Governo do Estado

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segunda-feira, 31 de julho de 2017

ZAQUEU FICA MAIS FORTE SE FOR CANDIDATO A FEDERAL

Zaqueu Lins (PRB) tem tudo para obter excelente votação se for candidato a deputado federal fazendo dobradinha com o estadual Claudiano Filho (PP).

O vereador teve perto de 20 mil votos em Garanhuns quando se candidatou à Assembleia Legislativa, quatro anos atrás,  e somou em torno de 25 mil no estado todo.

Caso fosse candidato a deputado estadual, na eleição de 2018, Zaqueu concorreria com o Coronel Campos, provavelmente Sivaldo Albino, Álvaro Porto, o próprio Claudiano, Priscila Krause, Alberto Feitosa, Romário Dias e outros que sempre obtém votos em Garanhuns.

Para federal a disputa é menor no município, o que fez em eleições passadas João Guido e Dra. Claudomira obterem grandes votações.

Zaqueu se fizer uma campanha bem feita, com estrutura dada por Claudiano, poderá até ultrapassar os 20 mil votos do pleito passado (só em Garanhuns), com chances de conquistar o mandato, dependendo da legenda.

Claudiano será apoiado por prefeitos e grupos políticos fortes do Agreste Meridional e teria condições de reforçar o seu federal dobrando com ele em mais dois ou três municípios.


E,  independente de qualquer resultado, Zaqueu Lins certamente ficará fortalecido para voos mais altos.

POVO APOIA O FORA TEMER OU INTERVENÇÃO MILITAR

Instituto Paraná Pesquisas realizou mais de duas mil entrevistas, nas diversas regiões do país, para saber dos eleitores o “que seria melhor para o Brasil, neste momento”.

O resultado da pesquisa com apresentação de cartão (estimulada) foi o seguinte:

    
    
1. Afastamento de Temer com eleições diretas – 64,5% 
          2..   Intervenção militar – 15,6%
    3.   Permanência de Temer na presidência – 6,9% 
    4.   O afastamento de Temer com Maia presidente – 5,6%                    
    5.  Nenhuma das opções – 4,9%
    6.  Não sabe/não opinou – 2,9%
         
    Observe que existe tanta desilusão e desencanto com a situação que o desejo de uma intervenção militar ficou no segundo lugar da preferência da população.

MARÍLIA TERÁ A SEU FAVOR LULA E O SOBRENOME ARRAES

Pernambuco deve ter três candidatos competitivos ao Governo do Estado em 2018: Paulo Câmara (PSB), que disputará a reeleição com o apoio da maioria dos prefeitos de Pernambuco; Armando Monteiro (PTB), que pode ter no seu palanque Mendonça Filho (DEM), Bruno Araújo (PSDB) e até Fernando Bezerra Coelho (a procura de uma legenda); e Marília Arraes (PT).

Esta última tentará repetir a façanha do seu primo Eduardo Campos, em 2006, que começou com 4%, desacreditado e venceu Mendoncinha por quase dois milhões de votos de diferença.

Como não tem os mesmos recursos nem alianças fortes, como Paulo e Armando, Marília fará campanha em cima dos ideais e do legado de Miguel Arraes, seu avô. Também irá investir pesado no voto feminino e terá o cabo eleitoral mais forte do Brasil: o ex-presidente Lula.

Mesmo se estiver na cadeia o petista ainda será capaz de transferir votos para sua companheira de partido ou outro qualquer candidato de norte a sul do país.

As candidaturas de Paulo Câmara e Marília Arraes já estão definidas pelos seus partidos. Armando e o PTB ainda não confirmaram se o senador vai tentar chegar ao governo estadual pela segunda vez.

Poderemos ter uma disputa empolgante no próximo ano.

JORNALISTA COBRA RECUPERAÇÃO DA BR-232


Notinha boa publicada no blog de Inaldo Sampaio:

O governador Paulo Câmara esteve em Caruaru para participar da 9ª edição do seminário “Pernambuco em ação” e anunciou investimentos de 500 milhões para os municípios do Agreste Central. A maioria desses recursos será destinada para obras hídricas, dado que o Agreste é a região mais seca do Estado e a que mais sofre em decorrência da estiagem que castigou o Nordeste nos últimos 7 anos. Pena que nenhuma liderança política da região tenha aproveitado a oportunidade para cobrar do governador providências em relação à BR-232, que está se acabando a olhos vistos: totalmente esburacada e quase sem sinalização. Não vale usar o argumento de que a rodovia é federal porque o Governo do Estado a duplicou com os recursos da venda da Celpe. Logo, tem que arranjar um jeito para conservá-la porque à população não interessa se a rodovia é federal ou estadual. Quer vê-la bem cuidada e segura, ainda que para isto seja necessária a cobrança de pedágio.

*Foto: Portal UOL.

TÉCNICA EM FUTSAL E HANDEBOL

A Associação Esportiva Jovens Atletas promove a Clínica Técnica de Futsal e Handebol, com Júnior Fernandes.

Interessados podem se inscrever até o dia 20 de agosto na Academia NR, das 14 às 21h. Vagas limitadas. Mais informações pelo telefone (82) 98147.1305.


Apoio da Prefeitura de Paranatama.

O QUE TEM DE MENOS NO BRASIL

O Brasil tem 35 partidos com registro no TSE, parece que acham pouco e ainda estão querendo criar mais legendas.

São partidos políticos demais, como também é excessivo o número de deputados, senadores e vereadores no país.

E o Judiciário e Ministério Público? No Brasil,  juízes, promotores e desembargadores ganham proporcionalmente mais do que no Chile, na Itália, na Alemanha e nos Estados Unidos, que são nações ricas.


O que tem de menos no Brasil é honestidade e vergonha na cara.

AMIZADE SINCERA

No último final de semana “velhos amigos” voltaram a se encontrar. Quase todos se conheceram ainda crianças, em Capoeiras, então apenas um distrito de São Bento do Una. 

Estavam no almoço, num dos restaurantes de Garanhuns, o editor do blog, Ricardo (Cacau), que era craque de futebol quando jovem, Telma, Rita, Virgínia, Augusto, os compadres Marly e Jorge, além do sempre simpático Betinho. 

A foto já rodou o mundo pelas redes sociais e o meu primo Alcides, de São Paulo, ficou saudoso ao ver a imagem e disse que faz questão de voltar a Pernambuco para participar do próximo encontro. Tivemos curtidas e comentários de gente que hoje mora na Itália, nos Estados Unidos e na Alemanha.

Boas amizades são um verdadeiro tesouro, como entenderam Renato Teixeira e Dominguinhos ao comporem a música “Amizade Sincera”, da qual citamos a primeira estrofe: 

A amizade sincera é um santo remédio
É um abrigo seguro
É natural da amizade
O abraço, o aperto de mão, o sorriso
Por isso se for preciso
Conte comigo, amigo disponha
Lembre-se sempre que mesmo modesta
Minha casa será sempre sua
Amigo


SPORT CRESCE COM WANDERLEY LUXEMBURGO

O Sport tem o melhor time de Pernambuco, mas no começo do ano andou se complicando. Foi derrotado na Copa do Nordeste e eliminado da Copa do Brasil. Conquistou o título estadual, mas chegou a ser ameaçado pelo Salgueiro, que arrancou um empate dos rubro-negros no Recife, quando dou primeiro jogo da decisão.

Com a chegada de Wanderley Luxemburgo, porém, o Leão da Ilha está jogando como o time grande que é na Série A do Brasileiro. Ontem mesmo, jogando na Fonte Nova venceu o Bahia por 3 x 1, vingando a derrota do final do Nordestão.

Se o time pernambucano cresceu com o Luxa, o técnico ressuscitou no comando do Sport, pois fazia tempo que não conseguia realizar um trabalho à altura de sua fama e prestígio.


Enquanto os rubro-negros fazem bonito na Série A, seus rivais são humilhados na Série B. O timbu voltou a perder jogando em casa, no final de semana, enquanto o Santa Cruz tomou 4 x 0 do Paraná, em partida disputada no Sul do país.

*Foto: Portal Terra.

domingo, 30 de julho de 2017

CAMINHÃO ROUBADO É RECUPERADO EM CAPOEIRAS


A Polícia Rodoviária Federal prendeu em Capoeiras, na noite do último sábado (29), dois homens, de 31 e 36 anos,  com um caminhão roubado.

O veículo transportava material de limpeza e havia saído da cidade de Louveira, em São Paulo, com destino a João Pessoa, na Paraíba.

Agentes da PRF receberam informações de que o caminhão teria sido roubado próximo à Iati e realizaram diversas buscas até localizá-lo em um posto de combustível, às margens da rodovia.

Durante a abordagem, dois homens que estavam no veículo foram presos. A carga está avaliada em R$ 387.338,00.

Um dos suspeitos informou que havia sido contratado para transportar o caminhão até Arcoverde. O outro disse que estava auxiliando o motorista a manobrar o veículo.

A dupla foi detida e encaminhada à delegacia de Polícia Civil de Garanhuns. A empresa foi contatada para reaver o caminhão e a mercadoria.


A Polícia Rodoviária, que passou as informações à imprensa,  não divulgou os nomes dos homens presos.

SOBRE A REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA DE 1817

Por Michel Zaidan Filho*

A historiografia brasileira é pródiga em descobrir revoluções. Talvez, pelo fato de que nós nunca tivemos um evento digno de ser chamado de "Revolução", os autores falem   tanto de revolução.  Existe até mesmo um livro com o título: "Revoluções do Brasil contemporâneo".

Revoluções, no plural. Outros mais modestos falam de revoltas, sedições, insurreições etc. E até os golpistas preferem chamar os golpes de revoluções. Embora seja sempre possível descobrir grandes mudanças e transformações encobertas pela fachada de "pardieiros políticos". São as conhecidas "revoluções pelo alto", ou as revoluções sem revolução", como diz Gramsci, ao tratar do caso da Itália no século XIX.

País de capitalismo tardio - como a Itália - nossas "revoluções" são de fachada, de superestruturas jurídicas e políticas, não são "revoluções" propriamente ditas, enquanto processos sociais de longa duração, como queria Sérgio Buarque de Holanda.  Ou são "revoluções" das classes   dominantes, que atendem aos seus interesses.

Quando se trata  de movimentos políticos do povo, da arraia miúda, são indisciplinas, sublevações da ordem e dos bons costumes.  A isso é preciso acrescentar a "mitologia pernambucana" do estado-nação": o Brasil nasceu aqui, no marco zero, em Olinda ou nos Montes Guararapes etc.  
  
A produção de uma memória histórica a serviço da ordem, da identidade nacional, do espírito de coesão e unidade. Nisso nossos historiadores do "Instituto Histórico e Geográfico" são bons. Fabricadores de mitos, epopeias e legendas que, glorificando os feitos do passado, legitimam o presente, a dominação social do presente, abolindo as diferenças, as desigualdades.

Esse   preâmbulo foi escrito para que pudesse falar  do aniversário da chamada "Revolução de 1817" em Pernambuco, efeméride que já ganhou até cartazes do obscuro e incompetente governador do estado. Neste ponto, temos de convir que a "revolução" tornou-se, há muito tempo, um campo semântico que pode ser resinificado de acordo com os interesses do historiador ou de seus patrocinadores.

Como mais um campo semântico, o evento que se quer revolucionário se presta as   mais variadas formas de utilização, inclusive a da oligarquia pernambucana ora representada pela família Campos. Afinal, que "Revolução" foi essa, que já ganhou até um dia durante o ano para ser come morada?

Vamos situar a "Revolução de 1817"   no marco histórico das rebeliões do período colonial contra a dominação portuguesa no Brasil e do moderno constitucionalismo liberal anglo-saxão.

A importância desse evento, para além das festividades cívicas, está relacionada com a proto-história   tanto da busca da autonomia política, por parte de uma província colonial, como pela instauração de um regime político contratualista entre Estado e Sociedade.

Sem entrar na consideração do gesto desassombrado e  corajoso dos que pagaram com a vida por terem participado da insurreição, mais importa chamar a atenção para o cadinho das  inúmeras revoltas e revoltas que tomaram conta da   nossa história colonial, ora só com a participação das elites ora com a participação de escravos e a população em geral.

Movimentos guiados pela ideia de autonomia e emancipação do jugo colonial lusitano e sua opressiva política fiscalista e arrecadadora, numa fase de empobrecimento da economia portuguesa, causada pelas emigração do campo para as cidades e a aventura ultramarina portuguesa. É quando a metrópole vai se tornando um mero entreposto entre as colônias do além-mar e a Inglaterra.

A ação predatória da Coroa vai se intensificando sobre as possessões coloniais e vai suscitando mais revoltas e descontentamentos. O século XIX será palco de inúmeras sublevações no Brasil, beneficiando-se dos influxos externos, como a revolução americana, a revolução francesa, a revolução de quarenta e oito etc. Como já foi  sobejamente demonstrado, havia uma influência do pensamento liberal e constitucionalista nas  Igrejas,  mosteiros e outras corporações aqui na colônia   portuguesa. A presença de autores e de obras políticas e jurídicas que anunciavam a nova era contratualista e liberal influenciou muito a mentalidade daqueles que animaram os movimentos de ruptura da pacto   colonial,   antevendo a instalação de um país livre e constitucional. Leia-se,   por exemplo, o livro "O diabo na livraria do Cônego" , onde se encontra a lista de livros e autores europeus lidos  pelos mineiros da "inconfidência" .

Era de se esperar que a infusão desse pensamento liberal produzisse seus frutos na abafada colonia de Portugal. E produziram.

A conhecida "Revolução de 187", estudada por Amaro Quintas, Isabel  Marson, Carlos Guilherme Mota e outros, foi um desses  episódios da produtividade das ideias liberais e autonomistas em nosso passado colonial.

Num momento  crítico de constituição ou não da Monarquia portuguesa no Brasil. Caso tivesse vingado aquele movimento, o futuro de nosso país seria dominado por um conjunto de pequenas repúblicas,   inviabilizando o projeto lusitano de    construir um grande reinado na América do Sul.

Frise-se que a dura  repressão que se abateu sobre o movimento teve caráter preventivo e exemplar, com o objetivo de dissuadir outras   tentativas provinciais de autonomia e constitucionalização. Vem dai, certamente, a característica unionista e monárquica - autoritária - que ganhou o império brasileiro, soba  dinastia dos Orleans e Bragança.

Caso tivesse triunfado a experiência pernambucana, dificilmente o projeto unionista e monárquico da casa de Bragança   teria  vencido. A excelência dos argumentos liberais e   constitucionais de um Frei  Caneca, imortalizada   nas páginas do "Tifis pernambucano" ficaram para a História das Idéias Políticas, enquanto prosperou uma modalidade de Monarquia Constitucional" avessa a qualquer tentativa de federalismo e descentralização.

O empréstimo da fantasia de um "Poder Moderador", tomado de Benjamin Constant na França, mal disfarçou o sempre presente poder interveniente do Imperador, fazendo e desfazendo os gabinetes, sob  o pretexto de crise institucional.

É possível que os eventos ocorridos em Pernambuco  tenham alertado do João Sexto e seus descendentes sobre a necessidade de uma intervenção   militar rápida e eficiente, como foi feita em Minas Gerais, para preparar o caminho até a Monarquia Brasileira. Como se recorda, as rebeliões, insurreições e revoltas continuaram século dezenove a dentro, em várias províncias  do reino português além-mar.


Mas o tratamento impiedoso dado aos revoltosos da capitania de Pernambuco foi o sinal de que os colonizadores não tolerariam a difusão do pensamento liberal e constitucionalista entre nós, até um  príncipe lusitano resolver "fazer" a independência da   colônia e instaurar a sua modalidade de monarquia constitucional, autoritária, centralizadora e escravagista. Por tudo isso, as ideias dos inconfidentes de 1817 em Pernambuco merecem ser lembradas, estudadas e compreendidas no seu devido contexto histórico.A historiografia brasileira é pródiga em descobrir revoluções. Talvez, pelo fato de que nós nunca tivemos um evento digno de ser chamado de "Revolução", os autores falem   tanto de revolução.  Existe até mesmo um livro com o título: "Revoluções do Brasil contemporâneo".

Revoluções, no plural. Outros mais modestos falam de revoltas, sedições, insurreições etc. E até os golpistas preferem chamar os golpes de revoluções. Embora seja sempre possível descobrir grandes mudanças e transformações encobertas pela fachada de "pardieiros políticos". São as conhecidas "revoluções pelo alto", ou as revoluções sem revolução", como diz Gramsci, ao tratar do caso da Itália no século XIX.

País de capitalismo tardio - como a Itália - nossas "revoluções" são de fachada, de superestruturas jurídicas e políticas, não são "revoluções" propriamente ditas, enquanto processos sociais de longa duração, como queria Sérgio Buarque de Holanda.  Ou são "revoluções" das classes   dominantes, que atendem aos seus interesses.

Quando se trata  de movimentos políticos do povo, da arraia miúda, são indisciplinas, sublevações da ordem e dos bons costumes.  A isso é preciso acrescentar a "mitologia pernambucana" do estado-nação": o Brasil nasceu aqui, no marco zero, em Olinda ou nos Montes Guararapes etc.   

A produção de uma memória histórica a serviço da ordem, da identidade nacional, do espírito de coesão e unidade. Nisso nossos historiadores do "Instituto Histórico e Geográfico" são bons. Fabricadores de mitos, epopeias e legendas que, glorificando os feitos do passado, legitimam o presente, a dominação social do presente, abolindo as diferenças, as desigualdades.

Esse   preâmbulo foi escrito para que pudesse falar  do aniversário da chamada "Revolução de 1817" em Pernambuco, efeméride que já ganhou até cartazes do obscuro e incompetente governador do estado. Neste ponto, temos de convir que a "revolução" tornou-se, há muito tempo, um campo semântico que pode ser resinificado de acordo com os interesses do historiador ou de seus patrocinadores.

Como mais um campo semântico, o evento que se quer revolucionário se presta as   mais variadas formas de utilização, inclusive a da oligarquia pernambucana ora representada pela família Campos. Afinal, que "Revolução" foi essa, que já ganhou até um dia durante o ano para ser come morada?

Vamos situar a "Revolução de 1817"   no marco histórico das rebeliões do período colonial contra a dominação portuguesa no Brasil e do moderno constitucionalismo liberal anglo-saxão.

A importância desse evento, para além das festividades cívicas, está relacionada com a proto-história   tanto da busca da autonomia política, por parte de uma província colonial, como pela instauração de um regime político contratualista entre Estado e Sociedade.
Sem entrar na consideração do gesto desassombrado e  corajoso dos que pagaram com a vida por terem participado da insurreição, mais importa chamar a atenção para o cadinho das  inúmeras revoltas e revoltas que tomaram conta da   nossa história colonial, ora só com a participação das elites ora com a participação de escravos e a população em geral.
Movimentos guiados pela ideia de autonomia e emancipação do jugo colonial lusitano e sua opressiva política fiscalista e arrecadadora, numa fase de empobrecimento da economia portuguesa, causada pelas emigração do campo para as cidades e a aventura ultramarina portuguesa. É quando a metrópole vai se tornando um mero entreposto entre as colônias do além-mar e a Inglaterra.
A ação predatória da Coroa vai se intensificando sobre as possessões coloniais e vai suscitando mais revoltas e descontentamentos. O século XIX será palco de inúmeras sublevações no Brasil, beneficiando-se dos influxos externos, como a revolução americana, a revolução francesa, a revolução de quarenta e oito etc. Como já foi  sobejamente demonstrado, havia uma influência do pensamento liberal e constitucionalista nas  Igrejas,  mosteiros e outras corporações aqui na colônia   portuguesa. A presença de autores e de obras políticas e jurídicas que anunciavam a nova era contratualista e liberal influenciou muito a mentalidade daqueles que animaram os movimentos de ruptura da pacto   colonial,   antevendo a instalação de um país livre e constitucional. Leia-se,   por exemplo, o livro "O diabo na livraria do Cônego" , onde se encontra a lista de livros e autores europeus lidos  pelos mineiros da "inconfidência" .

Era de se esperar que a infusão desse pensamento liberal produzisse seus frutos na abafada colonia de Portugal. E produziram.

A conhecida "Revolução de 187", estudada por Amaro Quintas, Isabel  Marson, Carlos Guilherme Mota e outros, foi um desses  episódios da produtividade das ideias liberais e autonomistas em nosso passado colonial.
Num momento  crítico de constituição ou não da Monarquia portuguesa no Brasil. Caso tivesse vingado aquele movimento, o futuro de nosso país seria dominado por um conjunto de pequenas repúblicas,   inviabilizando o projeto lusitano de    construir um grande reinado na América do Sul.

Frise-se que a dura  repressão que se abateu sobre o movimento teve caráter preventivo e exemplar, com o objetivo de dissuadir outras   tentativas provinciais de autonomia e constitucionalização. Vem dai, certamente, a característica unionista e monárquica - autoritária - que ganhou o império brasileiro, soba  dinastia dos Orleans e Bragança.

Caso tivesse triunfado a experiência pernambucana, dificilmente o projeto unionista e monárquico da casa de Bragança   teria  vencido. A excelência dos argumentos liberais e   constitucionais de um Frei  Caneca, imortalizada   nas páginas do "Tifis pernambucano" ficaram para a História das Idéias Políticas, enquanto prosperou uma modalidade de Monarquia Constitucional" avessa a qualquer tentativa de federalismo e descentralização.

O empréstimo da fantasia de um "Poder Moderador", tomado de Benjamin Constant na França, mal disfarçou o sempre presente poder interveniente do Imperador, fazendo e desfazendo os gabinetes, sob  o pretexto de crise institucional.

É possível que os eventos ocorridos em Pernambuco  tenham alertado do João Sexto e seus descendentes sobre a necessidade de uma intervenção   militar rápida e eficiente, como foi feita em Minas Gerais, para preparar o caminho até a Monarquia Brasileira. Como se recorda, as rebeliões, insurreições e revoltas continuaram século dezenove a dentro, em várias províncias  do reino português além-mar.

Mas o tratamento impiedoso dado aos revoltosos da capitania de Pernambuco foi o sinal de que os colonizadores não tolerariam a difusão do pensamento liberal e constitucionalista entre nós, até um  príncipe lusitano resolver "fazer" a independência da   colônia e instaurar a sua modalidade de monarquia constitucional, autoritária, centralizadora e escravagista. Por tudo isso, as ideias dos inconfidentes de 1817 em Pernambuco merecem ser lembradas, estudadas e compreendidas no seu devido contexto histórico.

*Michel Zaidan Filho é cientista político e professor de humanas na Universidade Federal de Pernambuco, no Recife. Nasceu em Garanhuns e seu pai foi comerciante durante muitos anos na Rua Dom José.

*Ilustração: Wikipédia.

...E O FESTIVAL DE INVERNO VENCEU OUTRA VEZ

Aos 90 anos de idade, o advogado Ivan Rodrigues está lúcido e acompanhando com atenção o que acontece em Garanhuns. Ele viu, por exemplo,  a enxurrada de críticas ao Festival de Inverno em sua última edição e lamentou a postura pessimista de muitos em cima do evento.  “Ao invés de buscar-se as soluções para a ampliação e maior desenvolvimento do FIG, ficam querendo acabar com o Festival”, comentou. 

Ivan lembrou que no evento sempre tivemos dias com a praça cheia e outros em que o palco principal atrai pouco público, mas no final o saldo sempre é positivo.

Ainda a respeito da última edição do Festival de Inverno, vale a pena ler o pequeno texto escrito pela blogueira Amannda Oliveira, que mora em Arcoverde, mas todo ano faz uma senhora cobertura do FIG:

Todo ano é a mesma latumia. Quando a programação é anunciada, alguns comentários de elogio e outros de reclamação ou de solicitação de nome A ou B. Em tempos de crise, o Festival de Inverno de Garanhuns se mantém gigante. Queiram ou não queiram os juízes. Tenho pena de ver pessoas torcendo para dar errado, falando isso ou aquilo. O festival é muito maior do que um polo. E eu que cubro este evento há nove anos e que vou em todos os polos, vi público sim, vi pessoas se reencontrando, vi apresentações históricas , pessoas emocionadas, e isso é algo que ninguém tira deste festival. Podemos sentir falta de alguns nomes na grade, mais terrível seria, se o festival não acontecesse. O #FIG não chegou aonde chegou por acaso. Mesmo não tendo nascido em Garanhuns, mais tendo um pezinho por aqui, por amar esta cidade e este evento, eu direi sempre VIVA O FIG! .

Em 2017, apesar de tudo, da crise, dos céticos e dos "urubus"... O saldo no final foi novamente positivo e Garanhuns durante 10 dias respirou cultura, ouviu boa música, sediou exposições de livros, artes plásticas e muito mais. O Festival de Inverno venceu novamente. Que venha a 28ª edição.

*Fotos: Ivan Rodriges (Facebook) e Fernanda Abreu na entrevista que deu antes do show que encerrou o FIG (Amannda Oliveira).

MORRE O ADVOGADO GARANHUENSE CLÍNIO REINALDO

Garanhuns perdeu neste final de semana um dos seus mais conhecidos advogados: Morreu de complicações cardíacas Clínio Reinaldo, que atuou em escritório particular e durante muito tempo deu assessoria jurídica ao Sindicato dos Funcionários e Servidores Públicos do Município.

Dr. Clínio também foi Procurador do Município, na gestão do prefeito Silvino Andrade e trabalhou para a Autarquia Municipal de Ensino Superior de Garanhuns, AESGA.

Muitos amigos, colegas que trabalharam com ele, ex-alunos da FDG e pessoas que o advogado ajudou lamentando a triste perda.

“Nem dá para acreditar que você nos deixou. Uma pessoa incrível e espetacular que tive a honra de conhecer. Nunca vou esquecê-lo,  vai sempre estar no meu coração e nas minhas lembranças.  Tantos nomes vc me dava (toda semana um diferente) e gostava tanto de se divertir e alegrava todos ao seu redor, eu admirava muito e sempre irei lembrar do senhor.  Que Deus lhe coloque em um bom lugar pra está olhando por nós", lamentou Risleide Silva, ao comentar a morte de Dr. Clínio. 


Outro que expressou seus sentimentos foi Luciano Florêncio, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Garanhuns. Ele fez questão de lembrar da atuação do advogado pela entidade de classe e disse que Clínio era seu amigo.

GOVERNO LIBERA MAIS DE MEIO BILHÃO PARA O AGRESTE

O Pernambuco em Ação chega ao Agreste Central e realiza o maior investimento de todas as rodadas do seminário. O governador Paulo Câmara liberou o montante de R$ 502 milhões para a região, com atenção especial à sustentabilidade hídrica – R$ 488 milhões. Somente a ordem de serviço de implantação do Sistema Adutor do Agreste (Lote 5) recebeu R$ 226 milhões, beneficiando dois milhões de habitantes. Para o auditório do Senac lotado de pessoas, o governador anunciou ainda medidas voltadas para os setores de infraestrutura, educação, transportes, agricultura familiar, turismo  e cidades.

“Vou continuar a trabalhar por um Pernambuco melhor, pelo nosso povo. Meu compromisso não pode ser outro a não ser continuar a fazer parcerias, rodar o Estado e priorizar aquilo que a gente sabe que é importante. Nunca tive tão animado e determinado a trabalhar por esse Estado. Hoje, fizemos anúncios que dialogam com a realidade e necessidade de cada município”, afirmou o governador Paulo Câmara. O gestor estadual destacou que os investimentos em recursos hídricos não vão parar. “Vamos continuar a fazer esforços, pois recursos hídricos são prioridade para o Governo do Estado. Para que a gente tenha condições de levar água para todas as regiões, vamos continuar a, entre outras ações, realizar perfuração de poços e implantação de sistemas de esgotamento sanitário”, assegurou Paulo.

A prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, destacou a importância do seminário Pernambuco em Ação, principalmente, em um momento de dificuldade em todo o País. "O momento que vivemos exige de nós mais compromisso com as pessoas, mas a gente não consegue fazer nada sozinho. Precisamos do apoio e da parceria efetiva do Governo do Estado. Por isso, é tão importante o Pernambuco em Ação no Agreste Central, para ouvir as demandas e tirá-las do papel”, frisou a gestora municipal.

Para atenuar os efeitos da seca que castiga a região há sete anos, o governador assinou a ordem de serviço para implantar Sistema Adutor do Agreste – Lote 5. A obra consiste na implantação de adutoras para abastecer os municípios de Bezerros, Gravatá, São Bento do Una, Lajedo, Cachoeirinha e Brejo da Madre de Deus, com extensão total de 152km. O prazo para execução da obra é de 720 dias após a emissão da ordem de início dos serviços. O governador também autorizou a licitação para o início das obras da Adutora de Serro Azul, estimadas em R$ 200 milhões, e anunciou que realizará uma audiência pública no começo de agosto.

Também na área hídrica, foi inaugurada a primeira etapa do Sistema de Esgotamento Sanitário de Tacaimbó. Com um investimento de R$ 17 milhões – recursos do Governo do Estado, via Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) - o equipamento contemplará 10 mil pessoas. A também ordem de serviço para o Sistema de Esgotamento Sanitário do município de Sanharó esteve entre os anúncios. Com um valor estimado em R$ 26 milhões, a ação atenderá 25 mil habitantes e tem um prazo de 15 meses para conclusão.

As obras não se limitaram aí. Foram dadas ordem de serviço para ampliação e modernização do SES de Caruaru e a requalificação do interceptor, que beneficiará 10 mil habitantes, e para as estações elevatórias de esgotos sanitários Rendeiras II e III, José Liberato I e Boa Ventura. O governador assinou, também a ordem de serviço para adequação das estações elevatórias do Sistema Adutor do Prata. A ação, estimada em R$ 2,6 milhões, atenderá uma população de 500 mil habitantes.

Durante o seminário, foi autorizado o convênio da implantação do sistema de abastecimento de água do Distrito de Cabanas – Cachoeirinha. A obra, estimada em R$ 2,3 milhões, composto por 9 km de sistema adutor e rede de distribuição, contemplará os 2,5 mil habitantes da localidade. Para a construção de uma estação de tratamento de água com capacidade para 20 litros por segundo (l/s), foi dada ordem de serviço do projeto de abastecimento de água de Sapucarana e Encruzilhada de São João. Para esta ação, orçada em R$ 2,5 milhões, o prazo de conclusão é de 12 meses. Quando pronta, o equipamento beneficiará 3 mil habitantes.

FEM – Por meio do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal, o governador Paulo Câmara liberou R$ 3.024.183,47 para 15 municípios do Agreste Central: Bonito, Agrestina, Altinho, Bezerros, Brejo da Madre de Deus, Cachoeirinha, Camocim de São Félix, Jataúba, Panelas, Pesqueira, São Bento do Una, São Caetano, São Joaquim do Monte, Sairé e Tacaimbó. Entre as ações que serão executadas, estão pavimentação asfáltica em diversas ruas, serviços de urbanização e iluminação, reforço e ampliação de espaços públicos e fortalecimento de políticas públicas de promoção do direito das mulheres.

Além do secretariado, estavam presentes o vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, Raul Henry; o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Guilherme Uchoa; os deputados federais Fernando Monteiro, André de Paula, João Fernando Coutinho; os deputados estaduais Laura Gomes, Clodoaldo Magalhães, Isaltino Nascimento, Tony Gel, Waldemar Borges, Aluísio Lessa, João Eudes; Eriberto Medeiros; e prefeitos da região.

sábado, 29 de julho de 2017

MESMO CONDENADO LULA LIDERA PESQUISA PRESIDENCIAL

Mesmo condenado pelo juiz Sérgio Moro a quase 10 anos de prisão, o petista Luiz Inácio Lula da Silva se mantém na liderança da corrida presidencial, caso haja eleição e ele possa ser candidato em 2018.

O levantamento foi feito pelo Instituto Paraná Pesquisas e Lula lidera em todos os cenários.

Caso o candidato do PSDB seja João Dória,  o tucano teria 12,3%, o deputado Jair Bolsonaro somaria 18,7% e Lula 25,8%.

Ainda pontuaram na pesquisa o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa (8,7%), a ex-ministra Marina Silva (7,1%),  o ex-governador Ciro Gomes (4,5%), e o senador paranaense Álvaro Dias (3,5%).

No segundo cenário, quando o candidato do PSDB é o governador de São Paulo,  Geraldo Alckmin, Lula aparece com índice maior, de 26,1%; Bolsonaro permanece em segundo, com 20,8% das intenções de voto, seguido por Joaquim Barbosa (9,8%), Geraldo Alckmin (7,3%), Marina Silva (7%), Ciro Gomes (4,5%) e Álvaro Dias (4,1%).

O Paraná Pesquisas também fez simulações de segundo turno.

Lula venceria num eventual segundo turno tanto Bolsonaro, quanto Alckmin ou Dória, com uma diferença de 6 ou 7%.


Essa liderança de hoje pode não adiantar muita coisa se o ex-presidente for condenado em segunda instância antes da eleição. Neste caso ele não poderá ser candidato.

CANTOR EDSON CORDEIRO LOTA IGREJA E PROPORCIONA MOMENTO MÁGICO NA CATEDRAL DE SANTO ANTÔNIO

Como previsto por este blog, o cantor Edson Cordeiro lotou completamente as dependências da Catedral de Santo Antônio, nesta sexta (28) à tarde, quando se apresentou como contratenor com a Orquestra Jovem de Pernambuco, regida pelo maestro Rafael Garcia.

O público começou a chegar a partir das 13h30 e quando a apresentação começou, pouco após às 16h,  todos os bancos estavam ocupados, havia muita gente em pé e outros se espalharam sentando no chão da Igreja Matriz da cidade.

Era uma plateia selecionada, com a presença de juízes, médicos, advogados, professores, jornalistas, funcionários públicos, empresários e intelectuais.

Muita gente de Garanhuns e também turistas.

Rafael Garcia, que é chileno, defendeu a apresentação de boa música para o povo e destacou que existe um tipo de som que faz bem aos ouvidos e outro que traz apenas poluição sonora.

Ele ressaltou que a Orquestra presente à Catedral garanhuense é formada por jovens que saíram do Coque, um dos bairros mais pobres do Recife.

Hoje, muitos desses músicos têm contratos com orquestras sinfônicas em diferentes estados do Brasil e alguns se apresentam até no exterior.

Alguns números de música clássica foram apresentados até que foi chamado ao púlpito do templo católico o contratenor Edson Cordeiro.

Mesmo sem a cabeleira farta (a cabeça está completamente raspada) de quando estourou no Brasil nos anos 90, Edson tem ainda o aspecto jovem, é simpático, demonstra simplicidade e cativou os fãs com um largo sorriso.

Os jovens músicos pernambucanos apresentaram peças de Mozart, a ópera Carmen (Georges Bizet) e outros grandes nomes dos clássicos e Edson fez o que quis com a voz, arrancando calorosos aplausos quando cantou A Rainha da Noite (que gravou num dos seus primeiros discos, quando ainda morava no Brasil), a espanhola Granada e outras canções que exigem recursos vocais que poucos artistas têm.

Edson Cordeiro mora na Alemanha há 10 anos e é um nome de prestígio em toda a Europa. Vê-lo em Garanhuns foi um raro privilégio de quem foi à Catedral e as pessoas que lotaram a igreja estavam absolutamente encantadas com a apresentação e por testemunhar um momento mágico proporcionado pela música do brasileiro que conquistou o mundo.

Coube a Rafael Garcia, com seu sotaque “castelhano”, dar uma alfinetada no desinteresse pela boa música ou pela cultura no Brasil.

O maestro disse que tem cinco filhos atuando na área artística e todos tiveram que viver fora do país, que não oferece condições de se trabalhar com boa música.

Frisou, ainda, que Edson Cordeiro hoje é um grande nome da música na Alemanha e outros países da Europa, mas no Brasil não é mais divulgado por nenhum meio de comunicação.

Infelizmente o músico tem razão: No Brasil não há o hábito da leitura, de se ouvir boa música, de visitar museus e galerias de arte, de frequentar teatros e assistir filmes de arte.

Nesse contexto, não é de admirar que um Festival com uma programação bem cultural seja tão criticado, pois o desejo de alguns é que o FIG seja prostituído com uma programação que contemple quem está na mídia, como Wesley Safadão,  Luan Santana, Michel Telô e Marília Mendonça.

Muitos, por má fé ou ignorância, gostariam de ver o Festival de Inverno com uma programação de vaquejada.