PROFESSOR DESTACA A FILOSOFIA NA MÚSICA DE BELCHIOR

Belchior partiu há 9 anos, mas continua presente através de sua obra, uma das mais instigantes da música popular brasileira.

Uma vez publiquei aqui um texto destacando as influências literárias do compositor cearense.

Hoje li um texto do professor cearense Sérgio Feitosa chamando a atenção para o lado filosófico do compositor de "Divina Comédia Humana".

"Belchior foi um dos maiores compositores da música popular brasileira, destacando-se por unir poesia, crítica social e reflexão existencial em suas canções", escreveu Sérgio Feitosa.

O professor citou algumas canções de Belchior que têm um toque filosófico.

Como Nossos Pais – Conhecida também na voz de Elis Regina, é um hino sobre o conflito de gerações e a imutabilidade do comportamento humano.

Apenas um Rapaz Latino-Americano – Uma canção autobiográfica que afirma sua identidade e critica a influência cultural estrangeira.

Velha Roupa Colorida – Discute a renovação constante da vida e a necessidade de abandonar o passado para abraçar o novo.

Alucinação – A faixa-título de seu álbum mais famoso, que reflete sobre a dureza da realidade urbana frente aos sonhos juvenis.

Coração Selvagem – Uma das composições mais românticas e intensas, que fala sobre a urgência do amor e do tempo.

Medo de Avião – Uma canção que mistura ironia e cotidiano, tratando das fobias modernas e das relações casuais.

Paralelas – Uma letra geométrica e melancólica que descreve a solidão nas grandes metrópoles.

Palo Seco – Uma música crua sobre o fazer artístico e a necessidade de cantar a realidade, “sem fatiotas” ou adornos.

Na Hora do Almoço – Canção que lhe rendeu o primeiro lugar em um festival, retratando a dinâmica familiar tradicional e opressora.

Tudo Outra Vez – Uma reflexão sobre o retorno e a persistência da memória na vida de um artista.

Nenhum comentário:

Postar um comentário