A encenação começa pelo brasão anacrônico, com “Estados Unidos do Brazil”, e pela negação do resultado oficial: Lula venceu com 51,79% dos votos, contra 48,21% de Flávio. O senador ainda chama de “impossibilidade matemática” o crescimento da votação petista entre os turnos, ignorando a queda das abstenções, brancos e nulos, a migração de eleitores de outros candidatos e gente que votou nele, depois foi para Lula.
Também fala em posse impedida (oi?) antes mesmo da data prevista e nega ter fugido, embora admita ter deixado o país após uma tentativa de apreensão de passaportes. Acusa o STF de ampliar o horário da votação para fraudar o pleito, omitindo que PL e PT pediram a extensão e que apenas 35 mil votos foram computados no período adicional, diante de uma vantagem de 4,4 milhões para Lula.
Ao dizer que a Justiça agiu em “sete minutos” para puni-lo por contestar a eleição, esconde que já era investigado em apurações de lavagem de dinheiro e corrupção, sem relação com o pleito. Alega ainda que a oposição foi “castrada” e que o Brasil vive sob “tirania”, apesar de o PL ter elegido grandes bancadas, governadores e integrantes da própria família Bolsonaro, enquanto a direita continua atuando e criticando livremente o governo.
Por fim, chama investigações criminais de “perseguição política” e “golpe de Estado”, invertendo os fatos sobre o golpe de seu pai, em 2022. O manifesto deixa claro: para o bolsonarismo, perder eleições é sempre pretexto para atacar a democracia.
*Fonte: Portal UOL

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