segunda-feira, 22 de outubro de 2012

A DIVULGAÇÃO DE GARANHUNS ATRAVÉS DO LIVROS

O livro “Terra de Caruaru”, do escritor José Condé, é encontrado em alguns locais da capital do Agreste, até mesmo em hotéis, por apenas 35 reais. É um romance fácil de se ler, com bons personagens, típicos do interior. A obra literária mostra a formação histórica de Caruaru. Esta edição que moradores da cidade e turistas encontram agora foi feita em 2011, com participação da Prefeitura Municipal e da CEPE (Companhia Editora de Pernambuco), do Governo do Estado. Uma edição caprichada, com ilustrações belíssimas, parecendo xilogravura, que por si só já pagam o preço do livro, sem querer aqui desmerecer o texto, que é de qualidade.

Garanhuns teve um escritor contemporâneo de José Condé com uma obra tão importante quanto a do caruaruense. Luís Jardim, autor de Maria Perigosa e Proezas do Menino Jesus, tem até um texto mais rebuscado e acredito que é preferido pela crítica especializada.

Os dois escritores nascidos no Agreste pernambucano saíram de suas cidades ainda jovens, fizeram o nome no Rio de Janeiro, porém nunca esqueceram suas raízes. E olha que a família de Luís foi uma das vítimas da Hecatombe de 1917, curiosamente o ano do nascimento de José Condé.

Seria bom copiarmos esse exemplo de Caruaru, no que se refere à divulgação da cidade através do seu maior escritor. A prefeitura poderia conseguir junto à mesma CEPE a reedição de livros como Maria Perigosa e Meu Pequeno Mundo, de modo que os estudantes de Garanhuns, os moradores de todo o Agreste e turistas de todo o país descobrissem que aqui não é só a terra de Lula, das sete colinas, do Pau Pombo, do Cristo do Magano, do clima maravilhoso e do Parque Euclides Dourado. Tudo isso não é pouca coisa, porém temos muito mais pra mostrar.

Os livros de Luís Jardim – e de outros escritores da terra – podem ajudar a projetar Garanhuns. Essa é uma medida bastante simples que pode começar a ser estudada pela futura secretária de Turismo e Cultura. Isso aí, aliado aos grandes projetos que estão na cabeça do novo prefeito, podem começar a fazer com que a cidade escreva uma nova história a partir dos próximos anos.

*Imagens: 1) A edição mais recente de "Terra de Caruaru"; 2) Edição antiga de "O Meu Pequeno Mundo". O livro do escritor garanhuense é difícil de encontrar.

3 comentários:

  1. Não esqueçamos , também, os diversos livros sobre a formação e história de Garanhuns que necessitam ser reeditados com urgência. Nossos estudantes e parcela ponderável da população desconhece as origens da nossa terra, muitos sabem o trivial, outros nada.

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  2. Vamos ter um pouco de cuidado com o que se escreve. Nada contra o escritor Luís Jardim ou contra Garanhuns, mas a obra de Condé é conhecida no Brasil inteiro é por conta do seu valor mesmo. Luís Jardim por acaso ganhou o mais importante prêmio literário brasileiro do Brasil, assim como Condé que ganhou o prêmio Coelho Neto da Academia Brasileira de Letras? Teve um dos seus outros livros transformado em seriado da tv Globo? E onde está essa referência que tem "uma obra tão importante como a do Caruaruense", quem falou isso, qual jornal, critíco literário, revista especializada? E outra "acredito" que é até preferido pela crítica literária, parece brincadeira, que comparativo, quem comparou, só o autor do blog? Para falar bem de alguém, não é preciso diminuir o outro ou mesmo tentar colocar no mesmo patamar dois que não são iguais. Abraço e fica a dica.

    Sérgio Ricardo.

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  3. Senhor Roberto Almeida. A iniciativa de relançamento do livro Terra de Caruaru foi nossa. Não houve participação do Poder Público, sendo o projeto inteiramente patrocinado por amigos empresários. A CEPE atuou apenas como gráfica, devidamente contratada para tal. Além da iniciativa, assinamos como editor essa publicação (Wdimeron).
    Solicitamos a correção do texto.
    Atenciosamente,

    Walmiré Dimeron Porto da Silva
    Caruaru-PE

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