A estimativa é que 15 milhões de famílias brasileiras serão beneficiadas pela medida, que irá possibilitar que os mais vulneráveis recebam botijões de gás gratuitamente.
Apenas 29 deputados votaram contra a proposta do governo, todos eles da extrema-direita.
O argumento básico deles para se posicionar contra o benefício é que foi uma iniciativa do presidente Lula.
Nikolas Ferreira chegou a dizer que a proposta, tal como foi apresentada, complica a entrega do botijão de gás.
Isso porque existem regras, normas para que o cidadão ou cidadã tenha direito.
É lógico, se não for assim vai ter gente recebendo sem precisar e outros que precisam fora do programa.
Na verdade só querem uma desculpa, porque defendem seus próprios interesses ou dos ricos e não dos mais pobres.
Triste é ver pobres de direita endossando o discurso dos espertalhões do PL, Novo e União Brasil.
"Se Lula tirou o povo da pobreza por que dar botijão de gás? O governo dá tudo e não querem trabalhar. É errado e vicia a população".
Argumentos toscos como esses são lidos nas redes antissociais.
Criticam o bolsa família e todos os programas sociais do governo.
Ora, será que esse néscios não sabem que os deputados ganham altos salários e têm auxílio moradia, auxílio paletó e todo tipo de penduricalho.
Não sabem que existem subsídios para os empresários, os ricos, os representantes do agronegócio?
Nem os bancos dispensam uma ajudinha do governo.
E mesmo assim os desinformados e alienados jogam contra a própria classe, desejando, na sua burrice que os pobres sejam abandonados.
Querem, talvez, que voltem ao mapa da fome, à fila do osso, a miséria de antes.
Sim, o governo que aí está tirou milhões da miséria, baixou o preço dos alimentos, aumentou o nível de emprego, ampliou o programa de moradias, fortaleceu o mais médico, investiu no bolsa família.
Mas o Brasil, meus caros, tem atualmente perto de 215 milhões de habitantes.
É um país imenso, com desigualdades históricas e uma elite de mentalidade escravocrata.
Impossível transformar nosso país, do dia pra noite, numa Suécia ou Dinamarca, países pequenos, em relação ao Brasil, que ficam em regiões ricas.
Lógico que a vida melhorou nos últimos três anos. Mesmo assim, ainda têm muitas pessoas ganhando pouco, vivendo de subemprego e na informalidade.
Moradores da periferia das grandes cidades, dos grotões do Norte e do Nordeste.
Se um governo não pensa neles, a miséria de perpetua.
Alguém acredita que os empresários vão ajudar os indigentes? Que a caridade de verdadeiros ou falsos cristãos resolve o problema da fome?
O dinheiro do pé de meia para os estudantes do ensino médio, os recursos para garantir universidade ao filho do pobre, o bolsa família, o gás do povo, tudo isso é necessário.
É justiça e reparação.
Não dá para fazer um país em que só os ricos têm direito.
Os pobres são maioria e governo de verdade pensa neles.
Quem não tem riqueza e mesmo assim defende os que têm, sem argumentos, seguindo políticos pilantras como gado, é o lastimável pobre de direita.
Que é pobre duas vezes.

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