OS TRUNFOS POLÍTICOS DE JOÃO CAMPOS E RAQUEL LYRA EM PERNAMBUCO

Em 2022 Raquel Lyra foi eleita governadora de Pernambuco com 3 milhões e 113 mil votos. 

Teve em termos percentuais 58,70% dos votos dos pernambucanos.

Marília Arraes, que disputou o segundo turno contra a ex-prefeita de Caruaru, somou 2 milhões e 190 votos, 41,30% em termos percentuais.

Pelas últimas pesquisas divulgadas, a governadora Raquel Lyra não chegou ainda, em 2026,  a um percentual de 40% de intenções de voto.

Marília, que agora é pré-candidata ao senado, na pesquisa do Instituto Opinião ficou na faixa dos 42%, percentual maior do que o da governadora

Levando em conta que só existem dois candidatos fortes ao governo - Raquel e João - e pelo menos seis nomes competitivos ao senado, esse dado é bastante significativo.

Pelo menos por enquanto a governadora não consegue cair nas graças do povo, como aconteceu quatro anos atrás.

No primeiro turno, em 2022, Marília foi a mais votada, no primeiro turno.

Mas a morte de Fernando Lucena, marido de Raquel Lyra, no dia da eleição, mudou tudo.

No segundo turno a campanha de Marília entrou em parafuso. Os prefeitos foram em massa para o palanque de Raquel e ela venceu a eleição com enorme diferença.

Política interiorana, eleita duas vezes prefeita de Caruaru, a filha de João Lyra Neto venceu bem inclusive na capital e Região Metropolitana.

Pelas pesquisas, é no Recife e arredores que está o calo da governadora atualmente.

Os eleitores da capital e seu entorno, que acreditaram em Raquel, sinalizam insatisfação, por isso estão majoritariamente com João Campos, que saiu da prefeitura do Recife com a aprovação lá em cima.

No geral a diferença entre o pré-candidato do PSB e a do PSD até que não é tão grande.

Mas existem outros problemas. Como a montagem da chapa majoritária.

João já tem vice e os dois candidatos ao senado, nomes fortes, que lideram as pesquisas.

Raquel, sem muitas opções, inventou a candidatura ao senado de Túlio Gadelha.

Não tem perfil majoritário, está meio perdido entre lideranças da extrema-direita, como Eduardo Moura e Mendonça Filho, a depender do prestígio da jornalista Fátima Bernardes para ultrapassar Marília Arraes e Humberto Costa no gosto popular.

Sem falar que ainda tem os nomes à direita, como Miguel Coelho, Eduardo da Fonte e Anderson Ferreira.

A eleição está longe de ser decidida, é claro. Faltam ainda mais de cinco meses e muita coisa pode acontecer.

Raquel Lyra tem a máquina, a maioria dos prefeitos e dos deputados ao seu lado.

João tem a juventude, uma passagem altamente positiva pela prefeitura do Recife, a boa herança de Arraes e Eduardo, um jeito franco de fazer política que cativa, chama atenção.

A governadora pode virar o jogo, como fez com Tony Gel em Caruaru e com Marília, em Pernambuco.

Mas não será tão fácil. O "menino" já mostrou que está mais para Eduardo, o pai, do que para Marília, a prima.

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