domingo, 24 de fevereiro de 2013

GAROTINHO PREPARA CACETADA NOS JORNAIS

Ex-governador do Rio de Janeiro e deputado federal pelo PR, Anthony Garotinho prepara uma enorme cacetada nos grandes jornais brasileiros. Ele vai apresentar projeto de lei eliminando a exigência de que empresas públicas e privadas publiquem seus balanços em jornais impressos.

"Em todos os países civilizados do mundo as grandes indústrias e empresas prestadoras de serviços já tiraram esse custo das suas contas publicando seus balanços na internet", escreveu Garotinho no seu blog.

A chamada publicidade legal é uma das principais fontes de receita da grande imprensa. Uma página de anúncio no jornal Valor Econômico, por exemplo, custa R$ 40 mil e um balanço com 20 páginas custa cerca de R$ 800 mil.

Em geral, todo esse papelório é jogado no lixo pelos leitores, uma vez que o público que consome balanços, fatos relevantes e editais, formado por investidores e analistas de mercado, recebe esses documentos em formatos eletrônicos.

O projeto será apresentado por Garotinho como uma iniciativa a mais para a queda do Custo Brasil, no momento em que o governo Dilma se esforça nessa direção, com medidas como a redução dos juros e das tarifas de energia. Segundo o deputado, a exigência de publicação de balanços em jornais impressos é um "subsídio" disfarçado às empresas de comunicação, além de causar sérios danos ambientais.

Caso a proposta do deputado do PR seja aprovada no Congresso, grandes jornais do país como O Globo, Estadão, Folha de São Paulo e Valor Econômico perderão uma grande fonte de receita. E os governos e empresas vão economizar.

Tudo vai migrar para a internet com significativa economia para os cofres públicos e privados. (Na post foram usados alguns parágrafos de matéria publicada no Portal Brasil 247).

3 comentários:

  1. José Fernandes Costa24 de fevereiro de 2013 14:07

    Apesar de fazer restrições ao modelo Garotinho, nesse projeto, dou ponto para ele. - A grande imprensa que procure mamar nas tetas de um cavalo manga-larga./.

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  2. Meu Amigo Roberto Almeida,

    Assino embaixo o comentário, sempre lúcido, de José Fernandes Costa.
    Acho, no entanto, que não basta eliminar a exigência de que governos e empresas tenham que colocar seus números na grande mídia impressa, a chamada "publicidade legal".
    Esse costume, incentivado em grande escala a partir da ditadura de primeiro de abril de 1964, não passa de um grande esquema em que governos distribuem dinheiro com esses veículos, em troca de apoios nas campanhas, incluindo as doações financeiras para seus escolhidos.
    Foi assim que o fascista Roberto Marinho formou o seu poderoso império de comunicação, além das muitas deduragens em que entregou jornalistas e outros profissaionais que não lamberam as botas de generais, como ele lambeu com dedicação extrema, recebendo em troca as benesses militare$.
    É uma troca, ou, pelo menos, era, no caso do Governo Federal, até o operário Luiz Inácio Lula da Silva desbancar os escovadinhos burqueses, cheios de canudos na mão, "doutores" em um bando de coisas, principalmente em mater os privilégios da elite durante os cinco séculos de nossa história, até então.
    A partir de Lula, os grandes jornais, rádios e televisões virararam um partido político único da direitona mais escrota, com a colaboração exibicionista do STF, tentando tirar o PT do comando nacional.
    Graças a Deus, sem sucesso.
    Vão ter que engolir Dilma por mais quatro anos.
    Não basta eliminar a exigência, pois os acordos continuarão e esses balanços serão publicados com mil e uma desculpas para a sua veiculação, por governos estaduais e prefeituras.
    Precisa é ser proibida, impedida totalmente essa publicação.
    E que governos e empresas mostrem suas contas pela internet.
    Apesar de sair de Garotinho, merece os parabéns!

    Ruy Sarinho/Olinda-PE

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  3. José Fernandes Costa25 de fevereiro de 2013 19:12

    Eu AGRADEÇO ao Ruy Sarinho pela manifestação acima, quando se refere ao meu nome. - E, de igual modo, assino abaixo do nome dele. - Se necessário, reconheço a firma no tabelionato aqui do lado. - Como os tabeliães têm fé pública, mesmo que a minha assinatura valha pouco, mas é verdadeira./.

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