SIVALDO ACHA QUE POLÍCIA CIVIL AGIU COMO NOS TEMPOS DA DITADURA


O prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino (PSB), que sempre manteve uma relação institucional, evitando embates políticos com a governadora Raquel Lyra, divulgou uma nota comentando as revelações da reportagem da TV Record, que mostrou um esquema de espionagem ilegal montado pela Polícia Civil de Pernambuco.

Deste vez sim, o prefeito se posicionou politicamente, demonstrando preocupação com as atitudes de agentes da importante instância do governo estadual.

"Desde o início de nossa gestão em Garanhuns temos sentido os efeitos da perseguição política e administrativa por parte do Governo Raquel Lyra, mas o que se noticia agora,  nunca vimos nada igual", pontuou Sivaldo.

Ele enfatiza que o trabalho da Polícia Civil foi feito "sem inquérito, sem ordem judicial, tendo sido montada uma operação clandestina para monitoramento de adversários". 

Para o gestor socialista ficou provado,  pela reportagem do programa Domingo Espetacular -  exibida em todo o país - que o Governo do Estado formou uma polícia paralela visando investigar adversários políticos, utilizando a estrutura e equipamentos da Polícia Civil com fins eleitorais. 

"A linha democrática foi rompida, tal e qual os piores momentos da ditadura militar, quando os órgãos de segurança serviam para perseguir adversários do regime. Isto é gravíssimo e precisa de uma resposta incisiva da sociedade e suas instituições representativas", frisou Sivaldo Albino.

O prefeito de Garanhuns acha que a matéria da Record deixa muitas perguntas que precisam de respostas. "Quem ordenou? Quem mais foi monitorado e se encontrava sob observação da Operação Clandestina? Prefeitos, deputados, outros secretários municipais?", questionou. 

Para Sivaldo, a reportagem foi além da denúncia e apresentou provas.  "O que demonstra que estamos diante de um absurdo inaceitável e que deve ter uma resposta à altura do povo brasileiro, para que métodos golpistas não se normalizem no estado de Pernambuco", finalizou.

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