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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

MAIS UM POEMA DE MARÍLIA


Faltando praticamente um mês para as eleições, a política toma conta do dos jornais, dos notiários da TV e da alma da gente. Tenho medo de proporcionar uma overdose do assunto nos leitores ou eu mesmo ter um "troço", envenenado pelos rumos da campanha. Para evitar que isso aconteça, não esqueço o cinema, os livros, a música e a poesia.

PERDER, PARTIR, ADEUS

Primeiro, eu perdia meus lápis, meus desenhos...
Não gostava disso, mas não tinha medo – e nem era infeliz.

E então eu passei a perder horas de sono.
Sonhos de infância
Lembranças
Palavras
E tudo isso voava imperceptível no tempo.

Quando vi, tinha perdido meu avô,
Meu melhor amigo,
Meu cachorro...
Imersa em dores
Perdi a mim mesma.

E de medo de perder,
Tinha medo de ganhar.
Protegi-me com grandes arestas.

Perdi o rumo
Procurei-me inebriada
Mas não me acho
E bem pouco agora resta a perder

Mas não tarda
E irão racionar a lua e o pôr do sol
Colocarão uma senha no mar
Cobrarão pela sensação da brisa
E aí não haverá mais nada.

Quanto à poesia...
Poesia é sempre a alma de alguém chorando.

( Poema da garanhuense Marília Jackelyne publicado no seu Blog Ainda Podia Ser Pior, que está na relação dos meus favoritos, aí do lado direito).

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