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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

IVAN ACHA QUE QUEREM DESTRUIR A FAMÍLIA ARRAES

Assusta-me o que tenho visto pela imprensa e nas redes sociais sobre o chamado caso Marília Arraes. Relutei muito para não me intrometer no assunto, mas depois de muito me conter, esgotei a paciência com uma postagem no blog de Roberto Almeida, que fazia referências ao que entendo como uma ostensiva cizânia que se implanta, sorrateiramente, para destruir a família Arraes:

“Marília Arraes se impõe como a defensora das bandeiras históricas do PSB pernambucano, alinhado sempre à esquerda, em contraponto aos novos posicionamentos que o partido adotou em âmbito nacional nas eleições presidenciais deste ano, quando declarou apoio ao tucano Aécio Neves (PSDB).”

Essa declaração do blogueiro não corresponde à verdade dos fatos, uma vez que a Vereadora já estava no palanque adversário desde junho, ainda com Eduardo Campos como candidato. Logo, não tem nada a haver com a opção do Partido por Aécio. Em seguida, vem um declaração de Antonio Campos, em resposta à uma de Marília:

“Apesar disso, as afirmações de Marília são rebatidas pelo seu primo Antônio Campos, irmão de Eduardo: “A minha posição pessoal, a de Renata e dos meus sobrinhos e a da maioria da família Arraes, não a unanimidade, é de apoio a Aécio”, afirma.”

Diante da matéria e mesmo sabendo que estou pisando em terreno minado, ouso intrometer-me, de forma inconveniente, em assuntos que considero estritamente DE FAMÍLIA. Infelizmente ganhou lamentáveis contornos como de matéria pública, o que autoriza a quem quer que seja se intrometer. Lamentável que isso aconteça, uma vez que devia estar sendo tratado como questão de família, em que as eventuais divergências deveriam ser resolvidas em ambiente ESTRITAMENTE familiar.

Todos sabem das minhas ligações com o Mestre e Grande Líder Miguel Arraes, a quem acompanhei durante 52 (cinquenta e dois anos) até a sua morte em 2005. Nunca blasonei intimidades que não tinha, nunca entrei na sua casa que não fosse a convite dele ou de sua família.

Sempre considerei nossa relação como de Mestre e Discípulo e, por força desta aproximação, aprendi a respeitar e querer bem a toda família sem qualquer distinção, começando pela querida D. Almina e seus filhos. Um respeito muito grande por D. Madalena e seus dois filhos de sangue (Pedro e Mariana); bem como aos demais filhos de Arraes, a começar por Marcos (particular amigo); Ana Lúcia (que tornou-se minha bandeira federal, após a morte de Arraes); Nena (achou pouco e casou com Decinho, grande amigo de minha família); meu querido filho adotivo Luis Cláudio, Lula, que quase me mata de orgulho e emoção quando se ofereceu para substituir o meu filho Zéivan no seu falecimento; de Eduardo e Renata que cometeram uma simbiose maravilhosa com a união de duas famílias dignas.

Tive um pai, o meu velho Zébatatinha que tinha como obsessão, e nos transmitia sempre, a imperiosa necessidade da união da família em qualquer circunstância. Como em toda família grande, tínhamos esporádicos desentendimentos, logo administrados por ele prontamente. Vejo, contristado, acontecer essa divergência pública da família Arraes e já se fala em família Campos, como se fora outra. Será que ninguém percebe que isso é uma desconstrução da história de Miguel Arraes, que seus históricos adversários tentam montar ?

Não aguento mais as manifestações mediúnicas de centenas de intérpretes do pensamento de Arraes, nem tolero mais o surgimento de milhares de “Arraesistas Históricos”. Longe de mim seguir esse caminho caviloso, mas consegui aprender com muito esforço algumas questões defendidas pelo meu Mestre. Uma delas é que não se pode nem deve confundir questões pessoais com políticas e assevero que Arraes nunca teve “inimigos políticos” e sim “adversários políticos”. Nunca ouvi de Arraes, ao longo de todos esses anos, um referência pessoal desairosa sobre qualquer “adversário político”.

Lembram que na ocasião de assumir em nome de Pernambuco o Distrito de Fernando de Noronha, fez questão de descobrir o paradeiro do coronel do Exército, seu carcereiro na ilha, e convidá-lo para participar da cerimônia ?

Desculpem-me, queridos familiares de Arraes, mas não posso permanecer impassível diante desse episódio, que duvido muito acontecer se ele estivesse vivo. Sentem ao redor de uma mesa, tomem um café bem forte como ele gostava, desarmem os espíritos, desanuviem o semblante, não alimentem o rancor que só faz mal a quem o cultiva, lembrem que o sangue que corre em suas veias é o mesmo, fiquem certos que as divergências serão sempre efêmeras desde que as tratemos assim. Convençam-se de que, por mais significativas que sejam, as homenagens dedicadas ao Mestre Arraes, com nomes de ruas, hospitais, prédios, instituições, estradas, etc. serão sempre insignificantes diante do bem maior que é A UNIÃO DA FAMÍLIA e a preservação da sua história.

Desculpem mais uma vez o que pode parecer impertinência de um velho com validade vencida ao intrometer-se aonde não deve, nem estou querendo interpretar o pensamento de Arraes mas, sim, e o faço com toda a veemência, interpretando o sentimento de milhares e milhares de pessoas que o honraram com respeito e admiração por sua determinação de acudir aos mais necessitados e buscar a paz com os seus semelhantes. E nós, estamos fazendo o que ? (
Texto do advogado Ivan Rodrigues).

ESCLARECIMENTO DO BLOG 

A citação atribuída a este blogueiro por Ivan Rodrigues foi na verdade da jornalista Mônica Bergamo, do Jornal Folha de São Paulo. É só reler o texto publicado no domingo, dia 26 de outubro,  para perceber o equívoco por parte do advogado garanhuense. A vereadora Marília Arraes é uma figura pública e foi ela quem explicitou divergências entre os familiares do ex-governador. A imprensa não criou nada nem alimentou essas diferenças, apenas registrou o que aconteceu e está acontecendo. A briga começou quando o ex-governador Eduardo Campos ainda estava vivo e chegou ao conhecimento da imprensa sendo notícia no Jornal do Commercio, Folha de Pernambuco, Diario de Pernambuco, Blog do Magno, Blog do Jamildo, Folha de São Paulo e Portal UOL, dentre outros. Roberto Almeida apenas acompanhou o assunto e cumpriu sua obrigação profissional de abordar uma questão importante na política pernambucana.

Quando Marília, João Campos, Renata e outros da clã fizerem as pazes, teremos a maior satisfação em noticiar a reconciliação.

9 comentários:

  1. Eu sugiro que Ivam Rodrigues procure o Monsenhor Benevenuto, para abrir um processo de canonização para Eduardo Campos.

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  2. Na ânsia de defender os Arraes e Campos, Ivan Rodrigues não está nem lendo direito.

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  3. Em Pernambuco há tantas famílias trabalhadoras que fizeram e fazem a história deste estado: Pereira, Santos, Leite, Barbosa... Acho tão sem propósito um homem com mais de 80 anos, que deveria estar preocupado com coisas mais importantes para sua vida e sua região e estar ocupando-se com tradições coronelistas.

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  4. Será que Ivam Rodrigues ainda não estar satisfeito da família Arraes já ter governado Pernambuco por 5 mandatos, e quer mais? Será a volta da monarquia?

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    1. Boa ideia anônimo em Pernambuco deverá se criar a dinastia Arraes ou seria Campos?

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  5. Querem é destruir com o Brasil, quanto mais com a Família Arraes...

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  6. Para o bom entendedor, o Sr. Ivan Rodrigues se posicionou em defesa da união familiar, atitude muito digna e tomada por poucos em nossos dias. Pessoas assim são verdadeiros heróis. Tomo a liberdade de escrever que estão errados esses anônimos acima, principalmente o das 17:00 horas; aprende-se com os mais velhos, desde que estes estejam sempre dispostos a nos dar lições de vida e de boa conduta social e familiar, a exemplo desse senhor Ivan Rodrigues. Não o conheço, mas o cumprimento respeitosamente por suas considerações em defesa da união familiar.

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  7. NO CAMPO DA CONCILIAÇÃO, DA FAMILIARIDADE E DO CONSERVAR A LINHAGEM DE PESSOAS APARENTADAS, PARA QUEM CONHECE ESSE OITENTÃO, SABE MUITO BEM QUE ELE É UM MEDIADOR NATO; UM TOP DE LINHA; INCLUSIVE, NA POLÍTICA TAMBÉM!!! SOZINHO, IVAN, FORMA UMA VARA DE CONCILIAÇÃO JUDICIAL TENDO COMO JUIZ, O PRÓPRIO!!! A OBSESSÃO DELE PELO SEU PAI ZÉBATATINHA, TEM MUITO A VER COM A FILOSOFIA DO POETA E DRAMATURGO FRANCÊS VICTOR HUGO QUE CONSERVAVA À MÁXIMA AO AFIRMAR: “O tempo não só cura, mas também reconcilia”...

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  8. Meu Deus como é espinhosa a vida do homen público e ou seus seguidores:
    Primeiro lugar se existiu má Fé do jornalista do SUL, acho que os de Pernambuco não deviam alimentar estes tipos de matérias..
    Dr Ivan, fala porque tem moral e conhecimento da história desta importante família Pernambucana, como também as pessoas deviam respeitar a memória dos mortos, goste quem gosta Arraes, Eduardo foram e serão figuras carimbadas... o que não vemos nas figuras que estão no poder hoje a custa da ignorância do POVO tão aclamado durante os períodos eleitorais! Pensem nisto ! Precisamos respeitar os mais velhos sim e em especial um texto como poucos sabe redigir..PARABÉNS DR IVAN RODRIGUES

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