Caetano gostou da peça “Capitães da Areia”, mas se encantou mesmo com os meninos e meninas do elenco, lindos e descolados, com quem se enturmou rapidamente.
Eles foram convidados para a festa de 40 anos do cantor, inclusive a caçula do grupo, de 13 anos, que, pela idade, nem deveria estar ali, muito menos disposta a perder a virgindade com o aniversariante, que, também apaixonado, não hesitou em aceitar o “presente” da adolescente:
”Só posso dizer que foi na festa de 40 anos dele. Foi presente de aniversário. Mas não vou contar. Meu pai me ensinou a ser discreta. Já falei demais”, confidenciou Paulinha em entrevista à revista Playboy, em agosto de 1998.
Nos dias de hoje, Caetano teria sérios problemas com a Justiça, mas em 1982 não existia a atual previsão de crimes nas relações sexuais entre adultos e menores de 14 anos – cada caso era analisado individualmente por juízes.
O advogado Arthur Lavigne, pai da adolescente e um dos maiores criminalistas do país, poderia ter causado problemas a Caetano, mesmo a lei sendo mais branda em 1982, mas nada disso aconteceu. “Meu pai nunca nem falou nesse assunto. Só dizia que confiava em mim”, disse Paulinha.
O fato é que um ano após um início do relacionamento entre a atriz e o cantor, Arthur, ao perceber que o namoro parecia ser pra valer, achou uma maneira de separá-los por um tempo, enviando a filha para estudar em Londres, na esperança que as coisas esfriassem naturalmente. A estratégia não deu muito certo, como revelou Paulinha:
“Aos 14 anos meu pai me mandou estudar na Inglaterra e tempos depois o Caetano foi lá atrás de mim. Eu fugia da escola para ficar com ele, era muito bom. Ele voltou e eu fiquei mais tempo lá. Depois fugi definitivamente da escola e fiquei rodando a Europa até acabar o dinheiro. Quando voltei, continuamos a nos encontrar e com 16 anos fomos morar juntos.”
*Tom Cardoso no livro "Outras Palavras".
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