A VITÓRIA GIGANTE DE LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA



Por Roberto Almeida

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva completa 81 anos de vida nesta terça-feira, 27 de outubro de 2026.

Mesmo com a idade avançada, já tendo enfrentado um câncer, perseguição política e toda sorte de adversidades, esse pernambucano de Garanhuns-Caetés venceu a eleição deste domingo e vai para o seu quarto mandato presidencial.

Depois de sair atrás, no primeiro turno, com uma diferença de mais de 2 milhões de voto, pró adversário, o petista virou e derrotou Flávio Bolsonaro com mais de 4 milhões e 300 mil votos de frente.

Um percentual de 51,79%, um total  64 milhões 256.232 votos, contra 59.826.041 do candidato do PL.

A vitória de Lula é gigante em todos os sentidos. Ele enfrentou um adversário jovem, com discurso de mudança, apoiado por todas as forças conservadoras do país, inclusive governadores dos principais estados da federação.

O presidente teve contra si as big techs, líderes evangélicos, Augusto Cury, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Nikolas, os ricaços da Faria Lima (SP) e até forças externas, como os presidentes Donald Trump (EUA) e Milei (Argentina).

Contra tudo e contra todos, envelhecido, com um fio de voz, conseguiu a primeira virada desde que foram restabelecidas as eleições diretas no Brasil, em 1989.

Antes, todos que venceram no primeiro turno levaram. Agora a história mudou. Flávio venceu o primeiro turno e perdeu a etapa final da eleição.

O Nordeste, mais uma vez, fez a diferença e deu a vitória ao presidente em todos os estados.

Lula também ficou na frente em Minas Gerais, no Amazonas, no Pará e no Amapá.

O Piauí deu ao petista o maior percentual de votos: 75,82%.

Na Bahia, que tem um dos maiores colégios eleitorais do pais, Lula teve 71,31%.

Em Pernambuco o percentual ficou perto dos 70%

Caetés, que era distrito de Garanhuns, quando Lula nasceu, no Sítio Várzea Comprida, deu ao seu filho ilustre mais de 90% dos votos.

No discurso da vitória, Luiz Inácio agradeceu a Geraldo Alckmin, a André Janones, a Rafael Fonteles (governador do Piauí), aos jovens, aos idosos e todo o povo brasileiro.

Disse que Deus foi muito generoso com ele. "Tem tanta gente mais capaz, mais preparada, com mais diplomas. Mas o povo escolheu a mim para ser presidente e comandar esse país pela quarta vez", ressaltou.

O candidato derrotado, Flávio Bolsonaro, que chegou a escolher ministros, após a vitória no primeiro turno, ainda ontem à noite se pronunciou, falando à imprensa.

De cara fechada, não admitiu a derrota e deu a entender que a eleição foi "tomada".

Ora, moço, foram mais de 4 milhões e 300 mil votos. Deve estar achando pouco.

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