantes brasileiros que possam competir internacionalmente, tornando o campeonato mais atrativo para ser vendido ao mercado internacional? Ou seria mero populismo? Os motivos não importam muito, mas não parece justo que a Rede Globo sozinha decida quem pode ser campeão e quem não pode. Quem vai ser grande e quem vai ser médio. Não é justo, principalmente porque não é isso que acontece nas Ligas mais bem sucedidas da Europa, como a inglesa e a alemã.
A Premier League, campeonato nacional mais bem sucedido do planeta, divide o dinheiro de TV em três fatias. A primeira é uma cota rateada igualmente entre os 20 clubes da primeira divisão. Em 2013/14, essa cota foi de € 65,5 milhões. A segunda cota é a chamada por lá de "mérito", que é paga de acordo com a posição do time na tabela. A cada posição, é pago cerca de € 1,5 milhão. Ou seja: o Cardiff, último colocado, ganhou € 1,5 milhão. O 19º ganhou pouco mais de € 3 milhões e assim por diante. O primeiro colocado, Manchester City, ganhou pouco mais € 30 milhões.
A terceira faixa é a que remunera por exibição na TV. A cada jogo transmitido, o time ganha algo próximo a € 942 mil. O time que teve mais jogos transmitidos foi o Liverpool, com 28, e ganhou € 27,5 milhões por sua audiência na TV. Os dois times que tiveram menos jogos transmitidos foram Cardiff e Fulham, oito vezes. Há uma garantia contratual que cada time ganhará o equivalente de, no mínimo de 10 jogos, transmitidos. Como esses dois times tiveram só oito jogos transmitidos, ganharam a cota de 10 jogos, € 10,8 milhões.
Aqui no Brasil ainda temos agravantes perigosos: a verba da TV ainda é a principal fonte de renda dos clubes, ao contrário do que ocorre na matriz de receitas dos grandes clubes da Europa. E a Rede Globo praticamente não possui concorrentes à altura no país.
Se o cenário de desigualdade de cotas não for reequilibrado, em breve haverá uma disparidade econômica que acabará com a competitividade do futebol brasileiro e impactará diretamente na formação de novos atletas, afinal, teremos menos instituições com capacidade para investir pesadamente na formação de talentos.
Além disso, um campeonato nacional disputado por 2 grandes favoritos e 18 coadjuvantes certamente diminuirá o interesse pelo mesmo no mercado interno, atrapalhando a formação de novos torcedores e consequentemente, afastando potenciais patrocinadores no médio prazo.
Hoje o negócio futebol já concorre com novos tipos de entretenimento que não existiam no passado, tais como games espetaculares, internet, vídeo "on demand", salas de cinema 3D e novos esportes interessantes para os jovens, como o UFC. Diante deste cenário, não parece lógico desestimular a competitividade do futebol nacional, talvez seu principal atrativo.
(Foto: Brasil 247).

Um comentário:

  1. COMUNGO COM OS SEUS PRINCIPIOS E IDEIAS LÚCIDAS E BEM FUNDAMENTADAS.A OAB DO BRASIL SABE DE COR E SALTEADO DE QUE TODAS AS EMPRESAS,EMPREITEIRAS QUE GANHAM LICITAÇÕES (CONCORRÊNCIA, TOMADA DE PREÇO, CARTA CONVITE E PREGÃO) NÃO PODE E NÃO DEVE DOAR DINHEIRO A PARTIDOS E A POLÍTICOS.ESTÁ NA LEI DAS LICITAÇÕES N° 8.666/93 E NA LEI ELEITORAL N° 9.504/97 E ANEXOS. QUEM FALA E ESCREVE E UM PROFESSOR DE QUÍMICA E MATEMÁTICA QUE PASSOU 12 AOS LENDO E DEBATENDO A LEI , FOI CANDIDATO A VEREADOR POR 8 VEZES E PERDEU 6 E DIGITOU,PREPAROU, LEU E ESCREVEU 600 PROCESSOS LICITATÓRIOS NA PREFEITURA MUNICIPAL DE LAGOA DO OURO ENTRE OS ANOS DE 1993 A 2005. OS ADVOGADOS DA OAB ESTÃO CERTO , OS 6 JUÍZES DO STF QUE VOTARAM A FAVOR TAMBÉM E SOMENTE O DR. GILMAR MENDES MENTE E NÃO FALA A VERDADE. PROFESSOR-ZECA BARBOSA -LAGOA DO OURO, 04 DE JUNHO DE 2015.

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