É a cidade que vai em direção a Heliópolis, passando pela Dr. José Mariano, que os mais antigos chamavam de Rua do Recife.
É a Avenida Rui Barbosa, que o jornalista Jodeval Duarte um dia definiu como a mais bonita do interior pernambucano.
É a Suíça Pernambucana, de clima europeu, do Festival de Inverno, do jazz, dos sons regionais e do verdadeiro encanto do Natal.
Garanhuns é o comércio de ontem e de hoje, bem no centro: S. Moraes, o Mão Aberta, o Pérola que deixou saudades e Ferreira Costa que continua firme, uma loja que tem quase a idade da cidade.
É a terra das sete colinas, das palmeiras e anuns, cantados no hino, de João e de Luís, o Jardim.
A cidade que recebeu bem os que vieram de outros municípios e aqui eles construíram sonhos, até se tornaram governantes: Ivo Amaral, Luiz Carlos, Izaías Régis, Silvino Duarte.
Sobretudo a Garanhuns dos seus filhos: Luís Souto Dourado, Humberto de Moraes, Pedro Veloso, Eraldo Ferreira, Sivaldo Albino.
Uma cidade que cresce para todos os lados, dando origem a bairros têm vida própria: Cohab I, Manoel Chéu, Várzea, Cohab II, Parque Fênix, Massaranduba, Cohab III, Viana e Moura.
E os bairros mais antigos, que acompanharam todo crescimento da cidade: Santo Antônio, Aloísio Pinto, Boa Vista, Mundaú, Magano, Indiano e o Arraial, que virou Heliópolis.
Garanhuns que é São Pedro, Iratama e Miracica.
Cidade das flores, cidade jardim, cidade dos amores sem fim.
Cantada por Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Quinteto Violado.
Terra da garoa, dos colégios centenários, dos cinemas que deram lugar a novos empreendimentos e dos seresteiros que marcaram o nome de Augusto Calheiros.
Garanhuns da Praça Dom Moura, da Fonte Luminosa, do Relógio de Flores, da nova Praça Tiradentes, do Pau Pombo, Parque Euclides Dourado, Parque Luiz Carlos de Oliveira...
Cidade do chocolate quente, da boa comida regional, do charme do Relojoeiro.
Terra da religiosidade: a Igreja do Timbó (uma das mais antigas do Brasil), a Catedral de Santo Antônio, a Igreja do Perpétuo Socorro, o Mosteiro de São Bento e o Seminário São José.
Garanhuns do Colégio Diocesano, do Quinze, o Santa Sofia, o estadual Jerônimo Gueiros e o Monsenhor Adelmar.
Terra de escritores: Luís Jardim, Luzinette Laporte, Mário Márcio Santos, Nivaldo Tenório, Cláudio Gonçalves, Carlos Janduy, Mário Magalhães, Paulo Gervais, Luzilá Gonçalves, Helder Herick e Igor Cardoso.
E não esquecer o cordelista Gonzaga de Garanhuns, um homem do povo, apaixonado pela poesia, cheio de amores pelo seu lugar.
Garanhuns da Difusora, da Meridional, da FM Sete Colinas e da Marano.
E os grandes comunicadores: Aluízio Alves, Ivo de Souza, Rosa Maria, Roberto Sampaio, Eduardo Peixoto, Ariston Brito, Gláucio Costa, Zezinho de Garanhuns, Rossine Moura, Rocir Santiago, Tony Duran, Edson Miranda, Aninha Marques, Samara Pontes, Marcelo Jorge, Ed Carlos, Fernandinho DJ.
E ainda Luciano Andrade, Zé Inácio (que foi também prefeito), Pajeú, Dalton Monteiro, Zé Cardoso (também vereador e deputado), Glácio Dória e Zé Marcolino.
Escreveria mais e mais, páginas e páginas. E mesmo assim seria pouco e esqueceria pessoas, vultos, personalidades, que merecem ser lembradas.
Mas 147 anos não são 147 dias. É muita história para registrar assim, usando apenas a memória, que muitas vezes nos trai.
O que importa mesmo, porém, neste 4 de fevereiro, é saudar, parabenizar, Garanhuns criança, Garanhuns adolescente, Garanhuns em sua maturidade.
Salve a terra das sete colinas, sua beleza, seu povo, sua história, o passado, o presente e o futuro promissor!
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