HUMBERTO COSTA - UM CAMARADA A SER ESTUDADO PELA CIÊNCIA


O senador Humberto Costa, que também é jornalista e psiquiatra, é um caso a ser estudado.

Está sempre tentando impedir que surjam novas lideranças de esquerda em Pernambuco e o esforço que faz para sabotar Marília Arraes, desde 2018, nem tudo que Freud escreveu explica.

Como Magno Martins, conheço Humberto do final da década de 80. Eu era editor de política da Folha de Pernambuco (primeira fase do jornal), ele era um simples militante da esquerda que ia à redação em busca de espaços.

Quando se elegeu deputado estadual, na década de 1990, começou a sua transformação.

Hoje é uma espécie de "coronel do asfalto", fiel ao presidente Lula, mas sobretudo ao seu projeto pessoal de se tornar senador vitalício.

Transcrevo abaixo o que escreveu Magno sobre o político do Partido dos Trabalhadores:

HUMBERTO PRECISA DE UM DIVÃ

Conheço o senador Humberto Costa (PT) desde quando foi eleito deputado estadual em 1990. Tenho impressão que em muitas ocasiões nem ele próprio se reconhece. Olha no espelho e não se vê. E isso não é de hoje, é bem antigo, recorrente e conhecido por praticamente todos que convivem com a política em Pernambuco.

Dentro da Frente Popular, há algo que já se tornou quase consenso: onde Humberto Costa atua, há ruído, conflito e dificuldade de construção. Num momento em que o País precisa de estabilidade para fortalecer o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e a reeleição dele, esse tipo de comportamento deixa de ser apenas incômodo e passa a ser prejudicial.

Não se trata de negar sua trajetória. Ele já ocupou espaços importantes. Foi ministro, participou da construção do partido. Mas isso não lhe dá o direito de agir como se o projeto coletivo girasse em torno do seu umbigo. Pernambuco é prova disso. O PT já teve protagonismo real no Estado, especialmente com a liderança de João Paulo. Hoje, tem apenas cinco prefeitos. Afundou com Humberto, através do seu menino de recado Carlos Veras, a quem colocou à frente do diretório estadual.

Esse protagonismo foi sendo perdido ao longo dos anos e não por acaso. Decisões equivocadas, disputas internas e insistência em projetos pessoais contribuíram diretamente para esse enfraquecimento. O padrão se repete: sempre que há uma construção maior em curso, surge uma movimentação que tensiona, divide e dificulta.

Agora, mais uma vez, quando se articula uma frente ampla envolvendo diferentes forças políticas, o comportamento é o mesmo: inquietação, resistência e sinais claros de desconforto com algo que não é controlado por ele. E isso não passa despercebido.

Internamente, a relação é desgastada. São raros os que não têm ressalvas. A convivência é difícil, o ambiente pesa, e a capacidade de agregar é praticamente inexistente. Política não é sobre quem grita mais alto ou ocupa mais espaço. É sobre quem constrói, quem soma e quem entende o tamanho do momento.

Hoje, Pernambuco precisa de unidade em torno de lideranças como João Campos e de um projeto que dialogue com a história de Miguel Arraes, de Eduardo Campos e com a força política de Luiz Inácio Lula da Silva. Quem não entende isso ou pior, quem atrapalha isso — deixa de ser parte da solução e passa a ser parte do problema. E, hoje, essa é exatamente a percepção que se consolidou em relação a Humberto Costa.

Conheço o senador Humberto Costa (PT) desde quando foi eleito deputado estadual em 1990. Tenho impressão que em muitas ocasiões nem ele próprio se reconhece. Olha no espelho e não se vê. E isso não é de hoje, é bem antigo, recorrente e conhecido por praticamente todos que convivem com a política em Pernambuco.

Dentro da Frente Popular, há algo que já se tornou quase consenso: onde Humberto Costa atua, há ruído, conflito e dificuldade de construção. Num momento em que o País precisa de estabilidade para fortalecer o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e a reeleição dele, esse tipo de comportamento deixa de ser apenas incômodo e passa a ser prejudicial.

Não se trata de negar sua trajetória. Ele já ocupou espaços importantes. Foi ministro, participou da construção do partido. Mas isso não lhe dá o direito de agir como se o projeto coletivo girasse em torno do seu umbigo. Pernambuco é prova disso. O PT já teve protagonismo real no Estado, especialmente com a liderança de João Paulo. Hoje, tem apenas cinco prefeitos. Afundou com Humberto, através do seu menino de recado Carlos Veras, a quem colocou à frente do diretório estadual.

Esse protagonismo foi sendo perdido ao longo dos anos e não por acaso. Decisões equivocadas, disputas internas e insistência em projetos pessoais contribuíram diretamente para esse enfraquecimento. O padrão se repete: sempre que há uma construção maior em curso, surge uma movimentação que tensiona, divide e dificulta.

Agora, mais uma vez, quando se articula uma frente ampla envolvendo diferentes forças políticas, o comportamento é o mesmo: inquietação, resistência e sinais claros de desconforto com algo que não é controlado por ele. E isso não passa despercebido.

Internamente, a relação é desgastada. São raros os que não têm ressalvas. A convivência é difícil, o ambiente pesa, e a capacidade de agregar é praticamente inexistente. Política não é sobre quem grita mais alto ou ocupa mais espaço. É sobre quem constrói, quem soma e quem entende o tamanho do momento.

Hoje, Pernambuco precisa de unidade em torno de lideranças como João Campos e de um projeto que dialogue com a história de Miguel Arraes, de Eduardo Campos e com a força política de Luiz Inácio Lula da Silva. Quem não entende isso ou pior, quem atrapalha isso — deixa de ser parte da solução e passa a ser parte do problema. E, hoje, essa é exatamente a percepção que se consolidou em relação a Humberto Costa.

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