É uma produção dinamarquesa, que ganhou, à época, o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Babette chega numa noite de tempestade a um vilarejo e se emprega na casa de duas solteironas, filhas de um pastor.
A empregada ganha uma alta quantia em dinheiro na loteria e resolve, com o prêmio, preparar um banquete para festejar os 100 anos do pai de suas patroas.
O longa fala sobre solidão, relacionamentos humanos, altruísmo e do amor à culinária.
As comidas preparadas por Babette para o banquete são de encher os olhos, até atemorizam as duas idosas e outras pessoas da comunidade, mas ela termina vencendo, por criar pratos que são verdadeiras obras de arte.
Um outro filme, outro mais ou menos recente, é "O Tempero da Vida", de 2019.
Este foi feito na Finlândia, numa parceria com os chineses.
Os dois longas são diferentes, mas têm um ponto em comum: a comida, a alimentação, a arte de cozinhar estão como que no centro da trama.
"A alimentação te faz feliz", uma frase assim é dita por Cheng, personagem de "O Tempero da Vida". Expressa o quanto a alimentação pode ser importante na vida das pessoas.
Não é só "encher a barriga", embora isso seja necessário.
Um excelente almoço ou jantar, uma comida especial preparada com arte e sabor, pode realmente te deixar de bem com a vida.
A comida é tão importante, tão vital, que está presente até na principal oração do cristianismo, o "Pai Nosso".
Nesta oração, ensinada por Jesus, nos dirigimos diretamente a Deus e pedimos: "O pão nosso de cada dia nos dai hoje".
Sim, que nunca nos falte o pão, o essencial.
E se, além do básico, tivermos alimentação farta, pratos preparados com amor e arte, melhor.
A felicidade pode começar por aí.
"A vida não é só comida".
Está correta a frase da música dos Titãs. Mas se não há comida não há vida.
*Foto ilustrativa - do filme A Festa de Babette.

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